Pacote ético

A desonestidade e ilegalidade estão impregnadas em nossa política em todos os partidos, o que torna imprescindível um choque de ética, legalidade e honestidade em nossas instituições. Cabe aos governantes aprovar emenda constitucional com alguns princípios que visem inibir as falcatruas e maracutaias que estão acontecendo em nossa República. Sugiro algumas providências: instituir a fidelidade partidária; facilitar a fiscalização, não terão direito a sigilo bancário e fiscal os partidos políticos, ONGs, cooperativas, igrejas, clubes, associações, todas as pessoas com mandatos eletivos desde o dia da inscrição como candidato até o último dia do mandato, além de todos funcionários públicos e todos detentores de cargos de confiança; procuradores, delegados da Polícia Federal e juízes em todas as instâncias têm direito de quebrar o sigilo telefônico de todos descritos acima, exceto presidente da República, governadores, prefeitos, ministros e secretários estaduais e municipais; afastar imediatamente de suas funções a pessoa que exerça cargo público quando descumprir quaisquer princípios éticos ou legais. Só assim teremos melhores exemplos e, daqui a alguns anos, um Brasil mais justo para toda população.

JOSÉ HANS MARTINS (bancário) - Londrina


Não à corrupção

Parece que o desânimo está cada vez mais tomando conta dos brasileiros, diante de tantas falcatruas que aparecem dia-a-dia. Onde erramos? Será que fomos tão inocentes diante de tantas promessas que nos fizeram acreditar antes das eleições que o país melhoraria? Será que esses eleitos não se deram conta ou não vão aprender nunca que não se implanta um mundo melhor pela corrupção, falta de caráter e desonestidade? Não se deram conta que a corrupção consome o país e o impede de ir para frente? O que muda quando cantamos com vigor e orgulho o Hino Nacional, se esses corruptos continuam deitados em ''berço esplêndido''? Não podemos ficar alheios a tanta falta de vergonha, estaremos com isso dando mais oportunidade para essa quadrilha atuar na calada da noite, enquanto descansamos após 14 horas de trabalho honesto. Os impostos continuam sendo cobrados e nós, de boa-fé, caráter e berço, vamos lá e pagamos em dia para depois vermos que esse dinheiro ganho com tanto suor tem essa direção. Convido a todos que acreditam que a conquista do reino dos céus acontece aqui na Terra que nos unamos e possamos virar esse jogo, dizendo não à corrupção, não às urnas àqueles que ainda não conhecem as propostas do reino de Deus.

INÊS PAULUCCI SANCHES (ginecologista e obstetra) - Londrina

Desarme-se

Vejo com bons olhos a atitude do governo em desarmar o cidadão honesto e trabalhador. Acredito que o referendo que acontecerá em outubro sobre a proibição da venda de armas de fogo será vitoriosa. O cidadão acredita em tudo que possa se fazer para combater a violência. Mas se não mudarmos urgentemente algumas coisas não a combateremos. É preciso alterar o Código Civil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, dar punição severa aos que dão cobertura à entrada de armas clandestinas no país, punir com rigor os corruptos pois são eles que tiram dos cofres do governo milhões que deveriam educar, proteger e até curar o povo. Além disto, selecionar, preparar e oferecer bons salários aos policiais. Tudo isso deverá acontecer com a maior brevidade possível, pois estamos desarmando o cidadão honesto, e a única coisa que intimidava o marginal era a dúvida sobre ter ou não uma arma contra si.

GERALDO APARECIDO TRINDADE DE SOUZA (empresário) - Londrina


Desarmamento

Se o governo não tem condições de nos dar segurança necessária e ainda nos tira o direito constituído da defesa pessoal e patrimonial com o desarmamento, como fica a situação das pessoas que estão no interior, na zona rural, próximo às pequenas cidades, às margens de rodovias e muitos outros sem qualquer tipo de segurança? Armas ilegais entram todo dia, em quantidade considerável no nosso país, pelas fronteiras. Isso é difícil de controlar. As armas que o governo conseguiu recolher até agora com essas campanhas significam uma gota d'água no oceano diante das armas ilegais que entram de uma forma ou de outra no país diariamente. Então, não é justo que o cidadão de bem não tenha o direito de comprar ou até portar uma arma.

ISAIAS GONÇALVES BRANDÃO (radialista) - Assis Chateaubriand



Trabalho voluntário

Tenho visto, inclusive por jornais, que muitos brasileiros têm procurado nos últimos anos informações a respeito de ONGs e trabalhos comunitários, até como alternativa às ações públicas em nossas comunidades. Escrevo no sentido de demonstrar que aos 62 anos de idade e com os filhos direcionados, sinto-me cada vez mais útil e animada quando colaboro com ONGs, igrejas e na própria comunidade, onde moro. Além de possibilitar que o conhecimento adquirido em muitos anos possa ser compartilhado com pessoas mais jovens, o trabalho voluntário nos realiza enquanto cidadãos e suas ações são amplas, podendo ser realizadas em lugares e circunstâncias diversas. Quem tem o interesse e um pouco de tempo livre, deve apenas procurar ao redor situações em que possa colaborar. O suplemento Folha Cidadania, deste Jornal, sempre traz exemplos de atuação voluntária e social.

MARIA HELENA DE OLIVEIRA MORAIS (aposentada e voluntária do Instituto Arte Brasil) - Londrina

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