Déficit zero

O que significa déficit nominal zero? Proposto pelo deputado Delfin Netto, o déficit nominal zero, significa mais aperto fiscal, arrocho salarial, principalmente no setor público. Contrário à teoria Keynesiana, de um Estado provedor, em momentos de crise, é preciso cautela, pois nem tanto ao mar e nem tanto à terra, o que não se pode é radicalizar. John Maynard Keynes, afirmava que a crise da economia mundial decorria da insuficiência de demanda agregada, entendia aí como gastos excessivamente baixos em bens e serviços por parte dos agentes econômicos, famílias, empresas, governo e setor externo. Para Keynes, em períodos de profundas crises, o Estado seria o único ente capaz de prover o estímulo necessário para a plena utilização dos recursos produtivos, o que se daria através do aumento dos gastos governamentais. Falar em choque econômico nesse momento pode ser um erro para o futuro. A divida pública brasileira, que está por volta de 51% do PIB, não pode ser pretexto para radicalização, basta que alonguemos os prazos de seus vencimentos, pois determinados países de primeiro mundo devem muito mais e não estão em crise. Sem dúvida, a única saída é o crescimento sustentável, por isso toda cautela é pouco, é um processo a longo prazo, em que os interesses da Nação e do povo brasileiro está acima de qualquer interesse partidário.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


PMs nas ruas

Temos assistido à escalada da violência e o crescimento da criminalidade. O governador Requião liberou o patrulhamento em Londrina. Sabemos que esses policiais foram treinados para combater o crime. Ótimo que estão nas ruas, mas uma coisa é certa, a comunidade está inquieta quanto esta presença e a pergunta por toda parte é uma só: até quando teremos este patrulhamento? Proteger o cidadão de situações de violência, protegendo a vida, a saúde e a dignidade dos ser humano é obrigação do Estado e não um favor. Espero realmente que esta corporação esteja trabalhando no sentido de amenizar essas indiferenças acimentadas na violência policial contínua que desperta medo e pavor entre a população em nossas cidades em geral. Em Londrina, por exemplo, a atuação arbitrária das forças policiais (caso Jamys) vem sendo constantemente relatado pelos jornais. Isso demonstra como estamos ainda engatinhando na luta pela cidadania e pelo respeito aos direitos humanos.

JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (estudante) - Londrina



Escolta de PMs

O cidadão que precisar do serviço da Polícia Militar, através do 190, pode escutar que falta viatura, falta combustível, a PM está com efetivo defazado. Mas o secretário de Segurança Pública disponibilizou viaturas, contingente e combustível para fazer escolta de torcedores do Atlético até Porto Alegre. Quem está precisando de escolta é o cidadão trabalhador, o estudante, o idoso. Estes torcedores que receberam escolta do Estado são os mesmos que no final de grandes jogos em Curitiba depredam os ônibus e as estações-tubo. Por que não mandar estas torcidas organizadas e o Atlético pagarem seguranças particulares? O empresário, que transporta suas cargas por estradas do Paraná sem segurança, paga escolta particular. Por que nós (contribuintes) temos que pagar pela escolta de torcedor?

RUDIMAR NUNES (representante comercial) - Londrina


Coitadinhos

Receber 21,5 mil (pós- reajuste) é muito pouco para ministros do STF e Procuradoria-Geral da República. 24,5 mil, aí sim, começa a melhorar (no caso, em janeiro). Agora, o que corta o coração é ouvir nosso querido Severino Cavalcanti (PP-PE) dizer: ''Deputados tem de continuar sofrendo...'' Queria poder sofrer com um salário fixo de 19,1 mil. Mas pensando como o presidente da Câmara, não é nada mau sofrer recebendo 12,797 mil a mais (67%). Ah, Que vida triste!

ETIENNE DUIM (estudante) - Londrina

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