Papel falido

Cheque é uma moeda falida que nós, comerciantes, nos arrepiamos quando chega algum em nosso caixa. Acontece que nossos amigos bancos, que apresentam lucros fabulosos, pegam as vítimas de primeira viagem e, sem qualquer noção de economia - porque o emitente de cheques sem fundo não é criminoso nem sofre qualquer penalidade pela lei - soltam uma arma contra os comerciantes: o famoso talão de cheque. Isto tem que ser tratado como um assalto, pois não temos ação/reação contra esta operação. O cidadão nos transfere um problema especificamente seu, que é a falta de preparo para efetuar uma compra de mercadoria que ele não vai poder pagar/cumprir, daí os mais espertos sabendo que nada sofrerão, quando falamos que vamos recorrer à Justiça, que é cega e lenta demais, ainda zombam do estabelecimento: ''Pode executar que lá (Justiça) se eu for condenado pago do jeito que quiser''. Então ficamos olhando para um papel que não serve nem pra rascunho.

CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (comerciante) - Londrina


Autodefesa

Aquele que mente é traidor: as suas vítimas o ouvem supondo dizer a verdade. O mentiroso conspira contra a quietude alheia, falta ao respeito de todos, semeia inseguridade e a desconfiança. Aborrece a sinceridade. Diz que ela é fonte de escândalo e de anarquia, ''como se fosse possível culpar a escova pela imundície''. Está previsto no Código Penal Brasileiro que é agravante com acréscimo à pena prisional para a pessoa que comete assalto sem dar chance de reação à vítima. Então, é um contrasenso grosseiro esta idéia de evitar que cidadãos comprovadamente honestos e responsáveis possuam armas. A idéia de impedir que se fabriquem armas e, se bem preparados, portem armas é um atraso (armas e civilização sempre caminharam juntas) e um prejuízo para as empresas e para a nação, que arrecada importante valor pecuniário com a exportação e impostos das grandes fábricas de armas, que gozam de ótima reputação em diversos países do mundo. Se sua casa ou propriedade for invadida, você não poderá fazê-lo por irresponsabilidade de algumas ''almas puras'' que pregam o desarmamento de forma demagógica e simplista. Isto até essas pessoas serem assaltadas e terem familiares assassinados, agredidos e estuprados. Pensem nisso. Precisamos de proteção real, não de censura pueril.

ANTÔNIO DA COSTA FUNFAS NETO (médico) - Londrina


Impeachment

Em 1992 o Brasil passou, pela primeira vez em sua história, por um processo de impeachment de um presidente da República. A vítima, naquela oportunidade, foi Fernando Collor. Agora, com os escândalos que explodem a cada instante, esta palavra voltou ao cenário. Alguns personagens do cenário político estão falando nisso novamente. Mas, vamos fazer uma análise um pouco melhor do assunto no momento: algumas forças de esquerda estão apelando ao dizer que ''a direita'' quer impedir o presidente de exercer seu mandato até o final, entretanto, quem votou no ''Lulinha Paz e Amor'' foi a classe média, e essa mesma classe média, até agora, não se posicionou a favor de um processo de impeachment. Os parlamentares só tentariam um processo desses caso houvesse grande apoio popular - até porque o único objetivo deles é garantir seus votos no ano que vem. Tem mais: um impeachment agora, sem que haja uma comoção popular neste sentido, cheira a golpe da oposição, e um golpe em plena democracia seria ainda pior. Tem mais: ninguém quer um Severino Cavalcanti dirigindo o país, mesmo que seja por apenas 30 dias.

EMERSON COSTA LEMES (contador) - Londrina
Corrupção

É muito preocupante o rumo que as CPIs estão tomando; o cheiro de pizza já está no ar. Não podemos permitir que tudo fique impune, isso é impensável e inadmissível. É preciso movimentar todos os segmentos da sociedade organizada contra esses assaltantes do dinheiro público: as ONGs, a OAB, o Ministério Público, a opinião pública através da mídia, as igrejas, enfim todas as pessoas de bem deste país. No meu entender, nesse momento o melhor mecanismo para 'sensibilizar' o Congresso a punir os culpados, é a pressão popular; o povo precisa ir para as ruas, senão a impunidade é certa. É só pressionar o fantoche Severino que ele pára de proteger os deputados bandidos. Essa é a grande oportunidade de expurgarmos os ladrões que povoam nossas instituições, fortalecermos nossa combalida democracia e melhorarmos nossa imagem perante o mundo.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

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