Agricultores

A pergunta que me surgiu, constrangida quando li a reportagem de Luciana Pombo, na edição de 8/6 na Folha, foi: teria o governador Requião sugerido aos grandes agricultores que fossem, literalmente, plantar batatas, quando disse apostar na retomada da produção de tubérculos? Não teve água fria que me refrescasse a cabeça, suficientemente, pra que eu não me lembrasse da solanum tuberosa que, aqui no Brasil, chamamos apenas de batatinha; ou ainda, que não me deixasse lembrar de que são os agricultores e o agronegócio que seguram a ''batata quente'' na Balança Comercial Brasileira e de que o agronegócio tem batido recordes nas exportações e contribuído decisivamente na geração de empregos. Piorou ainda a minha dor de cabeça porque a ironia da sugestão me fez lembrar que ironia, vinda do verbo grego euronéia, indica um modo da pessoa expressar o contrário do que pensa ou sente. Só pode ser isto que aconteceu ao governador! Ele deve ter, apenas, ironizado. Até Sócrates utilizava a ironia como recurso pedagógico para que seus alunos reconhecessem a sua própria ignorância. Será que os fazedores do agronegócio vão engolir esta?

ROSIMEIRE APARECIDA ASUNÇÃO ZAMBOLIN (armazenista) - Alvorada do Sul


Matagal

Moro no bairro Terras de Santana II, entre os condomínios Santana Residence e Royal Golf, local onde um lote está avaliado na faixa de R$ 50 mil e com uma taxa de IPTU bastante elevada. Temos nas quadras citadas, belíssimas residências de alto padrão. E o que lamentavelmente se percebe é um total descaso para com os contribuintes. As ruas estão quase se fechando tal o tamanho e volume do matagal que vem se formando nos terrenos ainda livres de construção. Limpeza urbana? Talvez não conheça este bairro! Nunca tivemos o prazer de ver um gari trabalhando em nossas ruas. Fiscalização dos terrenos que estão em aberto? Também não tem acontecido. Existem duas formas de se manter os terrenos e, consequentemente, o bairro em condições: ou se obriga os proprietários dos respectivos terrenos a manterem os mesmos em condições mínimas de aparência ou a Prefeitura providencia o serviço e usa de meios legais para receber a fatura. É incrível ainda como em bairro de alto padrão como é o Terras de Santana não exista nenhuma rota contínua de ronda policial preventiva. E é sabido de residências, que mesmo com toda sofisticação de sistemas de alarme monitorado, já sofreram situações de furto.

RENATO LOPES DOS SANTOS (gerente comercial) - Londrina



INSS

Em resposta à carta do sr. Alceu Alves, empresário de Paranaguá publicada na edição de ontem, o SindPRevs esclarece que os servidores do INSS são altamente qualificados, até porque sem qualificação seria impossível operar o sistema e foram aprovados em concurso público altamente concorrido. A greve dos servidores também é por melhores condições de trabalho para dar um melhor atendimento à população, reestruturação das carreiras, reposição salarial e pela realização de concurso público já, pois os recursos humanos disponíveis são em número insuficiente para atender a demanda daqueles que necessitam da Previdência Social, a maior distribuidora de renda da América Latina. Informamos ao sr. Alceu que estamos em greve porque nossas reivindicações não foram atendidas e também os acordos não foram cumpridos pelos governos ao longo dos últimos anos não foram atendidas por parte do governo federal.

DIRETORIA COLEGIADA DO SINDPREVS - Londrina


Pedágio

Em função das notas publicadas ontem na coluna da jornalista Ruth Bolognese, com base em dados do CREA, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR/PR), solicita a divulgação das informações corretas quanto à segurança e o número de vítimas fatais nas rodovias administradas pelas concessionárias de rodovias no Paraná. É importante esclarecer que não cabe a estas empresas o papel de evitar ou acabar com os acidentes. As concessionárias não são responsáveis pelos acidentes que acontecem nas rodovias pedagiadas, sua obrigação é prestar socorro médico e mecânico, e para fazer esse trabalho devem cumprir um tempo determinado e fiscalizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), previsto em contrato. A segurança que se tem nas rodovias pedagiadas diz respeito a pistas em boas condições de tráfego, sinalização horizontal e vertical, rodovias limpas, e não o monitoramento das pessoas ou velocímetros dos veículos. As concessionárias não têm poder de polícia para coibir os abusos praticados pelos motoristas. O que podem fazer, e fazem, são campanhas de segurança, de conscientização e prevenção a acidentes, inclusive em escolas. Também é importante deixar claro, que no ano de 2004, nos 2.500 quilômetros de rodovias pedagiadas no Paraná, 427 pessoas morreram vítimas de acidentes, e não 1.241, conforme foi publicado. A diferença de 814 mortos é bastante significativa, ou melhor, é alarmante e denigre a imagem tanto das polícias rodoviárias quanto das concessionárias. Dados como este fazem grande diferença em qualquer estatística, portanto devem ser checados.

JOÃO CHIMINAZZO NETO (diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) - Curitiba

mockup