CARTAS
Bobos da corte
''Companheiros, meu filho sabe o que faz e não vai me comprometer'', do presidente Lula comentando sobre seu filhinho, que simplesmente vira sócio de uma empresa de telefonia pela bagatela de R$ 5 milhões. Outra para os ''bobos/ contribuintes'': bispo com mais de R$ 10 milhões, em dinheiro vivo, vai ao Senado dizer que os bancos não queriam receber o valor do depósito. Qual banco? Quem não gostaria desta dinheirama toda? É, o jeito é continuarmos (os bobos) contribuindo (com impostos) para o mensalão. Mas não esqueçam, político tem foro privilegiado, não pensem que são políticos por amor à pátria ou por status, e sim pela blindagem que passam a ter se tornando intocáveis. Além dessa, agora temos político e bispo, que ainda goza da isenção que o governo propicia para este tipo de instituição. Como vamos comprovar que os fiéis (irmãos) não contribuíram com esta grande fortuna? Meu próximo voto é para Roberto Jefferson, isto se ele sobreviver.
CARLOS SILVA LOPEZ (pecuarista) - Londrina
Esperança
Após a campanha vitoriosa de Lula rumo à presidência da República, difundiu-se o jargão ''a esperança venceu o medo''. Mas agora, com tantas denúncias de corrupção e negociatas envolvendo o PT, é difícil para o trabalhador brasileiro ainda nutrir alguma esperança já que as evidências falam por si!
PAULO SÉRGIO RIBEIRO VIEIRA (estudante) - Londrina
Banco do Brasil
É só entrar em qualquer agência do Banco do Brasil (BB) para sentir a humilhação cair sobre a própria cabeça. Pisos em granito, carpetes, iluminação exagerada e tecnologia que se vê através dos terminais de computadores e monitores de última geração, daqueles fininhos e de tela plana, um em cada mesa, um para cada funcionário. E como tem funcionários e para quê serve tudo isso? O que se vê são bancos de espera com monte de pessoas, filas nos caixas e atendimento superdemorado, como se o povo estivesse fazendo um favor a eles. E isso quando se consegue sair do banco com alguma resposta, o que não é o meu caso. No dia 27 de abril, solicitei junto a um dos atendentes, após uma espera angustiante, um extrato do Pasep que preciso com urgência e o BB é o responsável pelo fornecimento do documento. Após mais de 80 dias, ainda não consegui colocar as mãos no dito cujo, e isso com toda a tecnologia em computadores que deve ter custado uma fortuna ao BB em contratos milionários com alguma empresa de algum político. CPI nesse bando! Ôpa, êpa, nesse banco. Não aceito desculpas e nem carta-resposta de gerente, quero o meu extrato.
LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal) - Londrina
Ambulantes
Com relação ao problema dos ambulantes do Calçadão, abordado no editorial de ontem da Folha, na minha opinião o assunto em questão não é classificação do grau de urgência dos problemas de responsabilidade da CMTU e sim que os problemas estão aí para serem resolvidos. A reivindicação para regularizar a situação dos ambulantes é uma questão que diz respeito aos comerciantes do centro da cidade: estes sim estão sendo prejudicados pela desordem instalada no Calçadão. Estes comerciantes pagam seus impostos e são extremamente prejudicados pelas condições de abandono com o Calçadão. Não tenho nada contra o ofício de ambulante, não me importa se eles vendem goiaba ou mercadoria do Paraguai, mas sabemos que existem leis para serem cumpridas. Vale lembrar que os feirantes, os donos de banca de jornal, os garapeiros, etc., são trabalhadores que atuam segundo regras e pagamento de impostos.
RAFAEL REINA BASTOS (empresário) - Londrina
Resignação
Com relação às cartas dos surpresos leitores Florindo da Silva Lima e Neusa Maria Novelli Fernandes, publicadas no dia 24/6, sobre o artigo ''Um mal que a mãe causa ao filho'', informo que a explicação que o jornalista Walmor Macarini deu àquela mãe sofredora foi bastante filosófica, plausível e digna de meditação. O que aconteceu àquele filho foi devido ao peso do destino que a pessoa carregava e que teve de resgatar. Devemos todos, pais e mães, irmãos ou amigos, suportarmos com resignação aquilo que acharíamos ser uma desgraça e agradecermos a Deus, nosso pai, pela experiência que estamos passando.
JOSÉ ANTONIO BARCHESKI (estudante) - Porecatu
Conselho tutelar
Como candidato participante das últimas eleições do Conselho Tutelar de Londrina, lamento que após ter passado por três difíceis prévias para estar apto para este pleito, realizado no dia 26 de junho, o mesmo tenha virado um besteirol de irregularidades. Acredito que o maior culpado seja o edital eleitoral. Em vez de estimular o debate de idéias, a liberdade no uso do espaço público e democrático para que a comunidade pudesse ver e ouvir os candidatos, se preocupou em atuar de forma coercitiva, dificultando os trabalhos dos candidatos em sua aproximação com o eleitor. Sabemos que se o candidato mostra a cara, o eleitor pode assim ver suas intenções e ter chances para melhor optar no voto. Ao contrário, só ganha mesmo o candidato que se apóia no poder econômico e político.
JUAREZ REZENDE ARAUJO (bibliotecário) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem do Caderno Folha Esportes, o terceiro colocado na prova de speed masculino do 1º Duathlon Catuaí foi Willian Lopes.





