CARTAS
Padres na política
Gostaria de endossar as cartas que têm sido veiculadas na Folha de Londrina, citando um exemplo que foi muito significativo em minhas experiências acumuladas. Como presidente do PDS, em 1978, tive a incumbência de convidar o então arcepispo de Londrina, Dom Geraldo Fernandes, para a inauguração de nossa sede. Na sua sabedoria, ele disse: ''Romeu, partido parte, a Igreja precisa unir o povo''. Um outro acompanhante disse brincando: ''Se fosse a inauguração da UDN, V.Exa. iria''? Ele respondeu: ''Embora com o nome de União Democrática Nacional, trata-se também de um partido que luta por seus próprios interesses''. Esta colocação já dizia tudo, na medida que um padre opta por um partido, os interesses partidários já estão manifestos, isto é, começa a guerra pelos interesses. Aprendi que como, cristão católico, devemos levar a ética católica em todos os partidos, ou seja, o partilhamento dever ser meta a ser ensinada a todos os partidos indistintamente. Somente assim melhoraremos nossa comunidade, buscando um interesse maior e comum. É correto que a Igreja deva se preocupar, em primeiro lugar, com as classes menos favorecidas, marginalizadas, oprimidas, mas através de todos os partidos. Não deveria existir um partido que não tivesse esta missão, de estar solidário com o seu povo.
ROMEU DEMATE JÚNIOR (engenheiro civil) - Londrina
Olhos vendados
No dia 15 de maio, fui convidado por um amigo para almoçar em sua chácara que fica nas proximidades da Usina de Compostagem Humorgan. Fiquei perplexo com o fedor naquela região. Era insuportável. Sensibilizado com a situação dos moradores daquela região, protocolei junto ao IAP denúncia por escrito e nada foi feito. A Promotoria do Meio Ambiente, responsável pela fiscalização, também nada faz, apesar do manifesto dos moradores. Por que o IAP quando vai a uma pequena propriedade rural para certificar a questão da reserva legal deixa atônico seu proprietário de tantas exigências que faz para conceder-lhe o certificado de regularidade? E o Ministério Público do Meio Ambiente, por que está fechando os olhos para esta realidade?
LUIZ CARLOS ROSSI (representante comercial) - Londrina
Contrapartida
Com relação à carta ''Contrapartida'', publicada ontem, discordo totalmente do missivista pois trata-se de uma visão muito simplista para um empreendimento desse naipe. A Av. Ayrton Senna não é uma via de acesso exclusiva ao Shopping Catuaí, ela atende uma imensa região sendo atualmente a de maior desenvolvimento da cidade, dotada do próprio Catuaí, de universidades, inúmeros condomínios horizontais, chácaras de lazer e o ''boom'' da Gleba Palhano, além de ligar a Zona Oeste às saídas para Curitiba e distritos rurais. Quem utiliza a Av. Higienópolis e a Rua João Wyclif para seguir para aquela região sabe quanto faz falta a Av. Ayrton Senna. Por outro lado, certamente os moradores daquela região também fazem compras no centro e no Shopping Royal. Quão bom seria para Londrina se pudéssemos contar com outras parcerias dessa natureza. A contrapartida registrada em lei é um investimento com recursos assegurados e com destino certo, não há como desviar sua finalidade. Parabéns a todos os envolvidos: Shopping Royal, Prefeitura, Câmara e aos homens de negócios com visão aberta para o futuro. Precisamos tirar Londrina do provincianismo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Justiça e verdade
No começo de agosto fui alvo de denúncia falsa, motivada por vingança do ex-deputado Waldemar Costa Neto (PL-SP) contra meu partido. A denúncia não tinha qualquer prova nem qualquer fundamento, foi arquivada prontamente e por unanimidade (11 a 0) pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, que ainda manifestou ter sido atingida a honra dos deputados denunciados - além de mim, outros três também foram atacados. Isto nos reforça a processar o denunciante, pois cremos na completa responsabilidade para denúncias. Toda denúncia falsa deve ser motivo de punição, para não estimular vinganças, chantagens e denuncismo leviano. A história recente nos mostra que em princípio devemos encarar com toda seriedade qualquer denúncia, e que toda tentativa de abafamento é uma prática danosa para a democracia. A denúncia de que fui vítima, contudo, revelou-se uma vingança até infantil. Mas e se não fosse? Meus eleitores teriam o direito de saber da verdade, como agora terão a satisfação de comprovar que seu deputado não tem nada a temer, exigindo reparação do denunciante pelos danos morais sofridos. Acima dos direitos e deveres das pessoas, acima até do que as próprias garantias constitucionais, o ser humano deve se pautar pela honra, dignidade e pelo caráter para se buscar a verdade e a justiça!
ALEX CANZIANI SILVEIRA (deputado federal pelo PTB-PR) - Brasília (DF)
Karatê
Como resultado da matéria publicada na Folha de Londrina na última segunda- feira, falando sobre o trabalho desenvolvido com praticantes com idades acima de 55 anos, recebemos quase duas centenas de telefonemas e já estudamos a abertura de novos horários para atender o enorme interesse despertado. Assim, sentimo-nos na obrigação de agradecer todos os amigos deste meio de comunicação que nos acompanham desde a fundação da Associação Londrinense de Karatê há 36 anos. Obrigado!
RUBEM CAUDURO, PAULO TADEU MACHADO e LUIZ DA SILVEIRA (instrutores da Associação Londrinense de Karatê) - Londrina





