'Flanelinhas'

Depois que a Folha publicou reportagem sobre os ''Flanelinhas que disputam vagas nas ruas'' (10/4), relutei em manifestar minha indignação e revolta sobre a atuação de alguns desses desocupados e o descaso do poder público. Na noite do dia 4/6, fui novamente vítima desses vagabundos. Por volta das 19h30, estacionei meu carro no final da Rua Souza Naves bem ao lado do Circo Funcart, para assistir a um dos espetáculos do FILO e fui abordado por um jovem bem vestido que com um bloco de papel e uma caneta na mão, anotou a placa do meu carro e me entregou um tíquete dizendo que para estacionar ali deveria pagar-lhe R$ 5,00. Certo de que se tratava de uma extorsão, sugeri então pagar na saída. Porém, em tom irônico, ele respondeu que não confiava em mim, pois se eu estava negando pagar antecipadamente, certeza que não iria fazê-lo depois. Diante daquela insinuação, peguei o celular e ameacei chamar a Polícia. Foi aí que apareceu outro rapaz, também de boa aparência, e disse para seu colega ''deixar pra lá'' que o ''freguês sempre tem razão'' para não insistir comigo se não ele iria ''estragar tudo'' já que ''ainda teria mais de 15 dias de evento naquele local''. A maioria dos motoristas que foi ao Funcart pagou a ''taxa de extorsão''. Ao final do espetáculo, menos de 1 hora depois, não havia ninguém cuidando dos veículos, sumiram assim que demos as costas. Economizei (e isto não era a questão relevante), mas não deixei de indignar-me com a situação, que nos deixa impotentes ante à inércia do poder público (CMTU e a PM).

GEZUALDO GONÇALVES DE PINHO (advogado) - Cambé


Rombo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, começa agora a tentar justificar um rombo no orçamento e, com certeza, implicará na justificativa de cortes e ao não equilíbrio das contas públicas. Este fato foi causado pelo governo FHC, que apostou na morosidade dos trâmites judiciais, vindo aparecer agora no pobre governo Lula. Mas, como temos que aprender com a história, seria conveniente que o ministro, que já foi secretário da Fazenda de Londrina, explicasse essa lógica infernal ao seu amigo petista, o prefeito Nedson, que segue exemplos claros de seu ex-presidente neoliberal, terceirizando os serviços públicos e empurrando milhares de servidores (um total de quase 7 mil) a recorrerem à Justiça em busca de seus mais básicos direitos, como o da recomposição salarial (hoje 40 milhões), plano de cargos (12 milhões só em 2005), licença prêmio (5 milhões) e horas extras (não pagas aos servidores com até 16 horas a receber). Estas atitudes, com certeza, criam um passivo que o erário público terá que saldar, mas isso é coisa para o próximo prefeito, por que se preocupar agora?

MARCELO DE LIMA URBANEJA (presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina)

Taxa de bombeiros

Foi com muita indignação que recebi, dias atrás, da Secretaria da Fazenda do Estado do Paraná o boleto para pagamento da taxa do Corpo de Bombeiros de 2005. Houve um aumento de 257% em relação à taxa paga em 2004. Parece que este assunto já foi comentado na Folha e um canal de TV, mencionando aumentos ainda maiores, só que ninguém falou mais nada e ninguém tomou nenhuma iniciativa para corrigir este absurdo. Cadê nossos representantes (Prefeitura, vereadores, Associação Comercial, sindicatos, etc.)? Individualmente, será difícil conseguir alguma coisa.

MAURO GRANADO (autônomo) Londrina




Greve

Acompanhando as reportagens publicadas por este jornal nos últimos dias em relação ao transporte coletivo de Londrina, como usuário do sistema, fico preocupado com a questão e ao mesmo tempo em dúvida de quem teria a razão durante as negociações das reposições salariais. Logicamente é de direito de todos lutar por suas reivindicações, mas com a greve quem serão os principais prejudicados? É claro, a população. Um aumento além daquilo proposto pelas empresas, com certeza, acarretará novos reajustes na tarifa e isso não é bom para ninguém, nem para o empresário, pois a demanda de passageiros diminuirá, e nem para os usuários de ônibus. Infelizmente, no Brasil o transporte coletivo não é visto como prioridade. Vê-se muito falar em ajuda a empresa aéreas, mas pobre não anda de avião anda de ônibus. Onde estão as medidas do governo para ajudar esse setor que atende à grande massa?

CLÍFERSON PELISSON (coordenador de vendas) - Londrina


Empreendedor

Parabenizo a Folha de Londrina e os parceiros envolvidos no projeto (Adetec, Epesmel e Milênia Agrociências) pela reportagem ''Programa quer estimular jovens'' (Caderno Economia, 8/6). Aproveito também para ressaltar a importância do ensino empreendedor na educação básica. Afinal a figura do empreendedor torna-se fundamental para o desenvolvimento da economia do país. Ao potencializar e agregar valor à formação empreendedora na educação básica fundamental, manterá vivo o espírito empreendedor, que o aluno já possui, com idéias e projetos inovadores e uma energia que se renova a cada dia, confirmando a busca da auto-realização, superando os próprios limites.

ANA PAULA DA SILVA (estudante) - Londrina


Correção

- O jogo entre Portuguesa Londrinense e São José será às 11 horas, no Estádio do Café, e não às 15 horas, como informa reportagem da Folha Esporte de hoje.

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