Velho discurso
A mesmice ensaiada nos bastidores mais uma vez fez-se ouvir. O velho discurso que trabalharemos para reduzir a violência em Londrina e o blablablá causam asco. É no mínimo atentar contra a nossa inteligência o fato de achar que continuaremos a engolir a mesma retórica. Se isto não bastasse, vem o comando-geral da Polícia Militar e faz de conta que desconhece os problemas de viaturas paradas, dizendo que fará o possível para resolver o problema. Infelizmente, estamos à mercê da incompetência das marionetes de plantão. Onde estão os deputados estaduais representantes de Londrina que esbravejaram na campanha política contra a falta de segurança, os vereadores que usaram o mesmo discurso como palanque eleitoral? Já sei onde estão: nos gabinetes brigando por cargos na Sercomtel. Estes inescrupulosos quiseram jogar no lixo a imagem de um órgão municipal respeitado. Que pena! Continuaremos a ver a mesma novela no próximo ano ou quem sabe na posse do novo comando local da PM.
DAVI MIRANDA (servidor público) - Londrina

Rotatória
A matéria da Folha poderia ter chamado a atenção do poder público para o engarrafamento causado por conta das precárias condições do desvio feito na Avenida Madre Leônia Milito. No período noturno, principalmente, onde milhares de alunos se dirigem às faculdades, pessoas que vão ao shopping e os moradores dos bairros que utilizam o desvio, correm risco por terem que subir com os veículos em uma calçada para ter acesso à pista que leva de volta à Madre Leônia. É um absurdo, uma falta de respeito aos cidadãos que obrigatoriamente transitam por lá. É só verificarem o que acontece no trajeto para ver a irresponsabilidade com que improvisaram o desvio.
LEILA AQUINO (advogada) - Londrina

Nepotismo
Após as manifestações do Ministério Público e OAB, os vereadores de Londrina exoneraram os assessores-parentes dos cargos na Câmara. Porém, surge uma outra pergunta: e os outros? A Prefeitura está ''inchada'' de ''aspones''. Lá pode? Onde está a decência e a moralidade? Num país da jogatina, onde o presidente passeia às custas do erário e ainda dispara baboseiras e políticos são vistos constantemente embriagados, nem Freud explicaria como são eleitos sem comprar votos.
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) Londrina

Juros
Gustavo Barroso e seu livro - ''Brasil, paraíso dos banqueiros'' -, continua mais atual do que nunca. Mesmo com os avanços da Constituição Federal de 1988, juristas se dividiram, entre os que entendiam que o parágrafo 3º do artigo 192, da CF/88, era auto-aplicável, quer dizer: não precisava de mais lei para regular a norma. E para outros, no sentido contrário. Juristas, como o ministro do STF, José Carlos Barbosa Moreira, se posicionaram ao lado dos que entendiam que os juros eram limitados constitucionalmente em 12% ao ano. Para ele, o conceito de juro real era pacífico. Era a remuneração do capital. Correção monetária, era atualização do dinheiro. Ironizava. Se sabemos o que é boa-fé, se sabemos o que são bons costumes, se sabemos o que é mulher honesta, para fins de tipificar o crime de estupro, por que é que não podemos saber o que são taxas de juros reais? Tarefa dos juízes, de interpretar e aplicar a norma.
DERMEVAL RIBEIRO VIANNA (advogado) - Assis Chateaubriand (PR)

Bancos
Realmente os bancos são os primeiros em reclamação no Procom, seguidos das cias. de telefonia celular. Todos os veículos de comunicação deveriam divulgar mais estas empresas, assim como a Folha de Londrina fez. Quanto aos juros altos dos bancos, acho que não se tem muito a falar, principalmente a respeito do Unibanco que tem os juros mais altos do mercado, principalmente para empréstimo a aposentados que chegam a 3,7% ao mês (isto divulgado por um programa de TV). Além de tantas outras reclamações, também não podemos deixar de falar sobre os serviços de auto-atendimento dos bancos, ou seja, somos induzidos a trabalhar para esses bancos apesar de suas altas taxas e tarifas para manutenção de contas.
ADEMIR TROMBETTA (técnico em refrigeração) - Campinas (SP)

Agricultores
É hora de mobilizar os produtores para não parar. Como pode o participante mais importante do agronegócio do país ter que fazer protesto, gritar, espernear para que o governo federal perceba o que está se passando na agricultura? Para ver isso, é só o responsável do setor levantar o traseiro das cadeiras macias das salas de ar condicionado e fazer um pequeno exercício físico de acompanhar a mídia e ver que os agricultores estão em dificuldades. Esta crise não foi ele quem criou, mas sim uma rasteira do clima e um descaso da área econômica em manter juros altos e câmbio valorizado, coisas que estão fora de seu controle. Não é hábito os agricultores fazerem o que o MST faz, cujo comportamento é repudiado pela maioria da sociedade. Será este o caminho de produtores rurais? Creio que a índole da classe produtora não adere a este comportamento, mas para ser ouvido há a necessidade de agrupar, reivindicar.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) Itambaracá

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