CARTAS
Gastança
Quero parabenizar a Folha de Londrina pelo comentário do último sábado (''Nem política fiscal, nem investimento'') em que fica clara e exposta toda gastança do governo. Uma provocação num país tão pobre. É isso mesmo, que os novos donos do Brasil, concentrados em cargos importantes lá em Brasília saibam que pelo menos a população está gritando e não se conforma com os desmandos e gastança com dinheiro do imposto que pagamos com dificuldade. Até quando vamos ter que suportar isto, ou seja o empreguismo e a falta de investimentos públicos.
Atílio Z. Josti (comerciante) Paranavaí
Orkut e HU
Indignação não falta à sociedade frente a este episódio. Gostaria de informar aos infelizes que fizeram os comentários que há sim como provar e detectar pontualmente quem participou deta afronta. Apresento a estes ''espertalhões'' o IP (internet protocol). Isso é o RG na internet e, através dele, vocês serão identificados e punidos. Aproveito para esclarecer que não se trata de racismo o que foi feito no Orkut, e sim injúria. Aos pseudo-médicos (não se pode também macular a classe médica por conta de alguns delinquentes de branco) que fizeram isso, deveriam, além de conhecer melhor a internet, conhecer também o artigo 140 do Código Penal.
EDUARDO FARIA DE OLIVEIRA CAMPOS (advogado) - Londrina
Desgoverno
O inocente povo desta nossa maravilhosa terra paga muito caro por acreditar em políticos e elegê-los para cargos cuja administração exige capacidade. Como poderia ser considerado exagero ou mesmo crueldade cobrar sobre Educação, Saúde ou Segurança Pública, esta manifestação é apenas sobre a emissão de uma Carteira de Identidade. Quem, em Londrina, no início do ano apresentou a documentação solicitada, submeteu-se àquela moderna liturgia datiloscópica, ainda em uso, e pagou (adiantado) uma taxa para poder vir a portar este valioso documento, foi informado que deveria ir buscá-lo após 120 dias. Interpelada sobre tal absurdo, a atendente informou que o Instituto de Identificação do Paraná (IIP) esteve com alguns problemas e que logo tudo estaria bem. Transcorrido o prazo, mais constrangida a funcionária agora sem maiores defesas, orientou que não retornasse para buscar a tal carteira antes de 60 ou 90 dias. Os problemas do IIP hoje são maiores! Na capital não se sabe, mas se a segunda cidade do Estado espera, por enquanto 210 dias para que a Secretaria de Segurança Pública cumpra a sua antiga função de emitir tal documento, o suspense fica por conta de como estão sendo tratadas as solicitações das outras cidades. Como fica a cabeça de um cidadão, sabedor que uma obrigação, aparentemente menor, dessa Secretaria tem esse tratamento, qual seria o dado às maiores? É provável que isto seja um indicador seguro do porquê o governo precisa gastar milhões em propaganda sobre a sua eficiência.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (aposentado) Londrina
Conduta do homem
O homem é macaco literalmente, está na cara, é fato inconteste! Levou milhões de anos para fazer uso do fogo, dos metais, da roda... Hoje, conta com tantos conhecimentos tecnológicos-científicos e vê o homem das cavernas como muito primitivo. Daqui a alguns anos, verá como estamos atrasados, como somos ignorantes, ainda mais primitivos, não muito distantes do homem das cavernas. A conduta do homem atual e as medidas absurdas que pratica devem ser entendidas como normais porque, queira ou não, somos bichos, somos macacos.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) Campo Mourão
Equilíbrio
Sou morador no centro da cidade e convivi, por muitos anos, com o barulho de um bar que me incomodava até o amanhecer do dia. Foram muitas noites em claro e, por consequência disso, deixei que se instalasse em mim muita ira e até desejo de vingança. Denunciei várias vezes junto à Prefeitura e à Polícia, fiz contatos com alguns políticos e, mesmo assim, nunca obtive o desejado que era o encerramento das atividades deste estabelecimento. Por muitas vezes fui espectador de jovens usando drogas e bebidas, prostituindo-se, usando de ofensas verbais do mais baixo calão e muitas brigas. Com a morte de um jovem, dias atrás por policiais pela denúncia dos vizinhos em relação ao barulho que ele provocava, me fez recordar e pensar sobre o equilíbrio ou melhor, o desequilíbrio extremado que nós, seres humanos, somos expostos todos os dias nestes tempos difíceis de convivência social. Buscar este equilíbrio requer um esforço superior à natureza ou às forças do homem. Como julgar uma situação em que todos os envolvidos estavam, naquele momento, sem o equilíbrio necessário para cessar a celeuma que havia se instalado? Qual a justificativa das atitudes dos policiais em levar a óbito o rapaz? Então fica uma pergunta: onde buscar este equilíbrio? Independente do credo ou religião, creio que devemos voltar nossos olhos a Deus.
EDILSON PANICKI (estudante) Londrina





