CPMF
Acabei de retornar para o Brasil depois de muitos anos morando no exterior. Ao chegar abri uma conta bancária. Depois de alguns dias recebi o meu primeiro extrato. Abri o envelope e liguei imediatamente para o meu gerente. ''Paulo clonaram o meu cartão! Tem um tal de CPMF debitando na minha conta!.'' O gerente deu risada. Eu não entendi! E disse: ''Dá pro senhor vir à agência pra gente conversar.'' Nós conversamos por algumas horas. Ele me disse que era uma taxa provisória. Para a saúde. Que depois o responsável saiu. Tudo bem! Mas, pra que mesmo está sendo usado todo esse dinheiro? Ele não soube me dizer. Já perguntei pra muita gente: qual é a arrecadação mensal, anual desse imposto? Onde o dinheiro está sendo usado? Eu queria ver uma foto do prédio do CPMF e todas as milhares de pessoas que devem trabalhar nesse prédio. Eu só quero entender. Perguntar não ofende né?
MARCELO DE OLIVEIRA (autônomo) - Londrina
Memorial
A memória aos pioneiros deve ser cultivada para entendermos melhor quem somos. O Memorial do Pioneiro, portanto, é bem-vindo. Entretanto, consideramos que a construção do memorial, do jeito que está sendo proposta (na fachada do Museu) não é a melhor maneira de cultivar a memória. O prédio do Museu é, por si só, um símbolo que preserva vivo o passado às gerações presentes e futuras. Mudar suas características arquitetônicas vai contribuir para modificar a construção desta identidade. Sabemos da necessidade da preservação do trem uma das justificativas para o projeto proposto. Mas não podemos nos conformar que só exista essa possibilidade de preservação. Gostaríamos da opinião de um técnico para mostrar outras formas de preservar os vagões e locomotivas sem modificar a essência do museu. Que o memorial seja construído em outro local. Podemos até sugerir a praça ao lado do Pronto Atendimento Infantil (PAI), que hoje está abandonada. Com o Memorial do Pioneiro tornaria-se um ponto turístico muito importante para nossa cidade. Assim, reforçamos o convite para que todos os estudantes participem do debate sobre o Memorial do Pioneiro (31 de maio, às 17h, na Associação Médica).
DIOGO TAKEO HENDO (presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas) - Londrina
Museu Histórico
Estudo História na UEL. Atuo no movimento estudantil e social. Mas, antes de tudo, amo e vivo Londrina. Por isso, o problema da construção do Memorial do Pioneiro é um só e precede as convenções da arquitetura, as teses acadêmicas (o Museu Histórico é ou não retrógrado?), as estigmatizações típicas de um debate acalorado, como a que tenta colar nas pessoas que têm críticas ao projeto a imagem de ''leninistas'' (sic). O problema do Memorial, do jeito que foi proposto, é que ele vai modificar, de forma irreversível, um dos ícones da história de Londrina: a fachada da antiga estação ferroviária. Temos tão poucos ícones e precisamos conservá-los. Mais: precisamos combinar o saudável desejo de mudança contínua, que marca Londrina, com uma cultura de preservação da nossa história. Uma indissociável da outra. Isso fortalece nossa identidade, base para as nossas muitas diversidades.
ALEXANDER FERNANDES ALVES (estudante) Londrina
Respeito à vida
Na noite do último domingo presenciei uma cena que me deixou preocupado. Uma ambulância (que não era do Siate ou do Samu) subiu pela JK em alta velocidade, com a sirene ligada, e avançando o sinal fechado, por questão de centímetros, quase colidiu com um automóvel que vinha pela Av. Duque de Caxias, já que o sinal estava aberto àquela via. O que preocupa não é o fato da ambulância ter avançado o sinal fechado, visto que o Artigo 29, da Lei nº 9.503 de 23/9/1997 que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, em seu inciso VII reza que as ambulâncias gozam de prioridade de trânsito quando em serviço de urgência. A questão reside no entendimento equivocado, ou mesmo ignorância da lei pelo condutor daquela ambulância, que por imprudência explícita, colocou em risco a vida de todos os ocupantes do veículo que transitava pela Av. Duque de Caxias, sua própria vida e do eventual paciente que poderia estar transportando, caso houvesse a colisão violenta. A lei, ao estabelecer a prioridade de trânsito para as ambulâncias, também previu na alínea ''d'' do mesmo artigo que ''a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança...'' o que não foi observado pelo condutor da ambulância. Não há razão que justifique colocar em risco a vida humana, e nenhuma lei autoriza a fazê-lo, sob o pretexto da ''prioridade'', pois a maior delas está justamente em preservá-la.
CARLOS JOSÉ ESTEVAM LIOTI (administrador) Londrina
Impunidade
Após proibirem armas no Brasil estaremos seguros, a eficiente Polícia e a Justiça trarão toda segurança à população. Os bandidos não terão armas pois com fronteiras, terra, ar e mar seguros não haverá o perigo de armas serem trazidas de fora. Poderão utilizar facas, machados, porretes para eliminar de forma mais dolorosa suas vítimas. Após ser preso, julgado de forma exemplar, depois livre por bom comportamento, o criminoso juntamente com os impunes menores estarão aptos a tirar a vida de outras pessoas. Isso que é república das bananas.
EDER SANTINI (comerciante) Londrina

mockup