CARTAS
Impunidade
Ontem fez cinco anos que meu pai, de 62 anos, trabalhando, recebeu seis tiros de assaltantes e faleceu na sala de cirurgia. Hoje não sei qual a dor maior se é a ausência dele ou a impunidade e lerdeza do que chamam de Justiça. Hoje não sei mais quem é o criminoso se é o tal de ''sapo'' e seus companheiros ou são aqueles que destruíram as provas, sumiram com a arma e as impressões digitais ou ainda o homem que ficou com os bandidos por 15 minutos e se recusa fazer o reconhecimento ou, talvez, seja nós que pagamos os impostos para sustentar bandido na cadeia e pagar salários de servidores desonestos. Hoje não sei mais em quem acreditar pois em setembro de 2000, aquele que representava a lei mentiu mesmo vendo a minha dor e o pior de tudo é que acreditei. A quem devemos recorrer quando somos enganados, roubados e assassinados por tantos poderes que deveriam estar a nosso favor? Só me restou enviar uma prece ao céu: ''Pai perdoa mas não consegui, o que estava óbvio, prender os que te mataram. Fui enganada porque acreditei demais''.
RITA DE CÁCIA LÓ (professora) - Londrina
Estrela decadente
Dias atrás um vereador do PT local questionou na ''Folha'' ''se os tucanos não estariam apoiando o MP (Ministério Público)'' em investigação contra o seu partido, ante as denúncias que correm contra esta agremiação também em Londrina. Interessante, o que ocorre na ''petelândia'' nacional também se espraia por aqui. Parece uma vertente da síndrome do pânico, agora com outro nome: síndrome do PSDB e do FHC, que angustia e açula os seguidores da estrela decadente. Bom seria que se recolhessem aos seus guardados e fizessem uma boa reflexão sobre o autoritarismo, a prepotência, a arrogância que sempre demonstraram e praticaram contra todos. Afinal, será que tal militante esqueceu-se que, aqui, quem os ajudou a vencer as eleições municipais foi um importante membro do PSDB: o ex-prefeito Wilson Moreira? ''Londrinense, pratique a sua legítima defesa'', disse Moreira em benefício do candidato do PT, que, mesmo assim, teve uma vitória pouco convincente contra um prefeito cassado. Por fim, uma perguntinha: quais as providências o prefeito tomou (ou está tomando) para viabilizar a reversão dos bens da concessionária do transporte coletivo urbano, cujo contrato venceu há muitos meses?
RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO (advogado e membro do PSDB de Londrina) - Londrina
7 de setembro
Independência ou morte? Esta frase vem à cabeça de todo brasileiro neste dia 7 de setembro, data especial em que nos tornamos independentes e passamos a ser um país cheio de sonhos enrustidos por uma miscigenação. De 1500 pra cá muita coisa mudou. Seria hoje alguém capaz de dar a própria vida pelo Brasil? Será que os nossos comandantes lutam pela independência econômica e social do país? Em tempos de mensalão, parece que a independência que a maioria deles busca é a própria independência financeira. Diante de tudo isto, ainda temos orgulho de ser brasileiros? Neste Dia da Independência convém lembrar do nosso futebol presente em mais uma Copa, do nosso Carnaval, da alegria do nosso povo que, apesar de independente democraticamente, ainda sofre pela dependência ao trabalho de alguns corruptos.
FRANCISCO BONI (advogado) - Santa Cruz de Monte Castelo (PR)
Semana da Pátria
Cinco a zero para o Brasil no jogo de domingo. Garantiu representação na Copa do Mundo-2006. Quer presente melhor para os brasileiros na Semana da Pátria? A resposta é sim, precisamos muito mais do que jogos para inflamar nosso espírito patriota. Devemos querer mudanças, renovações, lutar e fazer parte delas, para mostrar a bela camisa, mais que um ''símbolo'' no peito, mas representando o amor de nossos corações, conscientizados do poder e obrigação que temos perante o presente e futuro de nosso país. Esta semana, mais do que nunca, devemos mostrar que: se as bases da Justiça não confortam, ainda assim, o filho teu não foge à luta. Não teme, nem aprova toda a corja e insistentemente busca atitude e soluções. Para que no futuro próximo possamos, orgulhosamente, dizer: pátria amada, Brasil!
ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina
Rádio
Em 7 de Setembro de 1922, o Brasil conhecia uma nova voz, até hoje indispensável, por sua sublime capacidade de unificar, e até mesmo de cessar com vários dogmas, paradigmas e diferenças: nascia o rádio. Desde então, foi possível admirar a criação de inúmeros meios de comunicação. Porém, mesmo com tamanho avanço tecnológico, o rádio tem permanecido por conta de sua autêntica e simples identidade de acesso. Tal acesso pode ser comprovado se visto quão grande é sua popularidade, notando que seu público-alvo atingiu todas as classes, desde o patrão até o empregado. O rádio de hoje tem também como conteúdo o lazer, distorcendo em certo ponto seu primeiro objetivo, já que durante o militarismo, quando foi difundido em território brasileiro, tinha como objetivo único, espalhar a voz ''política'' do ''poder'', deixando vestígios até os dias de hoje, através da ''Hora do Brasil''. Dentre os vários fatores que contemplam a grande potência do meio, existem dois que expressam claramente seu valor: a simplicidade e a praticidade que tornam o rádio único e fundamental.
CAMILLA FERNANDA DUARTE VICENTE (estudante) - Londrina





