PT e esperança

Sem proselitismo pastor, pois aqui quem escreve é um leitor de Franz Kafka, Gogol e todo o resto da literatura desesperada e sem esperança do leste europeu. E também não vem ao caso aqui minha posição e definição política. Acorde pastor! Sua afirmação de que se o PT ao longo do governo passado (tucano) tivesse dado apoio às reformas que ainda se fazem necessárias e ajudado como partido sério a aprovar os projetos positivos afirmando que assim o Brasil estaria hoje entre os países do primeiro mundo, é hilária. Ao ler, ri pra não chorar, mas chorei de tanto rir. Mas lhe entendo. Talvez, não. Suponho que foi confiança demais. Paixão exacerbada no calor do discurso. Suponho também que o fanatismo, a adesão cega a uma doutrina não só faz um homem dissecar toda uma realidade com o que afirma, mas o trasforma num homem-bomba que se explode junto com o ex-vereador e membro de um diretório político que é. Ando cabisbaixo, e pra mim a vida quase não tem sentido, recomendo-me uma pausa nas leituras. Ao pastor Renato Araújo recomendo moderação na fé ao partido .

HUMBERTO RODRIGUES DE FREITAS FILHO (estudante) - Londrina


Nação humilhada

Os últimas acontecimentos políticos mostram que o país está no fundo do poço. A corrupção deslavada que está acontecendo em Brasília irradia-se por toda a nação atingindo até as pequenas prefeituras. A democracia realmente é o melhor sistema de governo, mas somente quando existe responsabilidade e respeito dos governantes para com o povo. É inaceitável que uma nação de grandeza e riqueza imensurável como a nossa possa ter mais da metade de seus filhos vivendo na miséria e extrema pobreza. Deparamos com problemas graves como tráfico de drogas, desmatamento da Amazônia, roubo de cargas, as estradas cada dia mais esburacadas, saúde na UTI, educação sem rumo e o desemprego crescendo. Muito mais poderia ser enumerado, os outros problemas seriam atacados por gente séria. Quem poderia realizar dignificante tarefa? As Forças Armadas! É o que resta de sério nesta grande nação.

HESLI JUSTINO MOTA (militar aposentado) - Londrina


Saúde

Recentemente fui fazer um trabalho para faculdade nas favelas de Londrina. Observei que não há hospitais nestas regiões e que os postos de saúde da região ficam abertos somente até as 18 horas. Porém, doenças, nascimentos e acidentes não têm hora para ocorrer. Estas pessoas também são cidadãs e têm direitos. Hospitais centrais, muitas vezes, se recusam a fazer atendimentos em determinados pacientes, citando não ser o horário de atendimento para determinada enfermidade. Pessoas mais carentes da cidade, que necessitam mais do que a maioria de instrução para se precaverem e serem atendidas, são justamente as que não têm preferência. Isso é ocasionado por duas coisas: descaso da prefeitura, falta de instrução educacional e informação sobre seus direitos. Se muita coisa tem de mudar, bem que podemos começar por aí.

CIRO XAVIER MARAGNO HEY (estudante) - Londrina


Dança

A confiança e suporte dos patrocinadores e o apoio da mídia local foram essenciais para o sucesso da Cia. de Dança Flamenca Michel Cássin no 23º Festival Internacional de Dança de Joinville. Quem apóia a cultura londrinense valoriza a criatividade e competência de nossos profissionais, ajuda a tecer a nossa própria história, incentiva a cidadania e mostra-se comprometido com o aprimoramento da nossa sociedade.

CAMILA S. DE OLIVEIRA (bailarina) - Londrina


Financiamento

O bisavô dos meus filhos, que foi agricultor, plantou e formou 60 mil covas de cafeeiros a partir do final da década de 1930 só com recursos próprios. Gastos de custeio, benfeitorias e meios de transporte eram pagos à vista, sem lançar mão de qualquer empréstimo. O sítio dele era lucrativo. Os empregados recebiam em dia e a sobra sempre aplicada na compra de veículos, construções e ainda possibilitou a compra de outra propriedade embora também pequena. Pelo exemplo do meu avô e dos outros sitiantes do lugar, os financiamentos bancários não são uma boa. Haja vista as execuções contra agricultores. Em vez de beneficiar os lavradores o tiro sai pela culatra. Há quem afirme que o banco nesse caso é uma faca de dois gumes.

MANOEL FAUSTINO DE CARVALHO (contabilista) - Londrina


Ignorância

Há um bom tempo deixamos de ser o ''Ramal da Fome'', apelido infeliz dado aos municípios do Norte Pioneiro devido ao esquecimento de outrora por parte dos políticos. Mas o que nos incomoda agora é um novo apelido sugerido em Ibaiti pelo pai de um de nossos docentes: ''Ramal da Ignorância''. Tudo porque a promotoria de (in)justiça ordenou o cancelamento de um convênio da Secretaria Municipal de Educação com uma das melhores redes de ensino do Paraná. Segundo ela, o município estaria ''desperdiçando dinheiro'' dando uma educação de qualidade aos nossos alunos. E se não bastasse, mandou 50 dos nossos professores temporariamente contratados saírem da sala de aula até novo concurso ser feito. Ora, promotora, quantas vezes a senhora esteve em uma escola ou creche municipal? Antes do convênio tínhamos, ao invés de creches, depósitos de crianças, e agora que alguém quer tratá-las decentemente tentam impedir.

BERNARDETE DA SILVA (professora) - Ibaiti

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