CARTAS
Filas nos bancos
Não contrapondo o advogado Antonio Fidelis em sua legítima queixa quanto às filas nos bancos, gostaria de registrar minha preocupação quanto ao vício que vejo em sua análise: o Legislativo municipal não deveria legislar sobre os índices de qualidade do atendimento de um banco, uma vez que estes são instituições comerciais como quaisquer outras. Os bancos não devem ser tratados de modo diferente, seja em questões de horários de funcionamento, regras de competitividade comercial e, principalmente, resultado empresarial. Estamos viciados em tratar os bancos de forma diferenciada, como instituições acima do bem e do mal (porque com dinheiro pode-se fazer tudo!), imaginando serem independentes (lembra do Proer?), sólidos no trato do patrimônio de seus clientes (Santos), ciosos do seu papel na sociedade enquanto intermediários na circulação de dinheiro (Rural). É um engodo! Da mesma forma que padarias, oficinas mecânicas, postos de gasolina, empresas de transportes, etc, existem bancos muito bons e também muito ruins, como em tudo na vida. O lamentável é acreditarmos que a escolha do banco não é, de fato, uma opção do correntista. Os legisladores deveriam voltar suas atenções aos índices de qualidade de vida da sua cidade, ruas calçadas e limpas, água limpa e distribuída de forma encanada, merenda escolar de qualidade, etc, porque usam dinheiro do público e os resultados estão muito aquém da dignidade que se teria quanto ao atendimento numa loja ou banco.
RENATO PACCA (gerente de logística) - Londrina
Homem certo
Em relação ao artigo ''Homem certo, no lugar certo, do advogado Acyr Benedito Silva, publicado terça-feira pela Folha de Londrina, desejo dizer ao ilustre advogado o seguinte: o maior estadista que o mundo tem notícia chamou-se Abraham Lincoln. Foi o primeiro presidente os EUA e o autor da Constituição americana composta de somente 14 artigos, todos voltados ao bem-estar do povo americano. Funciona até hoje e não precisou de um batalhão de juristas e notáveis para redigi-la. Ele nem operário foi, era lenhador e, talvez, não tivesse o segundo grau, porém tinha cérebro. Tanto isso é verdade que o Estado americano é hoje o mais rico do mundo. Quanto ao fato de um médico não defender uma causa, diante dos inúmeros fiascos apresentados pelos bacharéis que não conseguem serem aprovados no exame da OAB, não acredito que estes possam exercer as funções de um médico, mas o médico, dificilmente não poderá exercer as funções de um defensor. Se a conotação que o ilustre quis dar foi ao fato de o Lula ser um operário, deu com os burros n'água. Já tivemos intelectuais na presidência, o FHC foi o último, o que ele fez além de entregar as empresas estatais que geravam lucro de mão beijada e ninguém em sã consciência sabe o paradeiro desse dinheiro? E a CPI da corrupção que foi abafada sabe-se lá a troco de que? Não sou defensor do Lula posto que nem seu eleitor sou, mas não aprecio comparações.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Padre Carmel
Simpatia, um homem humilde e sério na sua simplicidade, um homem por vezes desconcertante. Entregou-se ao simples, pois não existe simpatia maior que a de um homem honesto e de consciência de coração. Um homem amigo, sempre ajudando o ser humano a encontrar-se com Deus. Um homem capaz de amar para sempre! Por onde passou, buscou a paz de espírito e de consciência. Nos ensinou a crer em Deus, a estar descansadamente confiantes sem fingimento em nossos corações. Teve como norma de vida, o Evangelho de Jesus. Reconheceu sua pequenez diante do universo e teve a consciência plena de que tudo pertence a Deus. Foi como a raiz de uma árvore que a alimenta e a sustenta e, no entanto, estão bem escondidas. Seguiu o verdadeiro exemplo de Jesus Cristo entre nós. Que diz: ''Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado''. Humildade, doçura, afabilidade e benevolência, assim podemos definir este homem que partiu para os braços de Deus! Fique registrado, o amor, a admiração e o respeito da Família da Rádio Alvorada a este homem cristão.
JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (comunicador da Rádio Alvorada AM) - Londrina
Adeus a Carmel
Um jovem padre originário da Ilha de Malta que, no início da década de 70, veio com presente vivo para a Igreja São Roque, em Tamarana. Você, Padre Carmel Bezina, meu diretor do antigo Ginásio Dr. Oswaldo Palhares, com quem que tive a honra de conviver no ano de 1973 como professor do, então maior distrito rural de Londrina. Mais tarde, o rebanho de Londrina precisou de você para pastorear as ovelhas da privilegiada comunidade da família Dom Bosco, na Rua Maringá. Mas, infelizmente, neste último dia 29 de agosto você foi mais uma das milhares de vítimas do trânsito assassino de nossa cidade. Perdemos o bem-estar de seu convívio, de seus sábios ensinamentos espirituais e invejável conduta de um verdadeiro servo da cristandade. Por hora, perdemos sua companhia, mas sabemos que, agora está ao lado do Pastor Celestial. Obrigado Padre Carmel, Descanse em Paz.
FÉLIX RIBEIRO (professor) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi escrito no quadro da Folha Cidadania, publicado ontem na Folha2, o cantor e compositor Roberto Carlos tem atualmente 64 anos de idade.





