'Barbeiros'
O maior problema de trânsito em Londrina é o próprio motorista. Além de serem ''barbeiros'', são também mal-educados, negligentes,irresponsáveis, nervosinhos ao volante e nas situações de emergência não usam a buzina como alerta sonoro conforme manda a lei a fim de evitar acidentes. Em sua grande maioria, os motoristas londrinenses não respeitam nada e ninguém, promovendo um verdadeiro espetáculo de barbaridade nas ruas e avenidas capaz de deixar perplexo qualquer visitante (basta ver as estatísticas do Siate). Para nós, é normal porque já nos acostumamos com um trânsito violento que mata, aleija e invalida pessoas. Ficamos habituados a conviver no dia-a-dia com esse fato característico da cidade, uma vez que as leis de trânsito aqui são negligenciadas. A CMTU faz o que pode com poucos recursos financeiros executando pequenas modificações para adequar o sistema viário. Mas o motorista consegue piorar ainda mais o trânsito do local modificado, deixando-o mais confuso e perigoso por negligenmar e desobedecer uma simples sinalização pintada no asfalto e ainda tem a petulância de reclamar desses serviços da CMTU. Se você é de fora, recomendo ao avistar um carro com placas de Londrina que diminua a velocidade e tenha muito cuidado. Redobre a atenção e mantenha distância, previna-se contra as manobras imprevisíveis e suas inúmeras barbeiragens. Saiba que ele nunca olha no retrovisor e nem dá sinal. Tenha calma, use a buzina se necessário e ponha em prática tudo o que você sabe sobre direção defensiva. Também é bom pedir proteção a São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas.

ALEXANDRE SERRANO LUPPI (desenhista industrial) - Londrina

Desgoverno
Desde a descoberta sempre exportamos o que de melhor produzimos e aproveitamos o resto. Os dias correm, mas para os brasileiros o tempo parou. Andamos em círculo. A economia vai bem, mas o povo vai mal. Um dos generais presidente já disse isto num período negro da nossa história. Nos dias de hoje a economia está bem e o povo continua mal. Os homens trocaram de posição, quem era oposição, hoje é situação e quem era situação, hoje é oposição. É claro que tem aqueles que sempre são situação. Contudo, os políticos, desde o presidente da República até o mais reles dos vereadores continuam contumazes mentirosos. Num país há tanto tempo desgovernado, antes por uma sequência de militares, seguidos por Sarney, Collor, FHC e hoje por Lula e o PT, todos tão complacentes e coniventes com a roubalheira, a exemplo dos 30 bilhões de dólares do Banestado. É de fato um pobre país, mas nunca um país pobre. A pobreza espiritual e cultural, a mente doentia e torpe de quem tem ocupado cargos no Executivo, Legislativo e Judiciário tem a mesma dimensão do país, pois a imundície se alastrou por todo o território.
UESLEI TEODORO (professor) - Maringá

Idosa heroína
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, considera heroína a senhora de 80 anos que ganhou notoriedade filmando o tráfico de drogas próximo a sua residência. Dona ''Vitória'', como ficou conhecida, realmente é uma heroína: fez a hora e não esperou acontecer. Se ficasse à espera da ação do secretário de Segurança ou de qualquer outra autoridade, ela apenas gastaria sua câmera e fitas sem chegar a lugar algum, pois aqueles que deveriam simplesmente fazer o seu serviço, não são heróis como dona Vitória.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Desesperança
O sentimento de ter sido traído e roubado pelo partido que sempre se intitulou como o único representante de honestidade na política brasileira, foi o pior acontecimento dos últimos tempos. O PT sepultou as últimas esperanças que o povo tinha em vislumbrar um Brasil mais justo e honesto. O que se pode esperar de positivo de um Congresso, onde salvo raras exceções, tem seus membros comprometidos com a corrupção ou das CPIs que somente ''brincam'' de apurar as denúncias e evidências explícitas de corrupção? Os membros dessas CPMIs estão mais interessados em aparecer na mídia ou defender os interesses de seus partidos do que averiguar a verdade sobre o assalto ao bolso do povo. Os políticos vivem em outro mundo dentro de seus egocentrismos extremos, que não estão percebendo que o povo não acredita mais neles, que perdeu todas as esperanças, que não confia mais na Justiça e que pode mostrar nas urnas das próximas eleições sua indignação, não reelegendo nenhum deles.
ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina

E agora José?
''O processo democrático, que já custou tanto sangue, estará sendo preservado''? Surgem interrogações com relação a que ponto quis chegar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu ao mencionar esta frase. Falou do sangue da população que sempre labutou, enquanto a elite, detentora do poder trilhava a falsa democracia que vivemos? Ou simplesmente procurou ser irônico, dizendo à perspicaz corja governante que se continuar nesse ritmo não terá mais como ludibriar o povo, ou então a casa cairá e poderá nascer outra não tão acolhedora? É, como dizia o grande Drummond: ''E agora José''?
ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina

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