Londres

Nova York, Madri. Agora Londres! O terrorismo sem rosto chocou o rosto dos londrinos e do mundo que ainda se importa com o destinos dos humanos. Incrédulos, vimos dois de seus ícones agredidos e centenas de pessoas atingidas fisicamente. Estas marcas certamente deixarão cicatrizes para sempre em seus corpos e em nossas mentes. Chora a Londres do Big Ben e do Meridiano de Greenwich. Aquele medindo o tempo local, este o tempo de todos nós. Chora e choramos a Londres de Sherlock Holmes, do sr. Pickwick, de Oliwer Twist. A Londres de Handel, dos Rollings Stones, de Pink Floyd. De princesas, como a Diana e de vagabundos como Carlitos. Do torneio de Wimbledon, do rugbi e do futebol. A Londres do chá das cinco, dos concertos e das moças elegantes sentadas nos bancos de praça almoçando sanduíches enquanto o vento desmancha seus cabelos. A Londres de Sheakspeare, como esquecer? Apesar de dolorida, machucada, as ''Luzes da Cidade'' continuam acesas e certamente brilharão através dos tempos.

MARLENE ANA KIEWEL (escritora) - Curitiba


Festival

Uma vez mais o pianista e médico Marco Antonio Almeida nos emocionou com a execução apoteótica ao piano, com acompanhamento da Orquestra Sinfônica da UEL, regida pelo jovem maestro Henrique Vieira, da ''Fantasia Coral'' de Beethoven. O final da obra, a pedido do público, teve que ser repetido e foi ovacionado de pé pelos presentes. Iniciou-se assim, com uma ''abertura dourada'', o 25º Festival de Música de Londrina e que deverá prolongar-se até o próximo dia 23, para o maior gáudio de todos nós.

ARISTIDES A.J. MAKOWICH (médico e musicólogo) - Arapongas


Revista

Quero parabenizar a Folha de Londrina pela iniciativa do lançamento da Revista Casa & Conforto, que começará a circular no próximo dia 20. É muito importante num momento como o que vivemos ver que alguém acredita na nossa região. Tal publicação, com toda a certeza, ajudará a impulsionar o setor. Estou também lançando a Feira.Tec, uma feira voltada a valorizar o nosso comércio nas áreas da arquitetura, engenharia e construção civil, sinal de que juntos, profissionais, empresas, associações e imprensa, poderemos dar um grande impulso ao desenvolvimento regional, valorizando nossos talentos e tornando cada vez mais a nossa terra um marco referencial de progresso fora dos grandes centros. Deveremos também pensar na qualidade de vida, fato esse que deverá sempre estar associado à qualquer atitude sensata de agora em diante.

ANDRÉ SELL (arquiteto) - Londrina



SOS campo

A agricultura ombreou o Plano Collor, idem o Plano Bresser e, finalmente, o Plano Real até com a incumbência de manter a cesta básica em preços baixíssimos às nossas custas. Será que o presidente Lula irá fazer igual ao presidente Washington Luis em 1930, que depois que a agricultura estava quebrada bradou ''salvem-se quem puder''? Ou será que o destino do agricultor vai ser igual ao da besta de carga descartada como animal inútil? Nossa capacidade está marcada por armazéns cheios e portos abarrotados de produtos de primeira qualidade. Provamos que somos capazes. Onde estão os homens votados por nós? Dêem atenção aos problemas da agricultura antes que seja tarde demais.

MARIO ZANETTA (agropecuarista) - Sertanópolis

Agricultor

Por certo o artista plástico Altemar Barreto - que publicou carta neste jornal contra os produtores rurais - desconhece o que seja a realidade do campo e as dificuldades seculares que a cercam. Não será por conta de meia dúzia de casos isolados, desvirtuadores da imagem da classe, que alguém possa dizer irresponsavelmente que ''o agricultor chora de barriga cheia''. Na grande maioria, os proprietários rurais no Brasil são pequenos e médios produtores, e é certo que a agricultura, por ser uma atividade caipira, foi sempre relegada pelos poderes públicos, enquanto outros setores têm recebido preferências, até porque situados no meio urbano, portanto visíveis. Quanto aos produtores maiores, que produzem em escala, estes passam pelo mesmo processo, na exata correspondência, e se são mais citados pela mídia não significa que naveguem em mar de tranquilidade. Se a agricultura não é um péssimo negócio, é ao menos um negócio arriscado, porque sujeito às vontades do tempo.

EDSON NEME RUIZ (presidente da Sociedade Rural do Paraná) - Londrina


Caso João Marcos

Gostaria de agradecer às pessoas, que mesmo não me conhecendo, saíram em minha defesa no caso da morte do meu filho, João Marcos, como o delegado de Nova Fátima, Cláudio Marques da Silva, e o comerciante Florindo da Silva Lima, de Londrina. Só Deus pode pagar-lhes pela demonstração de respeito e consideração para com a minha família. Os senhores conseguiram definir o nosso sofrimento com esta perda. Por mais que eu falasse palavras bonitas não conseguiria agradecer como os senhores merecem. Mas peço a Deus que com sua família e no seu trabalho os senhores continuem sendo estas pessoas iluminadas e tão humanas para tomar nossas dores e cobrar por Justiça. Quanto a nós, continuamos confiando em Deus pois não vamos desistir até chegar à verdade.

MARCOS VALÉRIO ALMEIDA E SILVA e SÔNIA MARIA TEIXEIRA E SILVA (pais de João Marcos) - Londrina

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