CARTAS
Cabeça erguida?
O Presidente Lula deve mesmo ficar de cabeça erguida para não se afogar na lama de corrupção em que o PT o enterrou até o pescoço. Não adianta agora culpar a elite conservadora de conspiração política para desestabilizar o seu governo. O PT que era a tábua de salvação da classe trabalhadora, infelizmente está desmoronando sozinho, sem ajuda externa. O castelo de ilusões ruiu sobre seus próprios erros, ganância de poder e de dinheiro; falcatruas e imoralidade de toda ordem, debaixo das barbas e com participação e conveniência dos caciques do partido. Chegou a hora da verdade, de assumir a culpa e punir exemplarmente os traidores da pátria. Governabilidade se consegue com a confiança e apoio do povo, não com desafios baratos à elite ou a outros partidos. O país só voltará a ter confiança neste governo, quando todos os envolvidos nesses atuais escândalos, estiverem na cadeia e o dinheiro recuperado. Chega de delúbios, o Brasil não merece.
Regina C. Machado
(engenheira agrônoma) - Londrina
Geada
Estamos no inverno, apesar da diversificação da cultura paranaense, as geadas ainda são temidas aqui na região. Por várias décadas, no passado, o café sustentou a economia paulista. Imensas fazendas desse produto emolduravam as terras paulistanas, surgiram aí o colonato. Casas construídas no campo, enfileiradas umas atrás das outras formavam as colônias. Fixava o homem na terra, e muitas famílias moravam até trinta ou quarenta anos numa mesma fazenda, se ocupando do trato da cafeicultura. Assim que as terras paulistas foram se tornando mais fracas e improdutivas, houve a migração para o Estado do Paraná. A primeira geada em nossa região se deu por volta de agosto de 1.953, embora a geada mais forte e generalizada tenha sido a de 1.975. Se não fosse esse fenômeno climático, a pujança de nossa região teria sido muitas vezes maior, pois ainda hoje, a agricultura é o carro chefe da economia norte paranaense. A diversificação da lavoura, com a introdução da pecuária, da suinocultura, e a avicultura foi à fórmula encontrada pelos bravos colonizadores para enfrentar as grandes geadas. Há que salientarmos, que essas geadas deixaram traumas imensos, com a derrocada de muitos fazendeiros que apostavam na cultura do café. Meio século depois, ainda sentimos que a cafeicultura atrai muita gente, e que Estados, como Minas Gerais, voltou a produzir muito café.
Antonio Pereira (contador)- Londrina
Peleguismo
Não tenho procuração para sair em defesa do Marcelo Urbaneja, assim como não sou filiado ao partido dele, muito pelo contrário. Mas ao ler a carta de Carlos Alberto Siqueira publicada no último sábado, não deu para deixar de sentir o peleguismo entranhado naquelas linhas como uma espécie de revide da administração municipal. Será que o sr. Carlos tem o mesmo ímpeto de protocolar ofícios idênticos indagando, por exemplo, o motivo de uma empresa como a Sercomtel, que vem se demonstrando deficitária, apadrinhar tantos cargos desnecessários, comprometendo ainda mais sua saúde financeira? E aquela venda mal feita da ASK Call Center que causou um prejuízo em favor daquele grupo gaúcho? Quem vai pagar? E os indícios de superfaturamento do lixo e da tarifa de ônibus? E o marasmo administrativo da cidade que está sendo to-cada sem nenhum diferencial que justifique a necessidade de um prefeito? E ainda vem insinuar que o sindicato não pode atirar umas pedrinhas nesse telhadão??? Ninguém merece!
Joselito T. Hajjar (estagiário de
Direito, credenciado pela OAB) - Londrina
Elite maldosa!
Agora são as elites que não querem deixar o nosso presidente governar. Resta saber de qual elite está falando. Talvez esteja se referindo à elite do seu partido. O pior de tanta denúncia de corrupção não é a imoralidade, apenas, mas o clima criado com tanta indignação porque o país inteiro pára, refletindo na economia. Além do governo que não administra. Como leitor do Lula espero que ele coloque a máquina para trabalhar e pare de defender figuras indefensáveis.
Antônio A.R.da Silva
(estudante) - Londrina
Lágrimas
Que Deus não permita que nós deixemos de acreditar na vida, mesmo sabendo que as árvores estão morrendo. Que nós tenhamos sempre o espírito de uma criança, mesmo sabendo que o mundo exige crescimento externo, que nós não percamos jamais a vontade de lutar, pois vivemos num estado democrático de direito, embora nossa voz seja mais uma na multidão. E que nós não tenhamos medo de confiar no próximo, mesmo sabendo que confiança não significa votar nesse ou naquele, que votar signifique sim a liberdade de acreditar. Que nós não deixemos nunca de ter esperança e sonhar, porque mesmo na miséria, na falta de emprego, mesmo que o pão seja tão caro, mesmo que a desigualdade seja tão triste, mesmo que desviem nosso dinheiro que seria para a educação de nossos filhos, mesmo que nos machuquem, na nossa esperança jamais alguém vai tocar, e o maior agricultor seja aquele que planta sonhos. Que caminhemos sempre em busca da verdade e da ética, porque só a verdade traz a paz, e a ética o respeito. Que nós possamos enxergar além de todas as crises e ver um futuro melhor e sem vergonha das nossas raízes.
VANESSA TAVARES DA SILVA
(servidora pública) - Ortigueira
* As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia do RG, endereço, telefone e profissão/ocupação do leitor. Via internet: nome completo, cidade de origem, telefone, RG e profissão/ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]





