Trânsito caótico

O trânsito para o Shopping Catuaí está sendo canalizado para a rua do Hotel do Lago que não tem a mínima condição de suportar o fluxo por ser estreita e não possuir sinalização. Deveriam proibir o estacionamento de um dos lados ao menos enquanto a Avenida Ayrton Senna (coitado, não merecia homenagem tão sórdida) não fica pronta. Por falta de sinalização, carros estacionam em escamas na rua João Huss tirando toda a visibilidade de quem trafega por ali e expondo-os a acidentes. Tem mato alto para todo lado. Nossos administradores pagam o serviço para a empresa Visatec, mas não fiscalizam a execução. Utilizar a ''pista de caminhada'' ao redor do lago em finais de semana é uma aventura de risco: a quantidade de marmanjos andando de bicicleta em alta velocidade é impressionante. Cadê os policiais que poderiam fiscalizar e inibir tais atos? Dezenas de pescadores ficam em cima das pontes com seus apetrechos atravessados no caminho de quem tenta passar em um flagrante desrespeito. Pagamos caro por morar em uma região que nasceu nesta administração e está recebendo uma infra-estrutura de péssima qualidade.

SAMUEL PINTO DE OLIVEIRA (tributarista) - Londrina


Contrapartida

Em reportagem veiculada nos jornais, na semana passada, me informei sobre a instalação de mais uma unidade das Lojas Americanas na nossa cidade. O empreendimento, que será construído no Royal Plaza, vai gerar a ampliação de aproximadamente 2 mil metros quadrados no prédio do shopping, medida que determina uma contrapartida ao município - o projeto já foi aprovado pela Câmara dos Vereadores, e a contrapartida designada ao Shopping Royal Plaza (prevista na lei municipal nº 5.853/94) também já está definida. Apesar de trazer benefícios à cidade, o direcionamento dos recursos da contrapartida, neste caso, foi, no mínimo, hilário: o IPPUL definiu que o shopping deverá bancar a iluminação e paisagismo do canteiro central da Av. Ayrton Senna, que será a nova via de acesso ao Shopping Catuaí. Como todos sabem, o Shopping Royal está localizado nas proximidades do Calçadão, no centro. Como, então, os lojistas e empresários responsáveis pelo Royal permitiram a definição de uma contrapartida que gera benefícios para um ponto tão distante do centro e que, ainda por cima, favorece a concorrência?

UMBERTO ALVES DE OLIVEIRA (gerente administrativo) - Londrina

Gigantesco bordel

Lamentavelmente e não por culpa da população, o país transformou-se num gigantesco bordel. A alegada, e ensinada nas escolas, harmonia e independência dos Três Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não existe. Existe sim uma vergonhosa e não menos subserviente dependência. O responsável pelo bordel, que tenta impor um pouco de respeito na ''Casa'' é o Poder Judiciário, que vive às custas de suas ''garotas de programa'' (o Legislativo) sob o dinheiro do ''coronel'' (o Executivo). Só que o ''coronel'' não gasta um centavo de seu bolso. Ele se satisfaz e satisfaz suas ''garotas de programa'' com o nosso dinheiro de impostos, taxas e contribuições. Porém, não há dinheiro que chegue para a ganância dessas ''meninas'', que por sua vez são chantageadas pelos seus ''cafetões'' (líderes de partido). Se a verdade fosse ensinada nas escolas, não teríamos tanta decepção, tanto sofrimento, tanta esculhambação em nome de uma democracia deturpada, estuprada em nome de uma governabilidade que só existe para poucos poderosos e que, independentemente de agremiação partidária, só pensam em si mesmos.

TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina


Impeachment

Ainda não há motivos para que se possa pensar no impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo que houvesse pedido do impeachment e fosse levado a plenário, o parlamento brasileiro seria pressionado pela massa trabalhadora a não aceitá-lo. A Câmara dos Deputados sofreria a maior pressão popular de sua história. Mesmo em tempo de democracia, o Congresso não tem forças suficientes para interromper a gestão de um governo populista. É fácil perceber que nossa grande vergonha está nos partidos políticos, principalmente no PT. A escassez da ética e da moral está nas casas legislativas. Com honrosas exceções, o Congresso está podre. A crise ainda não atingiu o presidente que é honesto e, por ser populista, merecerá a defesa do povo. Um impeachment do presidente trará grandes prejuízos. O melhor exemplo que poderíamos dar ao mundo, é purificar o Congresso retirando dele toda a podridão que o contamina.

NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA (aposentado) - Londrina


Desarmamento

Concordo plenamente com a opinião do jornalista Oswaldo Militão no que tange ao posicionamento sobre o desarmamento. Gastar milhões de reais num referendo, de caráter obrigatório, num país que passa fome para decidir se entregamos definitivamente o controle aos bandidos é próprio de um partido que está acabando com a nação. No dia 23 de outubro, 121 milhões de eleitores brasileiros deverão optar por ''sim'' ou ''não'' para um dos muitos problemas do país. Então por que não aproveitar esta oportunidade e também referendar sobre a cota de negros no vestibular, a obrigatoriedade do voto, o sistema de governo, a pena de morte e outros itens polêmicos que os governantes não conseguem se posicionar. Ah, que saudades do militarismo (claro que sem ditadura)! Está faltando, há muitos anos, pulso no comando da Nação.

PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor) - Londrina

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