CARTAS
Orkut
Como em todas as profissões existem os bons e os ruins, a única conclusão a que podemos chegar diante da atitude dos ''Amigos do Orkut'' que se dizem futuros médicos, é que infelizmente eles são o lado ''podre'' da classe. E pobre daqueles que tiverem a má sorte de um dia entrarem em seus consultórios, pois, com certeza, ao saírem serão taxados de novos ''trolls''. Então, Guilherme, Ellen, Naiara, Leandro, Juliana, Carol, Rodrigo, Viviane, Heloísa, Adnréa, Fernando , André, Daniel, Rodolfo, Luiz Augusto, Fernando Koala, Janaina, Gabriel, Luiz Jorge, Glaucio e Mariano, será que vocês serão dignos de vestir o ''branco'' utilizado por todos aqueles que juram salvar vidas, independente de cor, raça, credo e classe social? Que a vida lhes ensine o que é ser digno dela.
Sonia de L. Herculano (funcionária pública) Londrina
Caso Jamys
Vivemos em uma sociedade democrática e a princípio podemos expressar livremente nossas idéias e pensamentos até os mais absurdos. Contudo vir a público e tentar justificar a atitude de extrema violência cometida por políciais do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina é uma afronta à Constituição Federal ou a qualquer cristão que tenha o minímo de respeito a vida. Em primeiro lugar, pseudos policiais deveriam zelar pela vida protegê-la. Ao contrário, o grupo preferiu julgar, sentenciar e executar o jovem Jamys. As acusações que pesaram contra ele foram: som alto e desacato a autoridade. Jamys foi sumariamente condenado sem direito a apelação em tribunal semelhante ao que execultou o jornalista Tim Lopes. Pergunto aos paladinos favoráveis ao corporativismo policial se suas argumentações permaneceriam inalteradas se a vítima fosse um de seus entes queridos?
Roberto G. Teixeira (empresário) Londrina
Coerência
Como pode alguém pensar que o culpado pelo espancamento do carregador Jamys Smith da Silva é ele próprio? Vamos separar os fatos. O carregador é culpado a partir do momento em que desrespeita a lei do silêncio, mas acredito que a punição através do espancamento não existe, oficialmente pelo menos, no Brasil. Se todos que excedem o volume de sons e bares fossem punidos como esse rapaz foi, teríamos uma cidade de surdos após as dez da noite. Jamys Smith deveria ser punido como a lei prevê. Os policiais, que, teoricamente ao menos, são treinados para acabar com atos de rebeldia e resistência, certamente não saem de suas casas pensando em espancar alguém. Agora, aceitar que a atitude desses que estão para servir e proteger a todos, inclusive Jamys, foi correta é o mesmo que dizer que o carregador estava certo ao manter alto o volume do som.
LEONARDO VICTOR OLIVEIRA ROSA (estudante) Londrina
Tirar do sério
Lendo a reportagem sobre ''O que me tira do sério'', publicada pela Folha de Londrina no dia 14/5, deparei-me com o caso do aposentado Sebastião Cassiano de 66 anos que teve um ataque cardíaco e morreu ao saber que depois de passar quatro anos economizando para recuperar seu carro (uma Brasília), o mesmo havia sido leiloado pelo Detran. Isso me tirou do sério porque estamos cansados de noticiários sobre políticos corruptos que roubam descaradamente os cofres públicos e nunca ouvimos falar que algum deles tiveram seus bens leiloados. Enquanto pessoas humildes e trabalhadoras sofrem para conseguir alguma coisa, na primeira infração que cometem são julgadas e tiram aquilo que lhes pertencem. Com os políticos corruptos nada acontece.
JAIR DE CAMPOS (microempresário) Ibiporã
Febre Aftosa
Venho por meio desta contestar algumas informações divulgadas na matéria ''Fórum comemora conscientização do pecuarista'', veiculada na Folha de Londrina, em 21/05 (sábado), na página 3 da Folha Economia. Em nenhum momento, declarei que os pecuaristas anteriormente compravam a vacina para satisfazer a fiscalização e que não vacinavam o seu rebanho. Pelo contrário, disse que a preocupação com a Febre Aftosa no Estado iniciou-se na década de 1960 (há mais de 40 anos), numa parceria pública e privada, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB) e suas instituições vinculadas principalmente o setor de Defesa Animal, com as entidades representativas da classe e por meio da ação individual de cada agropecuarista. E que este trabalho bem feito veio culminar com a comemoração de 10 anos do Paraná sem a presença da Febre Aftosa. Além disso, considero que a ação deve ser mantida com a devida atenção e empenho para que continuemos com este mesmo status. Afirmo ainda que as outras informações prestadas durante a entrevista estão de acordo com a minha opinião.
EDSON NEME RUIZ, presidente da Sociedade Rural do Paraná





