Pouca atitude
Se ficarmos ouvindo e coletando em nossas mentes tantos descasos, tanta falta de vergonha, tanta imoralidade e não esvaziarmos as caixas de mensagens vamos todos explodir de indignição. Não seria mais humilde ou talvez mais lógico nossos dirigentes (pelo menos foram escolhidos para tal) assumir que não são capazes para dirigir este país e dizer estamos perdidos no mar de lama. Vamos deixar esta função tão responsável para quem está limpo de corpo e alma! Como é possível um país tão rico de matérias-primas, em produção agrícola, em boas escolas e tantas coisas boas, também tão rico de leis que não se cumprem, tão rico de impostos e tão rico de pessoas desonestas que só pensam em pisotear nos menos favorecidos com pés e mentes sujos dessa lama? Nosso país não será feliz enquanto a maioria sofrer. Porém, acredito num ser tão superior a tudo isso que vai continuar ensinando a essa gente descrente que ser honesto, que ser bom, não é virtude de ninguém e sim obrigação de todos.
INÊS PAULUCCI SANCHES (ginecologista e obstetra) - Londrina

Justiça social

A busca por um abrigo - o teto - é desde os tempos mais primitivos uma necessidade fundamental do ser humano. No entanto, hoje a busca por um ''teto'' no Brasil tem se constituído um verdadeiro martírio para o brasileiro. Cabe ressaltar, a importância da responsabilidade social conforme dispõe a Constituição federal. Porém, vejo a necessidade de questionar o que são direitos sociais. Será que esses direitos estão sendo respeitados? Uma coisa é certa: as classes menos favorecidas são as que mais sofrem com o desrespeito total pelos nossos direitos sociais. É preciso buscar uma verdadeira e ampla conscientização da sociedade, no sentido de que nossos direitos sejam resguardados. É preciso conscientizar o brasileiro para a cidadania. É preciso, também, escutar a voz do povo na construção do país. É preciso, ainda, ''abrir o olhos'' da população em busca do justo e não somente o que se encontra expresso no texto da lei, que na sua maioria é injusta e não condiz com a realidade social do país. É preciso coragem e luta para romper as barreiras do ''direito posto'', na busca do ''direito justo''.
INACIO GOMES DA SILVA (estudante de direito) - Londrina

Jataizinho
Nos últimos 20 anos, a administração pública de Jataizinho se tornou sinônimo de obras inacabadas, má-vontade política e atos de corrupção. Por isso, Jataizinho é hoje uma cidade pequena com problemas de cidade grande. A atual administração é cobrada a resolver no município os problemas acumulados ao longo dos últimos anos. Minha inquietação enquanto cidadão é que tais cobranças são direcionadas por aqueles que outrora tiveram nas mãos as ''rédeas'' do governo. De maneira lúcida e com toda minha limitação intelectual penso que independente do pensamento político que norteia cada um de nós, o momento é de somar esforços em torno dos anseios e das necessidades do nosso povo, pois politicamente, ao final dos quatro anos, o que deve prevalecer é a dignidade de cada um de nós.
DORIVAL PEREIRA DUARTE (servidor público) - Jataizinho

Fábrica de multas
Acredito que já seja hora de pararmos de repetir que a CMTU é uma usina de multas. Sem entrar na discussão de como esse dinheiro é empregado - que na minha opinião não é utilizado na melhoria de sinais de trânsito como foi anunciado há anos - deveríamos concordar com uma coisa: o trânsito de Londrina é caótico e o principal motivo é a falta de respeito para com as leis vigentes. Há quanto tempo este ''novo'' código está aí? As pessoas não precisam mais ser orientadas pelos fiscais. Existe o código impresso e disponível para qualquer cidadão que quiser consultá-lo. As pessoas não cumprem as regras dentro da sociedade. Não as cumprem porque não são punidas. Por que há ordem no trânsito de países desenvolvidos? Porque as pessoas que lá vivem são mais educadas de um modo geral, são educadas para seguir as leis da sociedade em que vivem e se não cumprirem as leis de trânsito, são multadas. Porém, a forma como se multa no Brasil é injusta. Só a recebemos depois de semanas. Em outros países, recebe-se na hora. O infrator é seguido pelo policial que aponta a infração e a pessoa sabe porque foi multada. Os órgãos alegam que não há pessoal suficiente para tal. Mas isto é uma outra discussão, bem complexa por sinal. Em relação a uma carta de uma leitora, na semana passada, reclamando que estava parada no meio da via quando o sinal fechou e foi multada pelo agente de trânsito: está no código que não se deve avançar mesmo que o sinal esteja verde para você, se o trânsito adiante estiver parado. A probabilidade de acontecer o que aconteceu é grande.
MARCELA BIGARDI PEREIRA (professora) - Londrina

CORREÇÃO
Devido à uma falha técnica, as chamadas de capa de Política, Economia e Mundo da edição de domingo foram trocadas.

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