CARTAS
Cambé na contramão
Lamentável a situação política de Cambé, onde os vereadores aprovaram 81 vagas para cargos comissionados, com salários que vão de R$ 800,00 a R$ 3.000,00 sem concurso público. Londrina não foge à regra. É um abuso, um atentado à inteligência do cidadão que paga os impostos, pois criaram uma teta de R$ 15.000,00 mensais para esse sr. Jaqueta, derrotado nas últimas eleições. Para surpresa desses mamadores de salários, o presidente Lula assinou medida provisória para acabar com essa vergonha nacional e as pessoas terão que comprovar competência através de concursos públicos. Senhores procuradores e promotores, acordem para esta vergonha também na nossa região.
ANTONIO CIPRIANO BAPTISTA
(comerciante) - Londrina
Vergonha
Quero parabenizar o senhor Edílson pela coragem em expor a sua culpa. Ah, se em cada cem brasileiros houvesse dez, fazendo a mesma reflexão! Como seria melhor o nosso país! Acredito que agora, na volta às aulas, reflexão como está do senhor Edílson seja útil a muitos professores que perdem tempo de suas aulas ensinando o beabá para instruir os alunos sobre a importância do caráter, do voto e de como ser verdadeiramente político neste país ou em qualquer lugar do mundo. Muitos políticos que por aí estão, não têm consciência e não percebem que ter cargo é ter uma missão e que estamos neste mundo em missão. Agora, há outros políticos preocupados em retirar sujeiras debaixo dos tapetes, mas os tapetes estão sujos. Não seria mais fácil colocá-los no lixo e deixar fluir os assuntos mais importantes deste país? Sim, porque o povo já sabe que os verdadeiros culpados estão mascarados e que de alguma forma serão polpados e tudo acabará em pizza. Já estamos enojados com sujeiras causadas por essa gente sem alma e sem pátria que nós colocamos no governo e lá estão por nossa culpa. Estamos mesmo com vergonha.
MARIA APARECIDA DA SILVA
(professora) - Jesuítas (PR)
Culpa de quem?
Protesto veementemente contra essa corrupção generalizada que se intalou no país nos últimos tempos. Se queremos um Brasil melhor, o povo deve exigir moralidade dos nossos governantes. O que se constata é que os governos (federal, estaduais e municipais) estão sendo usados para tráfico de influências e para resolver problemas pessoais. As pessoas indicadas para os cargos de confiança não estão preocupadas em servir a nação, além de custarem caro estão buscando apenas satisfazer seus própios objetivos e, para tanto, utilizam seus cargos para enriquecimento ilícito e manipulação político-eleitoral partidária. A culpa de termos corruptos no Executivo ou no Legislativo é também dos eleitores. Os eleitores que hoje amaldiçoam, são os mesmos que os elegeram, ou pior ainda, os reelegeram. Exijo do Congresso Nacional a imediata apuração da espoliação do dinheito público praticado por agentes infiltrados nos órgãos do governo e, ainda, apurando-se também a compactuação ou não do Presidente da República. Estamos sendo governados por irresponsáves?
INACIO GOMES DA SILVA
(estudante) - Londrina
Troco nas urnas
Em carta publicada pela Folha no dia 30/5, desculpei-me dos amigos por ter apoiado, muitas vezes até com veemência, a candidatura Lula para presidente. Na ocasião, mostrava-me decepcionado com a falta de programa de governo, convincente que viesse atender solicitações básicas do povo (principalmente dos mais humildes). Agora a coisa degringolou. E agora? Como me penitenciar por ter apoiado um partido que realizou, realiza e agora, só posso crer, ainda realizará tantas falcatruas? Tá certo que o privilégio não e só do PT: até bispos. Quem diria! Mas nem tudo está perdido. O eleitor está aprendendo com a dor, e ano que vem tem eleição, a maioria da casta política vai ter de olhar nos nossos olhos e falar de suas virtudes. Vai ser um deleite. Com tudo isso, político agora para levar meu voto precisa vir com atestado de bons antecedentes lavrado em cartório do Céu, assinado embaixo Deus e com firma reconhecida.
OSNILDO PIRES CARNEIRO
(dentista) - Londrina
Correção
Diferentemente do que foi publicado no Editorial de ontem, a Folha quis dizer que o bom senso recomenda pelo sim ao desarmamento.





