Ilusão
Quando tinha 14 anos, os militares tomaram o poder. Foram 20 anos de ilusões, isso para não entrarmos nos porões da ditadura. Em 1974 entrei na faculdade, saí em 1978, ou seja, entrei no Governo Médici saí na Governo Geisel, preciso dizer mais? A história todo mundo conhece. Vamos então ao motivo desta, que é simples e conciso. Confesso que tive esperança num governo que fosse antagônico a tudo que houvesse acontecido até então: Tancredo morreu. Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique decepcionaram. A esperança foi se afunilando e, mesmo não confiando muito, restou o Lula. Todas as fichas foram apostadas nele. Acreditava em mudanças radicais: salário mínimo digno, fome zero, suspensão do pagamento da dívida externa, mais empregos, reforma agrária... Tudo ilusão! Praticamente com dois anos e meio de governo quase nada foi cumprido. Houve só continuidade. Portanto, meu amigos, publicamente peço desculpas por ter defendido, muitas vezes até com veemência, a candidatura Lula. Peço também aos amigos políticos que não me peçam votos nas próximas eleições, serei obrigado a dar um sorriso amarelo, concordar que voto em vocês, o que será uma mentira desprezível, mas só uma mentira perto das que vocês nos dizem diariamente.
OSNILDO PIRES CARNEIRO (dentista) - Londrina
O caso do HU
É realmente inconsequente, preconceituosa e ofensiva a atitude de médicos residentes contra funcionários do Hospital Universitário. Cabe à Justiça (e não a vereadores e outros políticos) julgar e apurar os fatos, conduzindo para as providências legais necessárias. No entanto, o fato, muito veiculado e explorado pela mídia, tomou outras proporções com as quais não concordo. Tenho filhas universitárias e conheço médicos e futuros médicos que não se enquadram nos conceitos ''elite danosa'', ''monstrengos entupidos de informação e deformados não só eticamente'', conforme expressaram pessoas que parecem guardar muito recalque contra a classe. As acusações se generalizaram a ponto de todos se acharem no direito de julgar e atirar pedras, prejudicando e atingindo aqueles que nada têm a ver com o problema. Também considero preconceito dizer que todos os estudantes que passaram no vestibular para Medicina são ''filhinhos de papai'', não têm formação para a vida, são desumanos, sem ética e não respeitam as pessoas. O acontecimento é grave, sim, e retrata a falta de educação e de valores não só de profissionais da saúde, mas de tantos que vemos no dia-a-dia: polícia, educação, advocacia, comunicação, política e outros.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora) - Londrina
Curso do Incasp
Somos alunos do curso Normal Superior com Mídias Interativas ofertado pela UEPG que utiliza o espaço físico do Incasp. Este é mais um dos diversos cursos oferecidos por este órgão, o qual é o único de Londrina que capacita servidores públicos como universitários. Sabemos da importância do mesmo como formador de opinião e para o serviço público e que tal ação impetrada na Justiça tem cunho meramente político. Há mais de dois anos estudando dentro desta entidade assistimos todos os dias a dedicação de sua presidente buscando parcerias para disponibilizar aos servidores e dependentes os mais variados cursos (informática, cursos superiores, cursos de aperfeiçoamento profissional, especializações, etc.). O que a sociedade ganha com isso? Um servidor capacitado tem mais competência para atender a população (no nosso caso, estudantes-professores), temos de estar preparados e atualizados para ensinar e educar nossas crianças ou seja, nosso futuro. Ao invés de propor idéias e apoio à organização, o Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina parece não ligar para a importância do mesmo, restringindo-se a ataques pessoais e de fundamentos caluniosos.
TEREZINHA TIYOKO HOSHINO (estudante e outros 11 alunos assinam a carta) - Londrina
Assistência social
Convido o sr. João Irineu Resende, autor de carta publicada na edição de ontem da Folha, para conhecer os diversos programas sociais desenvolvidos pela Prefeitura de Londrina. Especificamente na área da assistência social, são investidos R$ 22 milhões ao ano em ações de combate à fome e à pobreza, na busca da inclusão produtiva e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Alguns dados sobre os programas sociais em Londrina: 1.500 crianças e adolescentes atendidos em 14 unidades do Viva Vida; 41 instituições conveniadas recebem R$ 10 milhões ao ano e prestam atendimento a 15 mil crianças, adolescentes, famílias e pessoas com deficiência; 14 mil famílias recebem benefícios de programas federais; oito unidades do Centro Regional de Assistência Social na área urbana e 11 comunidades na zona rural atendem 6 mil famílias; três abrigos municipais acolhem crianças e adolescentes; 49 grupos de geração de trabalho e renda; 5 mil famílias já participaram de terapia comunitária; ações de combate à violência sexual infanto-juvenil; atendimento sócio-cultural à população indígena; redução de crianças em situação de risco social nas ruas da cidade. Com respeito, participação popular através dos conselhos e compromisso com o cidadão, a Prefeitura de Londrina trabalha com seriedade e em benefício da população.
MARIA LUIZA RIZOTTI (secretária municipal de Assistência Social) Londrina

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