Remédios
O medicamento é essencial para o tratamento do paciente sem ele de nada valeu a consulta médica. Além da falta de medicamentos em Londrina, a fila para consulta médica de qualquer especialização é de quatro meses ou mais. Nas eleições o sr. Nedson disse que iria acabar com esta fila que tanto sacrifica os mais humildes e necessitados. Além de ser uma obrigação de campanha, é um direito do povo que não está sendo cumprido.
ADALBERTO TOBIAS ROSA (aposentado) Londrina
Caso Jamys
Ao analisarmos com sensatez o ocorrido com o jovem Jamys Smith da Silva, observamos que o excesso de fato ocorreu. Mas também ficou claro que este jovem afrontou e desacatou a Polícia, o que não significa que os fins justificam os meios. Será que nossos policiais são tão despreparados assim? O despreparo de uma parte dos policiais é o reflexo do descaso do governo (falta de incentivos e valorização pessoal) e da educação dos cidadãos, pois somos criados ouvindo que a Polícia serve apenas para nos fiscalizar, e isso já causa uma aversão natural ao cumprimento do dever imposto pela lei. Não podemos e nem devemos nivelar todos os policiais militares por erros cometidos por alguns, pois certamente estaríamos sendo injustos com todos aqueles que se dedicam e são capazes de dar a própria vida em defesa da sociedade. Nossos heróis nem sempre recebem os louros por tudo o que fazem na proteção da sociedade.
RAFAEL FILGUEIRAS DOS REIS (personal trainner) - Londrina
Acidente de trabalho
Infelizmente o tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, ex-comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar cometeu um acidente de trabalho ao afirmar que o lamentável episódio Jamys Smith, que deu manchete nacional, fora um acidente de trabalho. Digo infelizmente porque o ex-comandante vinha desenvolvendo um brilhante trabalho na cidade, mesmo com um destacamento sucateado. Alguém já parou para pensar que o ex-comandante, no momento da infeliz entrevista, poderia estar mal-informado do episódio?
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) Londrina
Direito de defesa
Não se fala em outra coisa em nossa cidade a não ser do caso dos policiais que supostamente mataram um trabalhador de forma brutal e covarde. A imprensa esculacha os policiais, exige justiça, medidas eficazes de todas as autoridades. Entretanto, cabe notar que todas as versões veiculadas e divulgadas, foram advindas de depoimentos das vítimas das ações dos policiais e de seus amigos ou parentes que estavam na ''festa''. Aos policiais não foi concedida a ampla defesa nem o contraditório, princípios que estão erigidos na Constituição Federal, evidenciando-se claramente que está existindo um cerceamento de defesa por parte das autoridades que querem punir supostos criminosos como uma forma de dar ''exemplo'' para os poucos acusados que chegam ao seu alcance.
RAFAEL SOARES (estudante) Londrina
Heróis ou bandidos?
Lamentavelmente o jovem Jaymes Smith da Silva foi morto durante uma equivocada ação policial. Faltou bom senso de ambos os lados. Como sempre, após uma tragédia ouvimos os mesmos discursos inflamados por parte dos ''especialistas''. No futebol, quando um time não produz a contento troca-se o técnico, mas em se tratando de segurança pública sempre trocamos o gandula, é mais fácil e mais cômodo. Em que pese a incontestável competência do novo comandante, de nada adiantará a troca de comando se não enfrentarmos o âmago dos problemas que afetam as forças de segurança. Atribuir apenas ao tenente-coronel a culpa pelo triste incidente em Londrina é não querer enxergar a profundidade da crise.
CLÁUDIO MARQUES DA SILVA (delegado de Polícia) Nova Fátima (PR)
Dignidade
Lendo a reportagem ''Dignidade'', publicado neste jornal no dia 6/5, resolvemos partilhar a experiência que tivemos quando da enfermidade de nossa mãe. Às 3h20, uma quarta-feira, sentada à beira da cama, segurando sua mão direita e brincando em seus cabelos brancos, senti que nossa mãe se despedia deste mundo. Elevei uma prece a Deus e pedi que Ele a acolhesse em seus braços e cuidasse bem dela. Com AVC (derrame) há 5 anos ela nunca mais andou e câncer ósseo há 1 ano e meio, nossa mãe recebeu toda atenção possível. Suas 5 filhas, os genros, netos, bisnetos, a cuidadora, vizinhos e amigos não pouparam esforços para dar-lhe qualidade de vida, apesar da situação em que se achava. E, apesar de não sair da cama, e de fazer alimentação líquida (tinha dificuldade para engolir), conversava, ria, brincava e acolhia a todos que ali chegavam, com seus risonhos olhinhos azuis. Agora, comentamos quão seriam tristes e desesperados seus dias e os nossos se ela tivesse permanecido num hospital, à espera da despedida! Para nós, restam a saudade e o conforto de termos estado ao seu lado, levando-lhe nosso carinho e amor até o fim. Tomara que muitas famílias, tendo seus velhinhos doentes e sem esperança de cura, possam dar-lhes a oportunidade de viverem seus últimos dias em casa cercado de atenção e partirem com calma, serenidade e dignidade.
MARIA ESTER GALVÃO DE SOUZA (professora e suas quatro irmãs assinam a carta) Londrina

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