CARTAS
FARMÁCIAS
Não tenho duvida que todo controle é importante, e que toda lei tem que trazer benefícios para a população, mas não podemos inviabilizar um setor inteiro com restrições, que na verdade não vão ter o benefício que se apregoa.
O setor cresceu, atingiu a maioridade e hoje já somos 10% dos medicamentos vendidos no Brasil, 5.000 farmácia espalhadas no Brasil todo.
E quando se fala de qualidade, temos qualidade sim, temos laboratórios de controle de qualidade.
Se fizermos um levantamento das notícias de erros e desvios de qualidade da indústria, vamos montar um dossiê enorme. Lembra da pílula de farinha? E do Celobar, quantos morreram? E do colírio, quantos ficaram cegos?
Se desejar, entre na página da Anvisa e você terá uma lista enorme de lotes aprendidos por desvio de qualidade
O erro na área da saúde é terrível. A nossa responsabilidade é enorme.
Mas não se justifica que em função de desvios ou erros de algumas empresas (veja que quando uma farmácia de manipulação erra este erro é individual, na indústria é no atacado) o setor inteiro seja penalizado por restrições que em nada ajudam a evitar ou minimizar os problema ocorridos. Não será o fato da farmácia não poder manipular o medicamento que a indústria já disponibiliza que irá minimizar estes problemas.
Quando um médico faz uma associação, ele exerceu o seu papel, para o qual ele estudou e se qualificou e obviamente declarou expressamente o que ele deseja e o que considera o ideal para o seu paciente. Exigir que ele justifique isto é querer criar uma dificuldade ou impedimento para utilizar o produto manipulado.
Para esclarecimento a todos, já esta claramente dito na Resolução RDC 33
(lei que regulamenta as farmácias de manipulação), que é responsabilidade do farmacêutico a avaliação da prescrição médica sobre todos os aspectos - farmacotécnico, farmacológico, legibilidade, etc. Ora, caso o médico faça uma associação que vai gerar algum problema, já é nossa responsabilidade barrar o problema antes da produção. Sendo assim, pergunto: O que se quer com esta exigência se não inibir a prescrição de produtos manipulados?
Finalizando, cria-se enorme restrições, aumentam-se assustadoramente os custos das farmácias de manipulação, e ao mesmo tempo tira-se da população uma opção de escolha, de livre arbítrio.
Qual pode ser a nossa expectativa? Esta resolução vem sem nenhum apoio das entidades representativas. Não seria melhor a Anvisa buscar algo mais equilibrado, que tivesse o apoio das lideranças, para podemos ser multiplicadores e mostrar ao associado que isto estaria vindo em benefício de todos - consumidor, farmacêuticos e médicos?
Lourdes Marina de Andrade - presidente Setorial das Farmácias de Manipulação de londrina.
OAB
Nesse debate sobre os exames da OAB, promovido pela Folha, a resposta dos cursos de direito é típica. No Brasil, sempre que um dado desagrada à elite, faz-se como aquela história do doente, que insatisfeito em saber que está com febre, quebra o termômetro. É melhor nem ver. Quebra o termômetro, acusa o ''corporativismo criminoso'', o ''excesso de zelo''. É melhor quebrar o termômetro do que fazer o que deve para curar a febre: investir em educação de boa qualidade, combater a corrupção, enfim, contribuir para que a justiça passe a funcionar no país.
PAULO S. MOREIRA (estudante), de Londrina
Direito
Vindo de origem humilde, o trabalho me proporcionou o pouco que tenho, mas que muito me honra. Há mais de 50 anos estou em Londrina e, de 2001 a 2004, exerci o cargo de diretor Administrativo-Financeiro da CMTU. Fui surpreendido ao tomar conhecimento de uma acusação de improbidade administrativa na questão da coleta de lixo, sem ao menos ter sido devida e legalmente notificado, mesmo tendo residência fixa e conhecida por todos. Tal procedimento só concorre para que os sentimentos de indignação e injustiça atinjam pessoas corretas, principalmente partindo de quem deve zelar pela Justiça. Exerci a função naquele quadriênio sem ter sido filiado a partido político e o fiz com dignidade, de corpo e alma, em respeito aos que me depositaram confiança. Em nenhum momento, sofri ou fui induzido a qualquer ato desonesto ou contrário aos interesses da comunidade, a qual tanto prezo. Tenho certeza que meus poucos bens materiais não se comparam aos bens morais e éticos que me foram legados. Aguardo a oportunidade de provar, na Justiça, que estou sendo alvo de interesses mesquinhos e mal-intencionados.
ROMERO RIBEIRO DA FONSECA (bacharel em Economia e Direito) -Londrina
PREVIDÊNCIA
A Previdência Social está sempre se queixando dos gastos com aposentadorias, precatórios, etc, mas quando se fala nas Georginas da vida e outros ali-babás da viúva, desconversam. E o que dizer da robalheira dos prefeitos, quando a previdência dos funcionários das prefeituras foi municipalizada?. Daí que a prefeitada safada meteu a mão na verba. Antes disso, as preitura já não recolhiam a sua parte para o INSS. Em troca dessa monstruosa dívida, reparcelaram só no papel. Quando não deu mais, deram em pagamento, imóveis e prédios velhos, com avaliações venais. Um negócio da china. A Previdência funciona sim. O sistema gerencial é que é ruim. Feito para não dar certo. Alí, acima de tudo e de todos, tem de vigorar o Estado da Lei e da Ordem. Perdão, M. Foucault, mas, nesse caso, a única saída é vigiar com eficiência e punir com rigor. Punição confiscatória, nada de prisão. Colarinho branco, não esquenta banco de xilindró...
Dermeval Vianna - Assis Chateaubriand
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