Omissão

Quero dar minha opinião sobre o silêncio dos estudantes em relação ao ''mar de lama'' que se instalou no país. Acredito que a omissão é proposital. Sempre foi evidente a afinidade político-ideológica dos líderes das principais entidades estudantis com o partido do governo. É mais ou menos aquilo que o próprio presidente Lula, quando líder sindical, chamou de ''peleguismo'', ou seja, quando os representantes de uma categoria mantêm proximidade com o poder. Por causa disso (o peleguismo), fica tão difícil ao movimento estudantil neste momento em que toda a sociedade está perplexa com tamanha corrupção ir às ruas e lutar pela moralidade, já que o alvo das denúncias é o próprio governo do qual é simpatizante. Acho que só veremos manifestações estudantis quando a passagem de ônibus aumentar, o que não deixa de ser um fisiologismo incompatível com o histórico do movimento estudantil. No caso de Londrina, nem mesmo o aumento do ônibus conseguiu mobilizar os estudantes. E, por coincidência, a administração municipal também é do mesmo partido do governo federal. É lamentável!

ANTONIO LICEU DALBELLO (servidor público estadual) - Londrina

Células-tronco

O deputado federal Hidekazu Takayama não está sendo incoerente em relação às células-tronco, mas ele expõe uma outra forma de tratamento para a área da pesquisa com a utilização das células adultas. Como diz o deputado ''isso iria na contramão de tudo o que eticamente lidamos''. Não estamos contra, e sim, a favor do avanço científico. Encontramos um problema principal que é decidir onde direcionamos o dinheiro público. Se há outras linhas de investigação em células-mãe que poderiam facilitar o tratamento de doenças cardíacas e diabetes sem necessidade de destruir vidas humanas, porque afinal todos nós já fomos um embrião.

MARILAYNE THERUMI KARIMATA (fisioterapeuta) - Ibiporã



Acho que a fé é importante em todos as horas da nossa vida, mas numa situação de doença grave ela toma uma dimensão enorme. As pessoas que não acreditam em nada provavelmente sofrerão muito mais. Seja qual for a religião, a fé ajuda e dá conforto espiritual para suportar o que vem pela frente e manter acessa a esperança.

INACIO GOMES DA SILVA (estudante) - Londrina


Vontade de Deus?

Foi isso mesmo que entendi? Mal pude acreditar no que li! Um ilustre jornalista critica a postura de uma mãe clamando por justiça? Só uma mãe sabe a dor de perder um filho que gerou em seu ventre, deu à luz, amamentou, educou e um qualquer assassina e foge. Devemos ficar calados e deixar que o tempo passe, o processo seja arquivado? (Como ia acontecer nesse caso se essa senhora não conseguisse um advogado para representá-la). Esse menino, onde quer que esteja, clama por justiça. Foi ceifado dessa vida, aos 19 anos, trabalhando para sobreviver. Por um assassino dirigindo um Kia (que custa em torno 90 mil reais). A força dos humildes é a voz, ou o silêncio de um cartaz pedindo justiça para ver atrás das grades, num país em que a impunidade impera, um motorista drogado ou bêbado, usando um carro como uma arma letal. Não se cale dona Sonia! Acredite na justiça de Deus e lute para que se faça a justiça dos homens!

NEUSA MARIA NOVELLI FERNANDES (funcionária pública) - Londrina

- Resposta do jornalista Walmor Macarini: Sei da dor dessas mães, e me refiro a isso no texto. Mas a dor não pode se converter em ódio, e é isso que busco enfatizar. Podemos mudar as coisas e empreender todas as lutas, mas sem ódio.


Justiça

Sou um leitor deste jornal e agradeço aos responsáveis pela criação e a manutenção do espaço reservado aos leitores para exprimirem suas idéias e vontades no sentido de buscar esclarecimentos e denunciar injustiças e propor melhorias de vida dos cidadãos. Walmor Macarini, o senhor tem um poderoso instrumento de comunicação de mídia impressa, por que não usá-lo no sentido de cobrar dos nossos representantes ''políticos'' trabalho sério, honestidade, criação e aprovação de leis que possam fazer este país desenvolver e resgatar a dignidade do cidadão brasileiro? Convivemos diariamente com a violência e impunidade. Sou pai e avô, não sei dizer a intensidade da dor que sentiria se perdesse um filho ou qualquer membro da minha família. Mas confesso que nunca desistiria de achar os culpados e exigir o cumprimento da lei (humana), e tenho certeza que Deus faria a parte dele.

FLORINDO DA SILVA LIMA (comerciante) - Londrina

- Resposta do jornalista Walmor Macarini: Tenho usado do poder para os assuntos a que o senhor se refere, mas em outro espaço deste Jornal. Faço isto há 50 anos. Mas as questões da vida têm a ver também com comportamentos mais sutis, e busco difundi-los nestes artigos que assino, até para que as pessoas se libertem de tantas dores.


Correção

- Diferentemente do que informou ontem legenda da reportagem ''Deputada confirma mesada de líder do PL'' (Política, pág. 6), a foto não é da deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) e sim da gerente da Quanta, Edina Fujji.

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