CARTAS
Até quando?
É preciso convocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retornar ao seu emprego no prazo legal, sob pena de ser configurado o abandono de emprego conforme artigo 482, da CLT. O presidente, ''supra-sumo'' da moral e da ética, está imbuído de um autismo canhestro. Como pode Lula simplesmente abandonar o leme desta embarcação? Alguém deveria abri-lhe os olhos e mostrar que ele não está em céu de brigadeiro, mas sim em um mar de lama dantesco. Nossa capacidade de indignação está em frangalhos, não fosse isso já teríamos novamente pintado os rostos como fizemos na fase PC Farias. Diante do que temos visto e fazendo uma comparação fleumática, Fernando Collor e PC Farias seriam processados em tribunais de pequenas causas se comparados a José Dirceu e Marcos Valério. Transformaram meu voto em um papel sem valor depositado num esquife cujas letras indicavam PT.
EDUARDO FARIA DE OLIVEIRA CAMPOS (advogado) - Londrina
Não se indigne
Passando os olhos na Bíblia, comecei a ler o Salmos 36, de Davi. Vejam, espectadores do mensalão e, principalmente, receptadores da mesada o que Davi diz sobre os injustos: ''Não te irrites (homem justo) por causa dos que agem mal, nem inveje os que praticam iniquidade, pois logo eles serão ceifados como a erva dos campos, e como a erva verde murcharão''. Interessante, não? Mais adiante, diz o seguinte: ''Guarda-te da ira (cidadão), depõe o furor, não te exasperes, que será um mal, porque os maus serão exterminados (excluídos da política), (...) mais um pouco e não existirá o ímpio (serão cassados); se olhares o seu lugar (no Congresso), não o acharás''. Mais à frente, quando se riem os criminosos às costas do povo, diz Davi que ''o ímpio conspira contra o justo, e para ele range os seus dentes. Mas o Senhor se ri dele, porque vê o destino que o espera''. Não se deixem abater pelos desmandos e atos corruptos dos ímpios, a eles, à espera, está a ira de Deus, que nunca descansa, não precisa de provas materiais e não perdoa quem comete crime contra pobres e indefesos.
RAFAEL ANTONIO BATINI (estudante) - Londrina
Ato anticorrupção
O manifesto realizado na última quarta-feira pelos alunos, pais e professores do Colégio Marcelino Champagnat foi muito bem-sucedido. A idéia da manifestação contra a corrupção surgiu em discussões dentro das salas de aula e não em entidades estudantis ou partidos. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a toda família Champagnat e à comunidade que participou do ato. Espero que outros estudantes se mobilizem em resposta à corrupção para evitar que as CPIs terminem em pizza.
AMANDA SOARES DE BRITO (estudante) - Londrina
Indústrias de multas
A 10 Mostra de Decoração de Interiores de Londrina na bela residência do casal Ascêncio Garcia Lopes, situada à margem do Lago Igapó, foi um sucesso. O local é tranquilo, posto que é região residencial que à noite recebe pouco movimento do trânsito. A rua Adhemar de Barros, no Jardim Bela Suíça, tem duas vias asfaltadas, separadas por uma área com vegetação sem qualquer cuidado, que nem de longe pode lembrar um jardim ou canteiro. Parece-me natural, pois que as centenas de veículos que conduziram pessoas até a Mostra, muitos deles de outras cidades e estados, estacionassem naqueles espaços, pois não estavam danificando nada e nem atrapalhando o trânsito. Contudo, em cada noite da Mostra infalivelmente compareciam soldados da Polícia Militar, não para orientar os motoristas ou fazer serviço preventivo do trânsito, mas simplesmente para multar. Enquanto cumpria esse trabalho após às 18h30, um dos policiais alegou que estava fazendo hora extra para buscar o dinheiro de quem estacionava ali, através das multas. Que a PM assuma a fiscalização noturna e se mostre eficiente em outros lugares da cidade, onde nos fins de semana, ouvimos falar sobre bandidagem e não com antipáticas multas em cima de quem aprecia a beleza que a cidade oferece.
JULIANA BERTONCINI (bacharel em Direito) - Londrina
Violência e educação
Gostaria de parabenizar o jornalista Devaldo Gilini Júnior, editor da Folha de Londrina, pelo artigo ''Violência e Educação'', publicado no dia 27 de julho na seção ''Espaço Aberto''. O acesso à educação de qualidade deve ser entendido como estratégia central para impussionar o desenvolvimento integrado do País. O Programa Espaço Aberto da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) tem como objetivo combater a violência por meio de uma educação para a cultura de paz. Alguns resultados já foram percebidos: no estado do Rio de Janeiro, dois anos após o início do desenvolvimento do projeto, observam-se os índices de violência nas escolas participantes 16% inferiores aos índices constatados em escolas não-participantes. O envolvimento da sociedade na construção de uma educação de qualidade é peça fundamental para o impacto positivo do programa no País. Nesse sentido, os meis de comunicação e informação são importantes parceiros na divulgação de experiências de sucesso e na conscientização da população para a necessidade de conferirmos à educação um lugar prioritário na agenda pública.
JORGE WERTHEIN (representante da Unesco no Brasil) - Brasília (DF)





