Adoção

A reportagem sobre a menina Ana Vitória (Folha, 26/5), uma menina especial, tocou-nos pelo afeto que muitas pessoas manifestam ao adotar uma criança especial. Fatos como esse são raros no Brasil. A maioria dos casais que procura um orfanato busca uma criança saudável branca, bonita e perfeita, mas o casal Nicario e Lilian Moura encantou-se com uma criança muito especial e que realmente necessitava do carinho que os pais adotivos têm para ofertar. O que estes pais fizeram é um gesto que não deve ser somente aplaudido, mas sim copiado.

JAMILE PIRES DE OLIVEIRA e JESSICA AGNOLIN (estudantes) - Ubiratã (PR)




Greve UEL

Nós, alunos de graduação da UEL, estamos nos solidarizando com a causa de nossos professores no tocante aos baixos salários que recebem e às condições adversas de trabalho a que são submetidos. Não é admissível que o nosso governador, ''Rei-quião'', além de não acenar com nenhuma proposta digna de reposição salarial, declare que mandará descontar os dias parados e mais o repouso remunerado relativo àqueles dias. Na realidade, esta não é uma causa só de professores. É nossa também. Como futuros professores, já com um pé na profissão, desde já defendemos a valorizamos o nosso ofício. Queremos professores remunerados dignamente, com vínculos efetivos com a UEL e compromissados com a qualidade de ensino. Àqueles que imaginam ter o poder de convencer pela prepotência, pela arrogância, lembramos que eles ''passarão e a UEL, seus professores e alunos, passarinho''.

IVAN BARRETO DOS SANTOS (estudante) - Londrina

'Flanelões'

Em Londrina o cidadão tem de se defender sozinho da máfia dos ''flanelões'' guardadores de carro que agora além de cobrar e receber adiantado, como aconteceu comigo na Celso Garcia Cid, dia 16, à noite, rouba ou deixa roubar o toca-CD do veículo que supostamente estariam vigiando. O cidadão é multado fantasmagoricamente no dia 27/2 por ''dirigir veículo transportando pessoas, animais à sua esquerda'', a placa anotada pelo agente (deficiente visual) é a nossa, porém jamais tivemos o costume de levar animais a passeio no carro, muito menos num carro que nesse dia e hora se encontrava estacionado em uma garagem em Campinas. Faz-se recurso ao Detran, mas é voz corrente que quase certamente será indeferido. Reclamar a quem, ao bispo?

ANTONIO DE QUINTAL VASCONCELLOS (médico) - Londrina


Cães na rua

Quanto aos animais de rua, gostaria de que fossem presas as pessoas que os deixam na sarjeta. Se não querem os animaizinhos, então, não os peguem para criar. A legislação para evitar que os donos de animais não deixem que façam ''sujeira'' em locais públicos deveria ser mais difudida. Por que a Prefeitura não cria uma comissão ou uma secretaria que cuide do assunto e passe a divulgar mais essa legislação?

PAULO ROBERTO DA CRUZ (analista de custo) - Londrina


Indignação

Estou indignada com o que ouvi quando fui à central de vendas de passes na Rua Benjamin Constant para adquirir 20 créditos na carteira de estudante do meu filho que daria um total de R$ 19, assim poderia ao menos voltar para casa à noite, usando o transporte coletivo. A atendente disse que a máquina não estava fazendo a leitura do cartão e, por isso, teríamos que bloquear o cartão e fazer a solicitação de um novo que ficaria pronto após 3 dias úteis e ainda mediante uma taxa de R$ 15,60. Viúva, com a missão e a responsabilidade de dar uma direção justa e digna ao meu filho, me vi impotente diante do fato: se pagasse por aquela 2 via de carteira ele teria que continuar voltando para casa a pé, pois não teríamos condições de fazer as duas coisas. Cadê a promessa de facilitarem para os estudantes a locomoção até os colégios? Ele não perdeu nem danificou o cartão por prazer ou molecagem. Nada fizemos para que aquele pedaço de plástico não desse conta durante todo o ano letivo. Que culpa temos nós, cidadãos, se os sistemas são falhos? Até quando teremos que pagar pelos erros dos mais poderosos? O que farão os políticos para nos ajudar? Como manter nossos filhos fora das ruas e longe da criminalidade, se não temos condições ou conduções para mantê-los estudando?

GIANNE MAGALHÃES (analista de crédito) - Londrina



Circo

Quando abri a Folha na manhã de ontem fiquei surpreso e ao mesmo tempo profundamente magoado ao ver na foto dos manifestantes da greve na UEL com uma faixa que diz ''Universidade não é um circo! Educação é um problema de todos!'' Pergunto: o circo é um problema para todos? É desta forma que os nossos educadores acadêmicos (que há anos dizem produzir conhecimentos e formas de transmiti-los) vão tratar esta arte milenar e que em Londrina, especialmente, é utilizada como ferramenta pedagógica no auxílio a educação em crianças e jovens em situação de risco, realizando um serviço que as universidades de Londrina deveriam fazer como extensão de seus processos? Nós da Escola de Circo, alunos e professores, mães dos alunos dos projetos sociais e artistas de circo, repudiamos esta ação.

SERGIO AUGUSTO CORREIA GONÇALVES DE OLIVEIRA (diretor pedagógico da Escola de Circo) - Londrina

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