Medo da CPI
  Aturdida, a população não entende porque o governo não quer a CPI dos Correios, uma vez que o próprio PT está dividido. Dizer que se trata de um projeto eleitoreiro da oposição, mesmo assim não podemos ignorar o fato de um flagrante existente. Discursos e erudição não faltaram no parlamento ante a proposição da pretendida Comissão Parlamentar de Inquérito que irá investigar o episódio acontecido nos Correios. Outras coisas deveriam ser investigadas, inclusive o exagero de cargos sem concursos públicos existentes no Brasil, mais de 19 mil, enquanto países de primeiro mundo como os EUA, não chegam a dois mil. O servidor público deve tomar consciência de que os governos são passageiros, porém a função pública de carreira é permanente, e deve ser exercida com zelo, eficiência e honestidade, para que o povo tenha a certeza de que os seus impostos pagos estão sendo bem aplicados e revertidos em benefício de todos.
Antonio Pereira
(contador) - Londrina

Horário do comércio
  Mais uma vez a velha discussão: abrir ou não o comércio de Londrina aos sábados à tarde. Em época de eleição, políticos se utilizam deste assunto de forma demagógica dizendo que sempre defenderam e continuarão defendendo os comerciários, mas passam-se as eleições e lá está o assunto novamente. Defender os comerciários não é vir em época de campanha e utilizar de meios legais para impedir esta ‘‘exploração’’, mas sim acabar com este assunto de uma vez por todas. Se coloquem no lugar destes pais e mães de família, tentem imaginar o estado psicológico deles, isso é desumano. No livro 1984, George Orwell elucida uma realidade, somente é possível mudar uma sociedade através da luta de classes. Portanto, amigos comerciários, levantem a cabeça, encarem esta batalha, exijam que o sindicato faça uma votação secreta para saber o que vocês desejam. Se for de vontade da maioria, o comércio deverá abrir aos sábados, mas se a maioria decidir por não trabalhar, o sindicato, como representante direto dos funcionários, deverá acatar a posição dos mesmos. Engana-se quem acredita que com a abertura aos sábados o comércio gerará mais emprego, haverá uma exploração do funcionário que será obrigado a trabalhar e compensar as horas posteriormente, e, mesmo que estas horas sejam pagas, será que elas compensam a ausência da família do merecido descanso?
MICHEL MACHADO
(analista financeiro) - Londrina

Coronel Cruz
  Sou um dos muitos paranaenses que ficaram chocados com o assassinato brutal, em Londrina, do jovem Jamys, um trabalhador indefeso, pois estava sem arma alguma. Os agressores são políciais da Polícia Militar do Paraná. Eventualmente esses policiais pertencem a um batalhão comandado, também eventualmente, pelo Coronel Manoel Cruz. Por que eventualmente? Porque a essencia do problema está na formação dos policiais; vícios, autoritarismo, falta de tato para lidar com público, enfim um acumulado de erros, são coisas que vêm de longe, de muitos anos. Os políticos que estão no poder, hoje, tiveram chance, 10 anos atrás, 15 anos atrás, de melhorar a polícia; fazê-la evoluir. E não deram a menor contribuição. Quase todos os políticos que estão no poder viram esta mesma polícia cometer abusos, quando esses mesmos políticos criticavam seus antecessores prometendo uma polícia mais humana. Cadê? Por que não melhorara a formação da polícia em seus mandatos anteriores? Agora, punir o coronel Manoel Cruz, um militar exemplar, é no mínimo uma injustiça, um absurdo. É tapar o sol com a peneira; é enganar a sociedade querendo mostrar que o governo agiu prontamente. O sr. Manoel Cruz não estava na operação, nenhum comandante acompanha os policiais na rua. O equilíbrio na hora de agir depende muito da formação individual de cada policial. Cadê a formação? Esta teria que ocorrer desde o ingresso desses policiais. Punir o coronel é esconder o problema debaixo do tapete, é mais fácil e politicamente ‘‘pega melhor’’. A sociedade pergunta por que não investiram na melhoria da polícia?
Antônio F.S. Ricieri (comerciante) - Londrina

Produtividade
  A nova proposta de reajuste dos índices de produtividade anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deve no, mínimo, ser aplicada de forma igualitária. Com os novos índices boa parte das terras férteis do Paraná poderá ser desapropriadas para reforma agrária. Portanto, acredito que os índices justos de produtividade devem ser os mesmos que os assentados produzem hoje. Se esses índices realmente foram alterados, esperamos que todos os assentados sejam obrigados a produzir o mesmo que os demais produtores rurais produzem no Estado. Caso contrário que, a terra deles (assentados), seja desapropriada, assim como a dos demais produtores. Exigimos no mínimo igualdade para todos.
Wilson Baggio
(produtor rural e diretor do Conselho Nacional de Café - CNC) - Cornélio Procópio

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