CARTAS
Caso HU
Foi com profundo pesar e consternação que li os comentários (alguns verdadeiramente pusilânimes) de atuais e ex-alunos do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina enviados eletronicamente. Na condição de professor do curso de Farmácia (habilitação em Análises Clínicas) e também da Medicina, sinto-me profundamente entristecido. Não bastassem suas opiniões infelizes, colocaram fotos de cada um deles. Resultado? Decepção em cima de decepção. Acadêmicos e ex-acadêmicos com quem convivi e convivo diariamente expressando virtualmente o mais puro desprezo (em alguns momentos) para com pacientes, funcionários e docentes. Não vou querer filosofar sobre se o problema vem de casa, do curso ou da carga genética de cada um deles. Antes disto, algo muito mais importante se faz necessário. Punição. Evidentemente não sugiro o andar sobre o cadafalso ou a prancha, mesmo que um deles tenha sugerido jogar uma bomba nos chamados ''trolls'' e concomitantemente ceifar a vida de alguns inocentes. Apenas peço os rigores da lei. Peço isto com a maior brevidade possível. É fundamental enquadrarmos os que, verdadeiramente, menosprezaram a dignidade humana.
DÉCIO SABBATINI BARBOSA (professor) - Londrina
Caso Jamys
Pelo carinho que tenho pelos dois filhos, imagino da dor da mãe deste rapaz que se envolveu neste tão complexo caso com a PM. Neste momento, todos se tornam solidários à família do carregador Jamys, mas ninguém analisou pelo ponto de vista dos membros da PM. Quem, em em sã consciência, teria coragem de ir a uma região daquelas, de madrugada, aonde o índice de ocorrências policiais é imenso? Com todo o respeito aos que ali moram, mas esfria a barriga só de pensar. Imagine o estado de espírito de quem foi, que também tem filhos, esposa, etc., e não sabe o que vem pela frente? Naquele horário, Jamys deveria estar com o som mais baixo. Deveria controlar os convidados e pedir desculpas aos primeiros policiais que chegaram. Sinal de humildade e educação desarmam gestos cruéis. Eles só foram chamados pela vizinhança que se sentiu incomodada com o som às alturas naquele horário. Duvido que os PMs chegaram para matar sem argumentação. Com policiais e autoridades só se discute na Justiça, nunca no peito.
CARLOS EDUARDO RODRIGUES (gerente comercial) Londrina
Meio-ingresso
Em virtude da ocorrência com muita frequência de situações de constrangimento devido às dúvidas por parte dos funcionários dos cinemas, em especial aos do Catuaí, sobre a validade da utilização da carteira de estudante para obtenção de desconto de 50% pelos estudantes de cursos preparatórios ao vestibular, solicito, através deste jornal, que os responsáveis pelos cinemas do Shopping Catuaí sejam informados que, no dia 17 de agosto de 2001, o sr. presidente em exercício Marco Antonio de Oliveira Maciel assinou a Medida Provisória Nº 2208 regulamentando em todo o território nacional o uso da carteira de estudantil para fins de obtenção de descontos. Sendo assim, entende-se, que não se questiona pela lei em que nível estudantil possa estar o aluno. O que vale é a apresentação do documento comprobatório da matrícula e frequência em um estabelecimento de ensino, no caso a carteira de estudante.
WALTER ABOU MURAD (biomédico) Londrina
Lula
Há pouco mais de 2 anos, assumia a Presidência da República o ex-metalúrgico chamado ''Lula'' da Silva. Cheio de sonhos, planos e com uma liderança com movimentos sociais, tais como MST e sem-teto, sendo um verdadeiro Deus. Aos poucos Lula foi chegando à conclusão que é muito mais fácil ser oposição e, após mais da metade de seu mandato, conseguiu não agradar aos seus adversários e, pior, desagradar seus maiores aliados. Porém, como dizem seus ministros, o país está caminhando, está evoluindo, mas não se sabe pra quem? Lulinha comprou um avião de milhões para suas missões sociais na África, se esquecendo das missões sociais no Brasil. Até em seus planos de poucos reais, tais como Bolsa Família e Escola, a corrupção se mostra presente em R$ 15 ou R$ 20.
FRANCISCO BONI (advogado) Santa Cruz de Monte Castelo (PR)
Duplicação da PR-445
Os municípios de Londrina e Cambé têm sofrido demais com o trânsito caótico no trajeto da PR-445, notadamente no trecho compreendido entre a rotatória da via Expressa e o trevo Londrina/Cambé. Este trecho está no perímetro urbano das duas cidades e possui intensa movimentação de veículos e de trabalhadores e moradores que se deslocam de uma cidade para outra e também para os novos bairros e condomínios que vêm crescendo nesta região. A rodovia também recebe intenso fluxo de veículos de estudantes que frequentam as diversas universidades existentes ao longo da mesma e de pessoas que se dirigem ao Shopping Catuaí, fatores estes que têm ocasionado filas, transtornos e acidentes diários, muitos com vítimas fatais. O governo do Estado vem propagando a realização de grandes investimentos nas rodovias do Paraná, tendo inclusive, no passado, promovido a duplicação de rodovia federal no trecho de Curitiba a Santa Catarina. Será que não seria a hora de promover a duplicação deste pequeno trecho entre Londrina e Cambé?
DIVALDO ANDRADE (funcionário público) - Londrina





