CARTAS
Desrespeito
É inacreditável a capacidade que a Prefeitura tem em transformar tudo que poderia ser culturalmente bem aproveitado, em uma sequência de desrespeito às leis. O fato é que um circo se instalou na cidade há aproximadamente um mês ao lado de apartamentos residenciais. A rapidez com que houve a permissão, concessão de alvará, liberação pela vigilância sanitária para a instalação do circo é fato para se festejar. Pena que não aja assim sempre, com a mesma velocidade, para quem de boa-fé tenta abrir um estabelecimento comercial. Os transtornos causados pelo circo vão desde a perturbação do sossego até o atentado contra a saúde pública. O barulho é diário e se estende até a noite, piorando nos finais de semana. É inquestionável que ocorre infração ao código de postura da cidade, artigos 27, 28 e 29. Ao lado dos edifícios residenciais, estão as jaulas dos animais, imaginem o odor que exalam, as moscas e o barulho intermitente provocado por um pobre elefante que vive dentro de uma caçamba de caminhão. E a saúde pública ainda concede alvará de funcionamento e permite a instalação? É uma pena que a falta de bom-senso e de eficiência possa transformar algo prazeroso em verdadeiro martírio.
JOSÉ MAURICIO BASTOS DA COSTA (estudante) - Londrina
Desesperança
Como pode o povo brasileiro municiar-se da mais mísera esperança diante do espocar de tantos atos de corrupção e, o revoltante, imputáveis dos rigores das leis. O despreparo do presidente Lula para o exercício do cargo máximo do país não era novidade. Mas daí acreditarmos na instalação de um verdadeiro caos nacional, de um governo sem leme, inoperante, inapto e embustecedor, não havia previsão. Ultimamente, nas poucas aparições do presidente vê-se nitidamente um homem débil, aniquilado, mortiço, porém teimando galgar uma escada da qual ele próprio destruiu os degraus. Viável seria o presidente, enquanto ainda blindado do lamaçal que o rodeia, realizar a sua maior obra de governo: renunciar. Assim, poderia regressar a sua terra natal de uma forma mais confortável. Afinal, os paus-de-arara já estão em desuso.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (funcionário público) - Cambé
Desarmamento
A arma existe e é uma criação resultante da criatividade humana, que surge da razão inventiva, razão esta, que deve ser utilizada para o bem da coletividade e não para a produção de resultados maléficos egoístas e reprováveis. Nós possuímos como a mais poderosa arma, a razão, por isso, deveríamos através dela, da moderação e da justa medida, ponderar, buscando a satisfação a nós mesmos, e não contribuir a nossa autodestruição. Temos consciência plena que a arma é útil, porém também será extremamente maléfica quando mal utilizada. O desarmamento é benéfico a sociedade brasileira. Mesmo não acabando com a violência, contribui de maneira significativa para a diminuição drástica desta.
WILLIAN OGUIDO OGAMA (estudante) - Londrina
Autodefesa
Entendo que todas as pessoas de comprovada e ilibada idoneidade moral e social reúnem condições de portar ou possuir arma para defender-se. É um direito inalienável do cidadão, conquistado ao longo da história, desde que com apresentação de certidões e atestados fornecidos por autoridades competentes. Defendo, porém, que o ''porte de arma'' ou o registro só deva ser concedido após a parte interessada fazer o curso de manuseio de arma, tiro ao alvo e conhecimento dos dispositivos básicos da legislação penal, pertinente e mediante o recolhimento de taxas significativas, cujos recursos serão destinados ao reaparelhamento das polícias federal, militar e civil. As armas que ceifam vidas preciosas são aquelas que estão em poder dos bandidos. Desarmar pessoas honestas, ativas e cumpridoras de seus deveres é entregá-las de ''mão beijada'' a esses abutres.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (servidor público) - Fênix (PR)
Patriotismo
Na bandeira brasileira, a mais bonita entre as dos 192 países do mundo, está escrito: ''Ordem e Progresso''. Os empresários e políticos deveriam refletir sobre a mensagem escrita no estandarte nacional. Passou da hora dos ''representantes do povo'' mostrarem serviço e patriotismo.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão
Alerta
A cerca de um mês e meio atrás, fui surpreendida em meu escritório por um homem que oferecia a venda de alguns amassados bombons e gesticulava tentando informar que era surdo mudo. Acontece que já o vi em outros locais e sei, muito bem, que não sofre de nenhum distúrbio auditivo ou fonador. Disse isso a ele, sabendo que estava me entendendo, mas ele continuava a gesticular, avançando para cima de mim. A muito custo consegui colocá-lo para fora da sala e fechar a porta. Falei com o porteiro e, quando o mesmo subiu de elevador para encontrá-lo andares acima, o tal rapaz desceu correndo as escadas. Passadas algumas semanas, esta mesma pessoa voltou a incomodar os profissionais do prédio onde trabalho mas, agora, já sem os bombons e com uma folha de papel onde diz de suas dificuldades, que tem uma mãe internada e pedindo doação de R$ 5. Já o vi encenando o mesmo espetáculo com os artesãos, aos domingos, no Calçadão. Fica o alerta para a população que acredita que pode realmente tratar-se de uma pessoa deficiente e a solicitação para as autoridades para enquadrar estes elementos no artigo 171.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina





