Ainda Jamys
Morro e não vejo tudo, ou melhor, não leio tudo - bordão popular aplicável ao episódio recentemente ocorrido em Londrina, envolvendo um trabalhador no auge da juventude e como tal, cheio de alegria e entusiasmo pela vida que, infelizmente lhe fora roubada graças à ação truculenta e assassina de alguns policiais militares. Dezenas de cartas publicadas neste jornal têm expressado opiniões variadas sobre o caso. Uma delas, porém, chamou minha atenção ao afirmar que o principal responsável e culpado pela morte de Jamys teria sido ele mesmo. Estupefata diante da absurda colocação, num instante de desvario imaginei Jamys golpeando violentamente o próprio crânio até o cassetete rachar-se ao meio e ele tombar desfalecido. Absurdo e inadmissível é querer justificar a desastrada operação policial colocando em xeque o caráter da vítima, simplesmente pela negativa inicial de abaixar o seu pobre e velho aparelho de som, como mostram fotos do cenário do crime.
ENEIDA MARIA SOARES ROSSI (professora aposentada) Londrina
Bode expiatório
Ninguém de nós aceita a violência. Principalmente, quando culmina em morte, como aconteceu no lamentável episódio do trabalhador Jamys Smith. Lamentar não basta! Também não basta apenas encontrar um bode expiatório, o tenente-coronel Manoel da Cruz Neto. Esse londrinense, pai de família honrado iniciou sua digna missão de policial em Londrina. Sacrificou esposa e filhos, rodando o Paraná. Galgou promoções e homenagens por merecimentos, sendo referência de equilíbrio, justiça e disciplina entre seus pares, e respeitado pela sociedade paranaense. No caso específico, Manoel fez o certo. Prendeu os policiais envolvidos, mas foi infeliz com uma frase solta, impensada e valorizada pela mídia. Foi exonerado e, de repente, transformado em algoz. Será que sua exoneração vai mudar a segurança em Londrina? Mudará a estrutura da PM, a filosofia de trabalho, o estresse das escalas apertadas (em função do efetivo), a valorização do ser humano, a remuneração, auto-estima, controle emocional e a dignidade familiar?
FÉLIX RIBEIRO (professor) - Londrina
Ação social
A Folha trouxe na edição de 5/5 (cartas) uma apaixonada defesa da Secretária Municipal de Assistência Social, assinada pelos funcionários daquela secretaria e conselhos. Nada tenho quanto ao mérito ou títulos pessoais de ninguém, principalmente daqueles que se colocam refém da ganância explícita, necessitando inclusive de defesas públicas. É indispensável para uma autoridade municipal conhecer bem sobre dinheiro público e zelar pelo seu currículo. A população tem interesse em seu trabalho e cobra resultados satisfatórios. Falar de Assistência Social oferecida pelo Município é uma piada de mau gosto porque se há verba, não há uma política coerente, muito menos sabedoria em sua distribuição. Quem se lembra de alguma prestação de contas sobre o terceiro maior orçamento do Município? Quanto e para quem é distribuída essa verba? Qual o custo de sua estrutura? Baseado em que se faz a partilha entre aqueles que são o seu público-alvo? Falar em decisão de Conselhos não vale, porque estes são caudatários, inoperantes e os poucos componentes que são do ramo serão sempre votos vencidos nas decisões.
JOÃO IRINEU RESENDE (advogado) - Londrina
Trabalhador Rural
Nesta data em que se comemora o Dia do Trabalhador é importante lembrar que há muito pouco tempo os direitos desses trabalhadores não eram assegurados, como o registro em carteira, fato que impedia o acesso aos direitos trabalhistas e à aposentadoria para uma velhice digna, numa grande injustiça contra os trabalhadores rurais. Hoje os trabalhadores rurais já conquistaram alguns direitos essenciais, por isso damos os parabéns aos homens e às mulheres do campo pelos relevantes serviços prestados e pelas grandes conquistas que dignificam a sobrevivência dos povos nesta data em que se comemora 34 anos da publicação do Programa de Assistência ao Trabalhador Rural - Lei Complementar nº 11.
MARIA ANGELA SANTINI (vereadora) - Londrina
Londrina solidária
O Grupo de Apoio Pró-Vida, que há 15 anos trabalha voluntariamente em prol do Hospital Infantil Sagrada Família e Santa Casa de Londrina, teve a satisfação de constatar mais uma vez o espírito de solidariedade do londrinense. Na última atividade beneficente, a Tarde Solidária, realizada este mês, as expectativas do grupo foram superadas com a adesão de mais de 90 patrocinadores e colaboradores e cerca de 500 convites vendidos. Assim, é com muita honra que o Grupo de Apoio divide com a população o sucesso do evento. O balanço da Tarde Solidária será fechado nos próximos dias. Mas, independente dos valores arrecadados, um envolvimento tão significativo da sociedade em prol de causa nobre como o atendimento à saúde da população carente, merece ser respeitado e destacado. Por tudo que já se conseguiu a partir da colaboração da sociedade, o Grupo de Apoio Pró-Vida agradece a cada um que atendeu o pedido de suas voluntárias.
LEONICE CAMARANI EL KADRI (presidente do Grupo de Apoio Pró-Vida da Irmandade da Santa Casa) - Londrina

mockup