Sanctus

Face ao status da epidemia de desconhecimento generalizada em relação aos fatos que têm ocorrido em Brasília, com repercussão em todo o Brasil, não posso deixar de lembrar quando o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da missa de corpo presente nas exéquias do Papa João Paulo II, ao ver-se cercado de princípes mandatários de todo o mundo, no momento em que estes recebiam a comunhão, não resistiu e recebeu a hóstia sagrada. Recordo bem que, logo após a missa, diversos repórteres perguntaram-lhe por que havia comungado sem haver-se confessado. Em um impulso de non sense, Lula declarou: ''Eu sou um homem sem pecado''. Portanto, não é de estranhar o que já andou e anda acontecendo no Brasil. Temos um santo (viajante) que prega no deserto (agreste nordestino) e não sabíamos.

ANTONIO DA COSTA FUNFAS NETO (médico legista) - Londrina




Origem do negócio

Trabalhar enobrece o homem. Mas o diabo é que, depois que fica rico, o homem não quer mais trabalhar. Retrocedendo no tempo, vamos descobrir na antiga Roma, que para ser nobre era preciso antes de mais nada, viver de perna cruzada. Trabalhar era um castigo, próprio para escravos e pobres.
A palavra ''trabalho'' tem sua origem no vocábulo latino ''tripaliu'' que era a denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu). Desse modo, originalmente, ''trabalhar'' significava ser torturado no tripaliu. Os nobres não faziam absolutamente nada. O ócio era o prêmio dos deuses para os seus eleitos e deveria ser gozado com dignidade. Como eram necessários muitos escravos para manter esta vida parasitária, não era de se admirar, que alguns nobres fossem a falência. Neste caso, por força das circunstâncias, os nobres eram obrigados a fazer transações comerciais como os plebeus. Essas transações eram consideradas humilhantes e vergonhosas, pois representavam a negação do ócio, isto é, o ''nec otium'' ou negócio. Não é espantosa a incrível semelhança com história de alguns governantes? Preferem praticar o ócio recebendo ''mensalão'' à humilhação de representar dignamente seus eleitores.

RODRIGO CAMPANA DE CASTRO (professor) - Londrina

Educação no trânsito

Como motorista há 20 anos tendo que enfrentar o caótico trânsito de Londrina todos os dias, parabenizo a iniciativa da CMTU em tentar ''reeducar'' os motoristas londrinenses através do trabalho do sr. Luis Riogi Miura. Sei que será uma penosa e árdua tarefa, pois ao volante, vejo coisas de que até Deus duvida, tanto da parte dos condutores, como dos pedestres, pois existem muitos que além de folgados são uns tremendos caras-de-pau. Muitos não têm a paciência em esperar na calçada sua vez para atravessar a rua enquanto o sinal está aberto para os motoristas, e resolvem fazê-lo no meio da rua. Pode? E ainda se acham na razão de xingar, batendo no espelho retrovisor e fazendo atos obscenos pelo simples fato de estarmos devagar para não atropelá-los. Falo por experiência própria, este fato ocorrido comigo dias atrás na Duque de Caxias, com uma mulher grávida e seus dois filhos pequenos. Vai aí minha dica: o vilão nem sempre é apenas o motorista, o pedestre tem que fazer a sua parte também. A campanha deverá ser agressiva, talvez com fotos de acidentes afixadas em grandes cartazes nas esquinas e pontos mais críticos da cidade, mídia e boca-a-boca. Quem sabe assim ambas as partes decidam fumar o cachimbo da paz.

HERANA FADEL MARQUES (dona de casa) - Londrina


Democracia

Toda vez que um escândalo vem à tona, é a mesma coisa. Se for escândalo político e envolver interesses, a coisa toma dimensões inimagináveis. Mas a vida não se resume a jornais televisivos, não é mesmo? Vamos conseguir acabar com o ciclo que se perpetua há séculos? Não! Se eles, os políticos, quiserem, eles resolverão. Se não quiserem, não resolvem, e não há nada que você e sua boa vontade possam fazer. Tudo o que poderíamos ter feito a respeito já fizemos, que foi votar. Mas parece tão pouco, não é? Pois é, isso se chama democracia! E se você não votou em quem está lá (não estou falando de presidente. Você lembra de ter votado para deputado ou senador?). A democracia também tem seu lado ruim, nem sempre é um bem. Você que está lendo jornal agora, cidadão comum, não elege ninguém. Nós vamos ter de engoli-los lá no Congresso, brincando com nosso dinheiro. Durma com essa!

RAFAEL GOMIERO PITTA (estudante) - Londrina

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