Dirceu
A crise política no governo Lula é o reflexo de caminhos errados que o PT tomou para garantir a ''governabilidade''. Porém, foi apunhalado pelas costas por seus aliados. Alianças de interesses em detrimento do povo. O curioso é que agora eles querem deixar o barco, justo no momento em que ele começa a afundar. É o caso do ministro José Dirceu, antes era o grande articulador, e que agora quer garantir sua fatia no Congresso antes que tudo vá para as trevas. Com a possibilidade do PT governar tínhamos alternativas e sonhos possíveis, que agora começam a tornar-se pesadelos uma vez que os fantasmas tucano e pefelista estão tomando forma. Estes, querem abocanhar o restante do bolo para garantir o seu troquinho na venda das estatais, deixando à mercê do capital especulativo toda a produção de uma nação. A maior vergonha não é a corrupção, mas o jogo de interesses que se instala. Nesse jogo, quem vai para o descarte somos nós que procuramos alguma dignidade para nos movermos sobre a terra.
DANIEL JOSÉ GONÇALVES (professor) - Curitiba

Políticos
O que está acontecendo com o Brasil? Estamos sendo comandados por corruptos! Quando alguns deles cometem irregularidades metem a mão no dinheiro quem os julga? São eles próprios, isso quando alguém ''descobre'' essa irregularidade. Imaginem quantos casos desses sequer aparecem na mídia? Fatos como esses não acontecem só em Brasília ou Curitiba, até aqui em Londrina temos muitas irregularidades. Na Câmara de Vereadores, por exemplo, vemos legisladores atuarem para suprir suas próprias necessidades, enquanto professores e funcionários municipais ganham uma miséria que mal dá para sobreviver. Enquanto crianças, adultos e idosos passam fome, adoecem e muitas vezes morrem por negligência de nosso município, as autoridades políticas estão em churrascarias e luxuosos restaurantes comemorando a sua mediocrididade, festejando suas incompetências e sequer levantam o dedo para ajudar um indivíduo que necessite de sua ajuda.
VINÍCIUS ELIUD (estudante) - Londrina

Circo
Indecente, absurdo, desesperador... Não cabem palavras para dizer o que vimos na TV anteontem com o depoimento (ou circo) armado por uma das pessoas que dirigem o país. Que esperança esse bando passa para a população que só vê esse tipo de notícia em jornal, revista e TV? Um deputado que chama o outro de mulherengo em uma audiencia pública nos dá a noção do nível em que o país se encontra. Infelizmente, a esperança, que é a última que morre, está em coma profundo. E agora, descobriram o que o Brasil inteiro sabia há anos que o grupo Schincariol é o maior sonegador do país.
EVERSON CESAR VANZO (comerciante) - Londrina

Ensino
É incrível a falta de respeito do governo estadual em relação aos estudantes. Essas propagandas dizendo como ''é grande a melhoria do ensino'' e que ''houve aumento salarial aos professores'' colocam no mesmo patamar o ensino estadual de nível fundamental e médio com o ensino de nível superior. A realidade é totalmente antagônica da apresentada pelo comercial. Para se ter idéia desse antagonismo, o piso salarial de um professor universitário na UEL (contratado por 40 horas semanais) é de mais ou menos R$ 800 mensais. Por esses e outros motivos, muitos dos nossos mais conceituados professores estão ''abandonando'' as universidades e indo para as federais ou particulares, nas quais são reconhecidos e bem pagos. Quem perde são os estudantes que acabam por ter um ensino superior sucateado e até medíocre.
AMANAYARA CLARA DA MOUTA NASCIMENTO (estudante) - Londrina

Burocracia
Enquanto o mensalão corre solto em Brasília, um amigo meu vive a reclamar que há mais de 3 anos tenta obter o registro no Ministério da Saúde para poder abrir definitivamente sua empresa e comercializar seu produto, gerando mais de 50 empregos diretos e sabe-se lá quantos mais indiretos, e até hoje ainda não conseguiu. Que país é este?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

Síndico
Assistindo dia 5/6 ao programa do Fantástico (Rede Globo), no quadro ''Chame o síndico'', senti que sou um cidadão desprotegido, pois procuramos morar em apartamento em busca de maior segurança. O problema não é o prédio ter ou não segurança e sim a inversão de valores ou obrigações dos cidadãos. Se não tomarmos cuidado em nosso prédio ou qualquer outra moradia e não gastarmos muito com segurança, enjaulando nossas vidas e formos assaltados, a culpa será nossa porque agora tem um programa em rede nacional avisando como devemos agir para impedir de sermos assaltados. Até sugeriram formarmos um Conseg (Conselho de Segurança) em nossos bairros. É uma total inversão de valores, pois pagamos impostos altíssimos e não temos o mínimo de segurança, sem contar outros benefícios que também são de responsabilidade e obrigação de nossos dirigentes.
EDMUNDO MERCER GOMES DOS SANTOS (engenheiro agrônomo) - Londrina

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