CARTAS
Corrupção
O governo luta contra a CPI dos Correios enquanto a oposição tucano-pefelista é favorável à aprovação desta que investigaria e puniria os acusados de corrupção na estatal. O governo petista, ao invés de se preocupar em barrar tal CPI, alegando inconstitucionalidade, deveria se propor a executar reformas políticas e administrativas e mudanças que beneficiariam a economia do país, reduzindo o índice de corrupção do dinheiro público, podendo o Brasil até mesmo retornar ao crescimento sustentável do ano passado. Com a probabilidade de petistas estarem envolvidos no caso dos Correios, o governo Lula não quer ''sujar'' sua imagem, e alguns membros do partido chegaram a implorar para que outros retirassem suas assinaturas favoráveis à aprovação da CPI no Congresso. A oposição comemora, pois conseguiu expor o PT e o governo a esta situação de impedir CPIs num ano pré-eleitoral.
ROGÉRIO AUGUSTO LIMA GUARNERI (estudante) - Ibaiti (PR)
Acidentes
Muitas vezes criticamos as más condições de nossas estradas, mas esquecemo-nos dos condutores de veículos. Muitas vezes, eles se acham verdadeiros pilotos de Fórmula 1 esquecendo-se que estão transportando seus entes queridos numa jornada sem volta, e quando há a volta inutilizados para sempre em uma cama ou numa cadeira de rodas. Neste caso, o motorista já pagou caro por sua imprudência, perdendo a família com sua ânsia de chegar mais rápido ao destino. Fica para este motorista e para muitos outros a triste lição: com pressa não se chega a nenhum lugar a não ser o cemitério mais próximo.
CARLOS MAURICIO LONGUINHO (técnico em informática) - Londrina
Estudantes
Achei interessante a reportagem ''Estudantes desrespeitam usuários de coletivos'' (Caderno Cidades, dia 4/6), pois mostra a preocupação do jornal com o assunto. No dia 30/5, esse assunto foi discutido em uma escola no centro. O diretor da escola disse que para fazer alguma coisa precisa de ajuda que, se fosse fotografado e ou filmado, esse material seria usado para realizar palestras e mostrar aos alunos os comportamentos inadequados. Quem sabe, com imagens eles tenham mais consciência dos seus atos. Acho que se ficarmos só criticando não vamos resolver nada. Temos é que começar a fazer alguma coisa.
NEIDE CASTILHO DE MATTOS (dona de casa) - Londrina
Concha acústica
Qualquer evento na Concha Acústica terá menos gente que o número de moradores dos prédios que a circundam. Mas a lei não deve ser cumprida por questão de quantidade, ou as minorias jamais teriam abrigo na democracia. A lei deve ser cumprida por questão de qualidade ética, de produzir efeitos benéficos para a vida comunitária, sem sacrifícios de uns para o bem estar de outros. No entanto, parece que o poder público municipal não se conforma com preservar a Concha de atividades barulhentas, equivocado de que a utilização, por ser artística, seja menos agressiva aos cidadãos vizinhos e às leis, portanto à democracia. Um dos entraves para o desenvolvimento nacional é que muitas leis ''não pegam'', claro, se até as autoridades fazem questão de ignorá-las e afrontá-las em nome de seus interesses. E, afinal, a Concha não é Acústica? Pois que receba apenas eventos acústicos, sem sistema de som. Ficando no local certo, debaixo da concha, o som é naturalmente ampliado e, se o público for respeitoso e fizer silêncio, ali podem se apresentar teatro, recitais e eventos. Sem que os moradores sejam autoritariamente obrigados a ouvir, ou teremos que reformar a Constituição, deixando claro que as leis são para todos, menos para as autoridades.
DOMINGOS PELLEGRINI JÚNIOR (escritor) - Londrina
Amapar
Em relação à matéria ''Advogados rejeitam tese sobre excesso de recursos'', publicada na edição de 20/5 da Folha de Londrina, a Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) esclarece que: com relação à afirmação do advogado dr. José Carlos Vieira, de que não há mecanismos de controle na Justiça Estadual, como existe na Justiça do Trabalho. Na verdade, o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça do Paraná exige que, até o dia dez de cada mês subsequente, seja remetido ao Fichário Confidencial da Magistratura o boletim mensal do movimento forense da vara ou comarca, assinado pelo escrivão e pelo juiz. Desse boletim, se arquiva cópia no respectivo ofício, à qual podem ter acesso os advogados e jurisdicionados, mediante simples pedido verbal ao escrivão. Outra cópia é afixada em edital, em local visível ao público, em cumprimento ao Provimento número 62 da mesma Corregedoria Geral de Justiça. Essa afirmação, portanto, não corresponde à verdade nem à realidade do dia-a-dia do fórum local. Com relação à afirmação do advogado dr. Gilberto Baumann, de que há juiz ''que chega tarde, que na sexta-feira não se encontra no Fórum, que não recebe advogados'', a Amapar considera que esse tipo de consideração generalista em nada contribui para o aprimoramento da Justiça. Recomenda-se ao senhor Baumann que busque os canais competentes - mais especificamente a Corregedoria Geral de Justiça - para denunciar - e desta vez citando nomes - para que eventuais casos de magistrados que estejam descumprindo com a função judicante recebam as punições cabíveis.
GILBERTO FERREIRA (presidente da Amapar) Curitiba





