E agora Lula?

A casa caiu. A ferida está aberta e a podridão da corrupção exposta claramente à nação como nunca havia acontecido. Tem-se a impressão que toda a instituição foi contaminada e a gangrena da corrupção alastrou-se por todos os órgãos públicos, a exemplo do que vem acontecendo nos Três Poderes, inclusive no Executivo, debaixo das barbas do presidente. O termo político está virando sinônimo de ladrão, crápula, explorador da miséria, do trabalho e da fome do povo. A sociedade está a cada dia mais revoltada com tantas denúncias de corrupção, que quase sempre ficam impunes pela ineficiência ou comprometimento de nossa Justiça ou acobertadas pelos partidos para não ferirem seus próprios interesses políticos e financeiros. Geralmente, os únicos punidos são os denunciantes. Essa postura é típica dos marginais que superlotam nossas penitenciárias, que muitas vezes não são tão bandidos quanto muitos parlamentares travestidos de autoridades quase sempre engomadinhos, risonhos, perfumados, narcisistas, metrossexuais e bem-falantes.

REGINA CHUBACI MACHADO (engenheira agrônoma) - Londrina


Maringá

Maringá, sem dúvida, é a cidade mais bela e limpa do Norte do Paraná. Porém, colocar a mesma na condição de cidade mais segura do país (Globo Repórter, 10/6), é no mínimo um engodo ou fruto de uma mente doentia. Nem a Rede Globo, nem o governador do Paraná, muito menos o secretário de Segurança Pública se lembraram de mostrar ao público o lado sombrio da ''Cidade Canção'', que é passagem do contrabando, rota do narcotráfico e também é conhecida, aqui no Norte do Paraná, como ''robauto''. Recebeu esse título graças ao pólo industrial de desmanches que se instalou na cidade fomentando o roubo de veículos em toda a região. Não sei a que interesses serviu esse esquecimento, contudo, é imperativo lembrar à Rede Globo e às autoridades que há muito não existe lugar seguro neste país.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Filho do Pelé

O triste episódio ocorrido na vida do Pelé relacionado ao envolvimento do seu filho com as drogas, veio a público por se tratar de uma celebridade conhecida mundialmente. É óbvio que este caso não é único, existem outros casos que não são expostos. Por que isto acontece? Lamentavelmente neste mundo altamente globalizado, caracterizado pela concorrência, pelo consumismo e pela valorização pelo ter e não pelo ser, muitos pais estão se preocupando em proporcionar aos seus filhos o que está relacionado com a mundialização da economia, ou seja, aquilo que traz status social. Se preocupar em proporcionar uma posição de destaque ao filho é válido? Sim. O errado é só se preocupar com isto e esquecer de outros fatores que são fundamentais para a vida e para a relação de pai e filho. Muitos pais estão se preocupando com os valores materiais demasiadamente e dando pouca importância aos valores humanos e estes sim, são que pautam o relacionamento de pai e filho. Que este triste episódio seja um sinal de alerta e que os pais possam se questionar: estou dando para o meu filho o que quero dar e o que estou dando é o que ele necessita?

JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) - Londrina



Iapar

Muito oportuno os comentários sobre a situação do Iapar no Editorial de ontem da Folha. Parece que nossos governantes e a própria sociedade não se deram conta da importância do Iapar para o agronegócio com a criação de riquezas e empregos. Sugiro que seja seguido o exemplo do ministro Paulo Bernardo. Em sua palestra de sexta-feira última, em Londrina, o ministro disse que visitando o IBGE, subordinado à sua pasta, constatou que havia um grande déficit no quadro de pessoal e que a equipe estava envelhecida pela não-reposição. Disse o ministro que os funcionários mais jovens tinham acima de 25 anos de idade e isso era preocupante. Imaginem qual seria sua reação se visitasse o Iapar, onde há cerca de 15 anos não são realizados concursos e a maior parte dos pesquisadores já passou dos 50? Toda a enorme competência acumulada no Iapar está em vias de ser perdida, pois não há para quem repassar a memória da instituição. O ministro disse que resolveu imediatamente o problema autorizando a contratação de 800 funcionários. E no Iapar, como ficamos?

PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina


Multas

Em boa hora é retratado pela Folha o problema caótico que vive o trânsito de Londrina. Recebi uma multa no dia 29/4, segundo a CMTU, por ter avançado o sinal vermelho. Dirijo há 20 anos e nunca fui multado. Além disso, não passo sinal fechado nem mesmo à noite. Com essa multa, me sinto duplamente penalizado. Afinal, meu veículo não ultrapassou o sinal vermelho, não havia guarda de trânsito no local, meu veículo estava estacionado e não em andamento como foi escrito, além do que não houve o sinal sonoro que indica que eu estaria em desacordo com a lei de trânsito. A quem recorrer? À CMTU que me impõe a multa ou aos órgãos de imprensa? Fica a minha palavra contra a do agente de trânsito. Se quissesse agir de má-fé poderia até forjar que estava em outro local, porém, não é o que quero. É preciso educar, não basta simplesmente punir.

MARCOS RICARDO GOMES (funcionário público) - Londrina

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