CARTAS
Roberto Jefferson
O episódio da laranjada no rosto do deputado Roberto Jefferson em São Paulo, denigre a imagem já prejudicada dos acadêmicos de Direito. Justamente eles que, como futuros juristas, deviam ter a consciência da liberdade de expressão e o respeito à integridade física não só do deputado como de qualquer cidadão. E também pela importância da vítima, não querendo defendê-lo, mas lembrando que graças a ele estamos vivendo a ''era das CPIs'', já que foi ele quem derrubou a primeira peça que desencadeou o ''efeito dominó'' da corrupção. Isso me preocupa, e me faz pensar no porquê dos baixíssimos índices de aprovação da OAB. É um retorno à barbárie, uma afronta à democracia. Esse ato vindo de estudantes de Direito é o mesmo que o seminarista acender uma vela ao diabo. Jogou-se no lixo os princípios do civismo. Se fosse ligado a qualquer nível da esfera jurídica estaria envergonhado!
MAURICIO ANDREI ROTTA (empresário) - Mamborê
Batom na cueca
A CMTU e a Polícia Militar negam a indústria da multa. O prefeito nega o caixa dois. O deputado nega o saque. O ministro nega a existência do mensalão. O presidente da República nega conhecer qualquer fato acima mencionado. Estão banalizando o negar, tornando difícil para o homem explicar mancha de batom na cueca. O que não da para negar é a existência de um novo símbolo nacional: a cueca.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Omissão estudantil
Parabéns à estudante Amanda Soares de Brito e também aos estudantes do Colégio Marcelino Champagnat. No dia 18/6, denunciei nesta seção a omissão das entidades e lideranças estudantis em relação ao estarrecedor mar de corrupção que toma conta do país. Denunciei ainda o fisiologismo dos atuais dirigentes destas entidades, que só sabem lutar por questões imediatistas e de interesse próprio, como o passe livre, enquanto questões de relevância nacional passam despercebidas. Este comportamento, tanto da ULES como da UNE ,tem uma explicação: a relação promíscua dos dirigentes destas entidades com o governo federal, comprometendo covardemente a independência e o histórico de lutas destas instituições. A própria UNE já tratou de inocentar (por antecipação) o governo federal, exercendo o papel ridículo de reproduzir o discurso barato do presidente Lula. Lamentável!
ANDERSON ALVES DE OLIVEIRA (funcionário público estadual) - Londrina
ULES responde
Muito me espanta uma estudante, que com certeza tem senso crítico pois está ajudando a organizar um ato, falar que a ULES não devia se preocupar com a reforma de sua sede e o passe-livre. Ela pode ter algo contra a direção atual desta entidade, mas provavelmente sabe que esta reforma não vai ser para benefício desta diretoria, mas sim dos estudantes londrinenses que terão um local reuniões, discutir o movimento estudantil, usar o espaço para implementar um cursinho popular ou um curso profissionalizante e para o que for necessário. O passe livre é uma conquista que vem de encontro ao anseio dos estudantes e faz cumprir à risca a Constituição que prevê acesso à educação para todos. A ULES nunca fugiu das bandeiras de luta que hasteia e neste momento não será diferente sairemos às ruas para protestar, mas sem deixar de apontar as soluções que acreditamos ser as melhores para os estudantes.
DIOGO TAKEO HENDO (presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas) - Londrina
Prefeito contesta
A imprensa tem papel fundamental na sociedade, mas não poucas vezes antecipa-se em julgar e condenar, mesmo sem ter qualquer comprovação do fato. Dessa forma a Folha de Londrina está se comportando, ao afirmar em editorial (edição de 8 de agosto) que houve envolvimento com caixa 2 na campanha de reeleição do PT em Londrina, no ano passado, e já antevendo a caracterização de crime eleitoral - sem que ao menos as denúncias tenham sido apuradas e a Justiça Eleitoral se manifestado. Essa linha de jornalismo estampada no editorial da Folha, evidencia a parcialidade assumida pelo Jornal em relação ao PT e ao prefeito Nedson Micheleti. Afinal, o editorial representa a opinião do Jornal. A Folha tem documentos que confirmam as acusações feitas até o momento? O jornalismo imparcial recomenda a apuração documental, sob pena inclusive de confundir a opinião pública. Sobre a atuação do prefeito em defesa das causas da cidade, é importante destacar que a liderança política não se constrói apenas com aparições na imprensa e apoio da mídia. A liderança política se constrói com ações que atendam as demandas da população. E a opção do prefeito Nedson Micheleti é por obras e serviços que garantam cidadania, que combatam a fome e a pobreza. São exemplos a geração de mais de 20 mil empregos de 2001 a 2004, a redução da mortalidade infantil a patamares de primeiro mundo, a menor evasão escolar dos últimos 10 anos, um dos maiores índices de coletiva seletiva do País e a retomada da construção de moradias após Londrina ter passado mais de uma década sem obter recursos federais. Além dessa rede de proteção social, a Prefeitura de Londrina também tem quase R$ 70 milhões em investimentos municipais, estaduais e federais, entre obras concluídas e em andamento na cidade, somente no primeiro semestre deste ano.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA





