Fábula

Certo dia, um homem entrou numa loja de antiguidades e se deparou com uma belíssima estátua de um rato, em tamanho natural. Bestificado com a beleza da obra de arte ele correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor: - Quanto custa? - A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1.000. - O quê? Você ficou maluco? Vou levar só a obra de arte. Feliz e contente o homem saiu da loja com seu rato debaixo do braço. Á medida que ia andando percebeu mortificado que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e começaram a persegui-lo. Correndo desesperado, o homem foi ao cais do porto e atirou a peça com toda a sua força para o meio do mar. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogar atrás e morrer afogada. Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor disse: - Veio comprar a história, não foi? - Não! Eu quero saber se você tem uma estátua de cada um dos políticos brasileiros.

ANGELO VALERIO KALOCSAY (recepcionista) - Londrina

Agricultor chorão

Há décadas o agricultor brasileiro chora de ''barriga cheia''. A cada safra é sempre a mesma história: reclama do atraso do dinheiro de financiamento para preparo, correção do solo, adubação, plantio, colheita, armazenamento, preços baixos de seus produtos, etc. Não é admissível que um agricultor esteja há anos neste ramo e não tenha reservas financeiras para bancar com seus próprios recursos os custos de produção. De duas uma: ou a agricultura é um péssimo negócio ou o agricultor é um péssimo empresário. Acredito que nenhuma das opções seja verdadeira. A cada safra o agricultor compra uma nova caminhonete cabine dupla importada, o sítio do vizinho, uma fazenda maior no MS, MT, BA ou alguns apartamentos para alugar. Muitas destas compras vêm do dinheiro desviado de financiamentos agrícolas, subsidiados pelo governo com o dinheiro arrecadado de outras áreas de produção que não têm todas estas regalias oficiais. Acredito também que produzir alimentos seja uma tarefa árdua e incerta, dependendo de fatores externos, climáticos, de mercado e outros; mas outros empresários também sofrem muitas dificuldades e nem por isso são subsidiados pelo governo. Está na hora do agricultor começar a pensar em usar uma parte de seus lucros para os custos de produção, sem depender de financiamentos oficiais a juros irrisórios.

ALTEMAR BARRETO (artista plástico) - Londrina


Tarifa

Na reportagem que se trata do reajuste da tarifa básica de telefone (Folha Economia página 7) no domingo, diz que a Anatel definiu o índice em 7,27% mas, a empresa Sercomtel decidiu aplicar 2,34%. Segundo a reportagem, o valor da assinatura residencial do plano básico passou de R$ 36,68 para R$ 39,36. Será que o reajuste corresponde ao percentual de 2,34%?

DAVID THIAGO RIBEIRO SANTANA (estudante) - Ibiporã


Peixes

A demagogia na área ambiental é incrível. Como pretexto de ''salvar os peixes'' dos rios paranaenses, o governo do Estado, Emater e ditos especialistas, soltaram um milhão de peixes ''nativos'' que, no mínimo, têm origem obscura. Comprometeram 4 anos de trabalho sério na região da bacia do Rio Paranapanema feito com especialistas habilitados, e ainda poluíram o rio com peixes de genética duvidosa e gastando dinheiro público de forma desnecessária. Soltar peixes nos rios é a última opção de manejo. Primeiro deve-se cuidar do rio conhecendo o seu potencial e depois com florestamento, recuperação das margens e tratamento de efluentes e controle de agrotóxicos é que pode-se pensar em repovoar.

MÁRIO LUIS ORSI (biólogo) Londrina


Desesperança

O sentimento traduzido em palavras pelo sr. Amauri Pereira Cardoso na seção de cartas da Folha, é o sentimento de muitos brasileiros. Quando eu era criança costumava dizer para minha mãe que um dia seria prefeito de Londrina. Cresci com este objetivo e o cultivo até hoje, porém, ao ver notícias envolvendo corrupção, sinto vergonha do meu sonho, vergonha de ser chamado de político. Quando você disputa uma eleição e esta é justa, ou seja, quando todos os candidatos competem em condição de igualdade, e, por circustâncias normais, a derrota vem, não tem por que se frustrar. É levantar a cabeça e continuar lutando. Mas quando você não tem dinheiro algum e disputa votos não contra candidatos, mas contra o poder econômico, aí você se pergunta o quanto vale a pena continuar sonhando.

MICHEL MACHADO (analista financeiro) - Londrina


Vila Bond

Vila Bond, localizada no bairro Afonso Pena em São José dos Pinhais, é carente de tudo. Não há unidade de saúde nas imediações, a segurança pública é inexistente, no cemitério Bonfim desocupados fazem despachos de umbanda, falta iluminação nos postes da Rua Maria Alice Sademberg, trecho entre a Associação Maria de Nazaré até a Rua José Carlos Sadembeg, falta caixa coletora dos Correios e um telefone público. As linhas de ônibus que servem as vilas Guatupê e Bond não são integradas (para retorno) com a Urbs. Cabe à Prefeitura e órgãos competentes atenderem esta solicitação para que a população local tenha mais qualidade de vida nesta região metropolitana.

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

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