CARTAS
Ônibus
Se quando a passagem do transporte coletivo de Curitiba custava R$ 1,90, já existia a dúvida: como pode a tarifa na Capital, com seus ônibus bi-articulados, canaletas exclusivas, estações tubo, tempo de espera menor (que incentiva o motorista a deixar seu carro em casa) custar o mesmo que a nossa tarifa, com seu acanhado terminal urbano de 1988, sem canaletas exclusivas (Wilson Moreira projetou Leste-Oeste com canteiros largos prevendo que no futuro fossem construídas canaletas para ônibus, mas um certo prefeito cassado plantou 3 postos de combustível no lugar), sem falar no tempo de espera de 20 minutos, terminais de bairro apenas nas zonas norte e sul (como se não existissem zonas leste e oeste)? Agora que o prefeito Beto Richa (PSDB) baixou a passagem a R$ 1,80 (R$ 1,00 aos domingos), fica difícil entender a matemática. Londrina tem um razoável transporte coletivo, apesar de insistirem em tentar convencer os usuários (ou seria sardinhas?) que o sistema é o melhor do Brasil. Alguns itens são afrontas ao usuário, como o uso de microônibus. Em alguns horários de baixo movimento vá lá, mas no horário de pico é um desrespeito ao cidadão. O usuário paga a tarifa por um coletivo de tamanho normal. Se pagamos a mesma tarifa por um microônibus e ficamos de pé, estamos sendo lesados. Sem falar nos ônibus lotados no horário de rush.
RUBENS BARBOSA JUNIOR (assistente de departamento pessoal) - Londrina
Choro continua
Li carta ''Agricultor é chorão'', do sr. Altemar Barreto, com quem sou obrigado a concordar. A choradeira se confirmou com algumas cartas subsequentes, com contestações infundadas baseadas em verdades distorcidas explicitamente em proveito próprio ou a mando dos exploradores e aproveitadores de plantão. Argumentam os contestadores que o Brasil bate recordes de exportação agrícola, como se isso justificasse que grande parte da população brasileira só possa comer uma vez por dia ou nem isso. Alegam que a atividade agrícola é muito importante, com o que concordo, como também considero importantes todas as outras atividades produtoras como: comércio, indústria e prestadores de serviço e que não são subsidiadas com o dinheiro público. Esses financiamentos a juros baixíssimos deviam ser fiscalizados mesmo! Com todo o rigor da lei. Está certo o sr. Altemar ao afirmar que estes juros são irrisórios. Está certíssimo também quando alerta que uma parcela dos agricultores, e não todos, se beneficia e enriquece ainda mais com esses subsídios, às custas de outras classes trabalhadoras. Afirmam que agricultura não dá lucro, porque tudo é aplicado na propriedade. Como então justificar a compra de novas terras, caminhonetes importadas, imóveis para aluguel, etc?
LEANDRO FRATIA (designer gráfico) - Londrina
Anestesiados
Foi muito feliz o texto ''Estádio do Café comporta mais de 40 mil torcedores'' da coluna de Oswaldo Militão publicada ontem pela Folha de Londrina (Folha Cidades, pág. 6). Representa bem o momento que estamos vivendo, ou seja, a cidade está anestesiada. Temos um prefeito que deve ter tomado uma anestesia geral. Ele não aparece nem quando alguém faz uma crítica, manda seus protegidos para os meios de comunicação para defendê-lo. Falta atitude, falta vontade, falta tudo. Dessa forma qualquer um pode administrar um município, pois é só sentar e deixar as coisas acontecerem e, é claro, receber seu salário no final do mês.
JOSÉ FERNANDO CARVALHO (contador) - Londrina
Marasmo
Concordo com o que jornalista Oswaldo Militão publicou ontem na sua coluna Londrina Sociedade na Folha. Londrina parece estar anestesiada. Acostumou-se a perder. Moro e tenho consultório em Rolândia. Adoro esta cidade, mas nasci em Londrina há 37 anos e vivi aí por 33 anos. Não consigo ficar calado, por exemplo, vendo o mato crescendo e tomando conta de terrenos inclusive do centro, parques e praças abandonados, comerciantes reclamando do abandono do Calçadão, ruas esburacadas, indústrias demitindo, mudando-se de cidade, fechando as portas e perdendo emprego (não temos o Teatro Municipal, nem o Wall-Mart). Como pode a demora de mais de um ano para marcar uma consulta médica pelo SUS (otorrino, por exemplo) ou até cinco anos para uma cirurgia? O LEC na Série C e o Londrina Basquete extinto por irresponsabilidade do poder público. Perdemos o status de terceira maior cidade do Sul (logo, logo de segunda do Paraná já não é a segunda em IDH, em crescimento, em arrecadação). A conclusão é que, sem dúvida, a sigla PT vem de incompetência, tanto na esfera federal quanto na municipal. 13 dá azar!
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico) - Rolândia
Estádio do Café
Muito se falou do local do jogo Atlético x São Paulo. Porém, o que vimos foi um festival de falhas, idéias, montagem a toque de caixa das arquibancadas na Arena, até mesmo o dono do terreno querendo embargar a construção. Pena que poucos pensaram em levar o mando de jogo para o Estádio do Café em Londrina, onde seriam tão bem tratados como se estivessem na Arena, porque estaríamos no Paraná e a 400 quilômetros da Capital. Como não pensaram, não quiseram ou não houve interesse, um exército de 40 mil torcedores deslocaram-se para Porto Alegre, distante 711 km, com o risco de conflitos com a torcida do São Paulo, e sem saber se lá terão a proteção da Polícia Militar.
JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) - Curitiba





