Voto por opção

Perdi a capacidade de indgnar-me diante de tantos fatos espúrios e me pergunto. Vale a pena votar? Pesquisas da última semana indicavam que 28% dos brasileiros, apesar da enxurrada de informações na mídia (pasmem!), não ouviram falar sobre o mensalão. Se o voto não fosse obrigatório será que aquele eleitor que não ouviu falar do mensalão iria votar? Será que a escolha deste eleitor, movido apenas pela obrigação de votar, é benéfica à sociedade? Por que no debate nacional da mudança das regras políticas não se discute a não obrigatoriedade do voto? Seria porque o voto facultativo tiraria velhos coronéis oligárquicos da política, eleitos com votos de eleitores que na obrigação intimidatória de votar acabam por se deixar levar por promessas inexequíveis de políticos demagogos? A obrigatoriedade do voto não colabora para a perpetuação de feudos políticos anacrônicos? Precisamos de qualidade de voto e não de quantidade de votos. O voto deveria ser um direito de todo cidadão, não um dever. Votar é também um ato de poder e deveria ser exercido facultativamente por todos que se acham aptos e capazes de fazê-lo. Quero na próxima eleição votar por opção, não por obrigação.

PAULO CAMARGO (gerente comercial) - Londrina



Egocêntricos

Salvo exceções, político tem todas as características de uma ''drag queen'' reprimida. Debaixo do disfarce de austeridade aparente, existe uma ''drag queen'' com uma vontade incontrolável de aparecer em público, de ser aplaudido e admirado, fazendo das Assembléias, Câmara e Senado palcos de seus shows. Chegam ao êxtase quando apoiados e aplaudidos por seus colegas de teatro. Exemplo clássico desse comportamento egocêntrico e metrossexual estamos assistindo pela TV na transmissão das CPIs instauradas recentemente. Inúmeras vezes, eles se esquecem de sua função principal, que é a de investigar o acusado e perdendo totalmente a compostura, digladiam-se na defesa de seus partidos, num histerismo próprio das ''drags'' enfurecidas quando atingidas em seu âmago, relegando a segundo plano a gravidade da situação. Às verdadeiras ''drags'' assumidas todo o louvor, pela coragem e alegria transmitidas e todo o repúdio aos pseudopolíticos plagiadores.

ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina


Motoqueiros

Neste dia 27, gostaria de parabenizar todos os quase 100 motoqueiros que se encontram em tratamento comigo pelas suas fraturas expostas de tíbia, femur, mão, antebraço, etc. Espero que este ano suas motos tenham trazido muita sorte e muita rentabilidade. Quem também agradece é o SUS pelos gastos em tratamentos efetuados, além do INSS pelo prejuízo de mantê-los remunerados enquanto não podem trabalhar. Acho que a maioria dos meus colegas ortopedistas também estão mandando muitas felicidades. Até o ano que vem quando mais alguns milhares de motoqueiros compartilharão com vocês estes momentos felizes.

MARCUS DANIELI (ortopedista) - Londrina


Delinquentes

Motoqueiros imunes e impunes avançam e furam sinal, atropelam, ferem e chegam a matar pedestres sem que as autoridades do trânsito tomem qualquer providência. Semana passada, na esquina da Conselheiro Laurindo com Visconde de Guarapuava (centro de Curitiba), um motoqueiro feriu gravemente um jovem estudante de Medicina, evadindo do flagrante, supostamente temendo um linchamento. Mas as placas da moto teriam sido anotadas por transeuntes. É preciso um basta à violência causada pelos motoqueiros que desrespeitam a lei e ''furam'' semáforos como se fossem os donos das ruas. Deveriam, sim, serem tratados como deliquentes.

JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba


Bom exemplo

Está passando na TV (todas as emissoras) uma campanha sobre dar um ''Bom exemplo, essa moda pega''. Será que está passando em Brasília? Acho que não, pois não teria nenhum sentido.

EVERSON CESAR VANZO (comerciante) - Londrina


Alerta

Ao trafegar pela rodovia Cambé-Londrina, visualizei a obra ''meio-fio'' do lado esquerdo. Fiquei imaginando como uma chuva mais forte facilitaria e provocaria a ''aquaplanagem'' de veículos, pois a água pluvial ficará estagnada e seu escoamento mais lento devido à canalização na pista. Até que concordaria com essa construção, se ao lado esquerdo a pista tivesse o acostamento normal, como devem ser as auto-estradas modernas, como na Rodovia Castelo Branco com acostamentos em ambos os lados, com as devidas inclinações para facilitar o escoamento da água. Também é necessário questionar a altura desse meio fio que chega na metade da roda de um carro e qual o objetivo dessa obra? Pouco tempo atrás, uma caminhonete dirigida pelo empresário apucaranense Humberto Bastos Sachelli teve que ser desviada emergencialmente para a esquerda quando trafegava naquela noite porque toras de madeira caíam de um caminhão. O empresário escapou ileso porque estava com um veículo grande e conseguiu desviá-lo para a esquerda, deslizando pela grama. Qual seria o resultado de um outro possível acidente idêntico e com esse novo obstáculo lateral mais alto que a pista?

VOLDIMIR MAISTROVICZ (empresário) - Apucarana

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