Vez da razão

Sempre coloquei-me como admirador e defensor da imprensa livre, pois é ela a guardiã da verdade, da Justiça e da democracia. Porém, nos últimos meses com os escândalos dos Correios, mensalão e outros, passei a ver com restrições a conduta de parte dela. É clara a intenção de direcionar a opinião pública contra o Governo Lula. O correto é que tais denúncias apresentadas pelo tragicômico deputado (pego com a boca na botija) Roberto Jefferson sejam apuradas com rigor. Porém, os partidos oposicionistas estão fazendo um carnaval extemporâneo buscando tirar proveito político de fatos dos quais foram por décadas useiros e vezeiros, como usar caixa 2 em campanhas eleitorais. Pior ainda, há jornalistas da grande imprensa que descaradamente apregoam o golpismo para apear o presidente do poder. A serviço de quem estão? Não dveríamos deles esperar equilíbrio e honestidade? Querem condenar Lula sem nenhuma prova de culpa ou permitir-lhe ampla defesa. Estamos voltando aos tempos da Santa Inquisição? Indica o bom-senso que se apure a verdade e puna-se os culpados, mas que também nos livre de golpismos, derrotismos e hipocrisias ''jeffersonianas''.

MOISÉS ANTÔNIO AGOSTINHO (construtor) - Maringá


Comédia e política

Dias atrás, enquanto esperava na fila do banco, uma conversa despertou minha atenção. Logicamente, dois desconhecidos entabularam um diálogo e o assunto tratado não seria nada menos que os rumos de nossa política. Nada de anormal até aí, pois não devemos crer que apenas especialistas estejam autorizados a falar sobre determinados assuntos. Os saberes menores, locais, são um catalisador poderoso para teorizações maiores. No entanto, o que me deixou um pouco pasmo foi a veemente crítica feita a programas como ''Casseta & Planeta'' que, ao tornarem risível o atual estado agonizante de nossa dignidade política, estariam encaminhando o povo para um alheamento cada vez maior. Só gostaria de fazer algumas observações: será que o tornar risível não é a última alternativa, já que cada vez mais nos sentimos impotentes, vendo que tudo deve mudar para continuar como é? Será que a corrupção mora mesmo no nível governamental apenas, ou estaria ela, mesmo em germe, dentro de cada um? Não será um reducionismo tornar a política sinônimo de bandalheira, quando muito pouco fazemos e demais cobramos?

LUIZ CARLOS FERRAZ MANINI (professor) - Londrina


Sinalização

A sinalização horizontal (aquela pintada no chão) de todos os cruzamentos do Jardim Bandeirantes estão apagadas. Um dos bairros mais tradicionais de Londrina está literalmente abandonado, principalmente na administração do glorioso PT. O cruzamento da rua Serra do Cantu com rua Serra da Mantiqueira, que já foi palco de três mortes devido a avanços de preferencial, já está começando a registrar acidentes novamente. O pior é que, ao ligar na CMTU para reclamar, somos informados que é necessário um requerimento por escrito, protocolado, etc. Como se não fosse verdade o abandono que o Jardim Bandeirantes vem sofrendo.

RUBENS BARBOSA JUNIOR (assistente de departamento Pessoal) - Londrina



Bola fora

Acompanhei domingo a abertura do programa ''Gol de Ouro'', da TV Educativa Paraná, e fiquei decepcionado quando o apresentador disse que ia falar do Coritiba, Atlético e Paraná. Até aí, tudo bem. A seguir, iria falar da Série Prata do Campeonato Paranaense e do Campeonato Amador da Capital. Faltou alguma coisa? É claro que sim. Não sei se por esquecimento ou incompetência, não citaram o time do Londrina que ganhou do Cene-MS por 4 a 1 e foi um dos dois primeiros times da Série C do Brasileiro a se classificar à segunda fase da competição. Durante uns 15 minutos tentei falar com o pessoal do programa via telefone, porém, como estava sempre ocupado, desisti do telefonema e do programa. Nem é preciso ser torcedor do Tubarão para sentir a ''bola fora'' e o descaso do programa para com a cidade.

CLEONCIO FERNANDES (aposentado) - Londrina


Imagens

Cansamos de cordialidades, gentilezas, compostura e uso da razão e do diálogo, cansamos de apelações formais e também das cartas a edições jornalísticas. Minha mãe se indispôs com a atitude dos universitários diante da visita do deputado Roberto Jefferson: mais valem palavras do que tabefes e agressões. Imagens valem mais que mil palavras. Nossa condescendência, nosso uso da razão, veja só aonde nos trouxe? Longe de ser o profeta do caos, apenas admiro ações. Volto a dizer que imagens valem por mil palavras, são caras-pintadas, semblantes indignados, aviões se chocando contra torres, é um estudante enfrentando de peito aberto um tanque de guerra, e se a intenção não alcança resultados...as imagens, só as imagens valem por si próprias. Afinal, a vida é um espetáculo.

HUMBERTO RODRIGUES DE FREITAS FILHO (estudante) - Londrina


Correção

- Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem da Folha Esporte, o Cianorte venceu o Operário-MS, em Campo Grande, por 3 a 1.

- O grande vencedor do Festival de Gramado foi 'Gaijin - Ama-me Como Sou' e não 'Gaijin - Caminhos da Liberdade', como publicado ontem na capa da Folha.

- O e-mail correto de Sérgio Moreira dos Santos, citado na matéria ''O poder curativo da fé'', publicada ontem na Folha, é [email protected]

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