Renda?
Trabalho há mais de 30 anos como servidor público, recebendo em dia o meu salário, mas toda vez que abro o meu contracheque sinto-me roubado, pois boa parte do meu salário suado é confundido pela Receita Federal como renda. Pode? Além do mais, do dinheiro ganho por mim com o meu trabalho, essa parte é desviada para Brasília. Dinheiro tirado do Paraná. Sem citar outras tantas coisas que nos são tomadas através de outros impostos com a desculpa de que irão ser aplicadas nisso ou naquilo. Tirar do meu salário, como se esse fosse renda, é absurdo. É um dinheiro que poderia ser aplicado na educação das minhas filhas, num melhor meio de vida para elas, em conforto, etc. Afinal, trabalhamos para quê? Sei que o fato de estar escrevendo de nada adiantará, pois as notícias diárias são de que o dinheiro arrecadado do governo é para dar mordomia para a cachorrada que vive em Brasília, mas deixo aqui o meu protesto. Quem sabe um dia alguém cria vergonha na cara e sei que isso é o anseio de muita gente.
LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal) - Londrina
Impunidade
O Brasil chegou mesmo ao fundo do poço. O país está atolado até o pescoço na lama da corrupção e na prática ninguém é punido. A corrupção rola solta nos três poderes, parecendo até que um poder acoberta e dá respaldo aos outros. Não existe outra dedução lógica a não ser esta. Exemplos dessas falcatruas assistimos aos milhares, noticiadas pela imprensa nacional e internacional, e envergonhando o país em grandes manchetes, revoltando a população que aos poucos transforma esse sentimento de revolta em desilusão e descrédito no governo pela falta de punição dos culpados. Acorda presidente Lula! Políticos corruptos estão roubando até merenda escolar, que é o único alimento de muitas crianças pobres da rede escolar. Pode existir maior crime que este? Presidente Lula, esqueça compromissos partidários ou pessoais, trabalhe somente pelo bem do povo brasileiro e terá apoio irrestrito.
REGINA CHUBACI MACHADO (engenheira agrônoma) Londrina
Palhano
Até quando nós, moradores da Gleba Palhano teremos de conviver com a bagunça causada pelas obras da famigerada avenida Ayrton Senna (coitado!!) e do Lago Igapó 2 sem que as autoridades do setor de trânsito façam uma sinalização adequada de desvio? Os senhores desviam o trânsito para as ruas estreitas da região, sobretudo a do Hotel do Lago, sem sequer se preocupar se cabem ali duas filas e mais os carros estacionados dos dois lados. Obviamente deveriam colocar sinalização provisória proibindo o estacionamento nos dois lados enquanto durarem as famigeradas e infindáveis obras. E aquele asfaltinho que a Sanepar está remendando, quem será que vai fiscalizar? Nem terminaram a obra e ele já está deteriorando igual a Ayrton Senna (coitado!!). Se o problema não é de vocês, que acionem o tal do Ippul, ou não trabalham em sintonia? Os moradores da Gleba Palhano agradecem se os senhores cumprirem suas obrigações.
SAMUEL P. OLIVEIRA (tributarista) - Londrina
Honestidade
Procura-se um deputado federal que seja inteligente, corajoso, autêntico, decente e que sinta orgulho de ser brasileiro, que possa honrar o cargo de parlamentar e apresentar um projeto de lei para combater: políticos corruptos e presidentes e diretores de autarquias e funcionários de todas as categorias que se prestam para pactuarem com toda espécie de roubalheira. Em tal projeto deverá constar que os infratores deverão perder em definitivo os seus cargos. Em se tratando de político que seja cassado para sempre os seus direitos, pois do contrário voltaria cometer os mesmos crimes ou outros maiores, porque ainda existe eleitor que vota em corruptos. Quando se tratar de roubo ou desfalque, o culpado, após ser condenado, não terá direito a cadeia especial e deverá ser recolhido em solitária, completamente incomunicável, até devolver tudo o que roubou. Seria a maneira mais prática para entregar o outro. Não havendo interesse de nenhum deputado no assunto, vamos lamentar e muito a ausência do famoso filósofo grego Diógenes que, em pleno dia, saía à rua com uma lanterna acesa à procura de alguém honesto.
ANTÔNIO BARBOSA (aposentado) Londrina
Absurdo
Matéria veiculada pela Folha de Londrina, no Caderno Economia do dia 26 de maio, que trata da possibilidade de alteração dos índices de produtividade das propriedades rurais brasileiras, traz com bastante precisão a mais nova preocupação do homem do campo. Além de lutar contra as invasões de terras, de enfrentar as adversidades do clima e atender as exigências ambientais, o produtor rural - que está descapitalizado - vai precisar investir alto em insumos para conseguir atingir os números estabelecidos pelo governo. Como bem abordou na matéria o ex-ministro da Agricultura José Eduardo de Andrade Vieira a metade dos agricultores não terá onde arrumar recursos se não houver incentivo do próprio governo. Ou será que as autoridades governamentais acreditam que com a elevada carga tributária praticada no país, com as altas taxas de juros e com os enormes encargos trabalhistas, o produtor rural vai ter capital para investir ainda mais em novos insumos e tecnologias?
EDSON NEME RUIZ (presidente da Sociedade Rural do Paraná) Londrina

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