CARTAS
Povo esquecido
Gostaria aqui de registrar minha indignação em relação ao atendimento dos hospitais em nossa cidade. Durante esta semana, minha mãe, que tem convênio Caapsml há anos, precisou ser internada com urgência com um quadro de pneumonia e sinusite. O Hospital Evangélico informou que não havia vaga disponível e pediu que ela aguardasse em casa até que a vaga estive disponível. Porém, o quadro dela piorou e a levamos mesmo assim ao hospital, que a encaminharam ao pronto-socorro. Depois de quase 3 horas, percebemos que nada havia sido feito por ela e pedimos informações à recepcionista, que prontamente ligou para enfermaria e perguntou se os procedimentos prescritos pelo médico já haviam sido tomados. Qual a surpresa? Nada havia sido feito até aquele momento. Nenhum medicamento havia sido administrado à paciente. Será que os administradores destes conceituados hospitais não ficam sabendo o que realmente acontece lá? A questão segurança me surpreende muito! Você pode entrar pela portaria, pegar um crachá para visitar um paciente e nenhum documento pessoal é solicitado. Você pode transitar de um andar a outro, sem nenhum questionamento e sair de lá sem que ninguém te questione em nada. Os londrinenses estão sendo amontoandos pelos corredores dos hospitais, precisando de leito, mesmo quando possuem convênios médicos. Onde estão os políticos de nossa cidade que não estão atentos a esta situação?
EDERSON DOS SANTOS MACIEL (consultor em telecomunicações) - Londrina
'Ursinho de pelúcia'
Parece estar em andamento no país um movimento orquestrado por uma parte da imprensa e por vários deputados e senadores, - principalmente aqueles de relacionamento mais estreito com a cúpula do PT, e aqueles que vira e revira mandato estão sempre ligados ao poder (como ACM, Sarney e outros do PMDB) - cuja intenção é transformar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num ursinho, daqueles bem felpudinhos, para fazer o povo acreditar que ele nada sabia sobre as peripécias supostamente desenvolvidas pelo seu então representante mais poderoso. Não será exagero afirmar que o hoje deputado José Dirceu era o homem mais poderoso do país, quando ainda tinha sob seu comando a Casa Civil. As denúncias a respeito do pagamento de mesadas a deputados da base aliada do governo, indicam que tudo ocorria sob a batuta daquele ex-ministro, sendo que tais valores, batizados de ''mensalão'', eram efetuados para garantir a aprovação de todas as propostas e projetos de real interesse do governo que tramitassem tanto pela Câmara como pelo Senado. Os controladores das cordas desse cenário infanto-político querem que acreditemos que um homem com a história, a sapiência, a inteligência e a esperteza de Lula não sabia nada sobre os métodos utilizados pelo seu governo para a condução e manutenção da chamada governabilidade?
MARCOS COLLI (advogado) - Londrina
Agricultor
O ''agricultor chorão'' é aquele que produz alimentos para alimentar a população e, por isso, mesmo merece mais respeito, principalmente, por parte daquelas que nada contribuem e que não deveriam se manifestar gratuitamente sobre assuntos que não entendem e não lhe dizem respeito. Pessoas deste naipe deveriam permanecer caladas sem emitir opiniões sobre assuntos que ignoram. Nunca vi tanto agricultor chorão, de norte a sul deste país, como agora. Isto é sintomático. Alguma razão revelante deve haver e só não vê quem não quer, ou por ignorância, pura inveja ou por não ter nada o que fazer. Não se pode generalizar as compras de caminhonetes cabine duplas importadas ou de sítios, bem como não se pode ignorar as vendas de propriedades, veículos ou casas por alguns justamente para pagar suas contas, já que o agricultor não é chorão e sim honesto.
ORLANDO SANCHEZ (agricultor) Ivaiporã
População
Se Londrina não tivesse passado por uma administração populista que tinha como projeto principal de governo a construção de casas populares, talvez a população da cidade fosse hoje de aproximadamente 350 mil a 400 mil habitantes. A qualidade de vida poderia ser uma das melhores do Estado. Esta política de casas para todos atraiu migrantes de diversos municípios que vieram na esperança de conseguir a casa própria. Pessoas vieram para cá sem perspectiva de trabalho, sem possuir condições de se manter financeiramente. Em decorrência disto, houve a proliferação de favelas e assentamentos. Nossos administradores deveriam se preocupar em gerar mais empregos, incentivando a indústria e o comércio local, criar condições para que as empresas existentes possam se desenvolver e com programas de incentivo à implantação de novas empresas. Desta forma, haveria o aumento da população, mas ao invés de buscar apenas casas, os migrantes estariam buscando empregos. Haveria um aumento da população, mas seria um aumento qualitativo. É muito mais interessante para o município a qualidade de vida de sua população do simplesmente o aumento da quantidade de eleitores, que interessa somente aos políticos populistas.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina





