Outro lado
Nenhum ser humano que veste uma farda e deixa seu lar e sua família para trabalhar em prol da comunidade tem em mente tirar a vida de outra pessoa. O principal responsável e culpado pela morte do sr. Jamys Smith da Silva, pela sucessão dos acontecimentos, é o próprio. Ou iremos culpar os ''desrespeitadores vizinhos'' que ousaram chamar a Polícia para impedir que o sr. Jamys exercesse seu direito de incomodá-los em plena madrugada? Sim, porque tivesse ele respeito aos demais, os policiais nem seriam chamados. Mais, fosse um cidadão exemplar e de bem, como tenta a imprensa fazer acreditar, teria respeitado a presença policial, mas não parece que isso tenha ocorrido, mas desafiado os mesmos. Muito cômodo criticar os policiais. Gostaria de ver os críticos usando uma farda e no local, mantendo a calma e equilibradamente retirando da casa o aparelho de som, claro sem nenhuma resistência por parte do ''compreensível e respeitável'' cidadão e seus convidados.
JOSÉ EDUARDO ZORATTO (funcionário público estadual)
Londrina
Respeito
Lendo a seção cartas de terça e quarta, deste jornal, percebi que, com exceção dos srs. Anísio Santos e Allan James, todos analisaram a morte do rapaz sob a ótica da vítima. Mas, e o fato que desencadeou o espancamento e, em seguida, a morte, ou seja, o som alto? Se condenarmos somente os policiais estamos sinalizando que podemos tocar o som onde quisermos, a hora que quisermos e no volume que quisermos. Precisamos ser sensatos e opinar os fatos com isenção. E os fatos são a morte do rapaz e o desrespeito ao próximo através de um som num volume não adequado.
CARLOS MASSANORI MORIMOTO (estudante) Londrina
Farmácias
O que está em jogo na consulta pública (CP) 31 da Anvisa, que vem tolher o direito de exercício da profissão farmacêutica, da livre escolha do consumidor e do médico prescritor, é o interesse mercadológico. Não há argumentos plausíveis para essa CP no que se diz respeito à proibição de manipular medicamentos nas mesmas doses fabricadas pela indústria, de exigir que o médico se justifique por escrito quando necessitar prescrever alguma associação de medicamentos e nem a proibição da propaganda ao médico, sendo esta última muito contraditória, uma vez que sabemos que as indústrias todos os dias fornecem amostras e divulgação aos consultórios médicos através de seus propagandistas. Peço que se manifestem para que a Consulta Pública 31 não seja aprovada na íntegra, por interesse de mercado e não da saúde de seres humanos, que é o que deveria ser o verdadeiro alvo de preocupação de todo profissional consciente.
ANA GABRIELA SANGLARD FARIA (farmacêutica) Londrina
Multinacionais
A polêmica sobre a consulta pública da Anvisa recai sobre a reserva de mercado para a indústria (principalmente as multinacionais pouco preocupadas com a saúde pública em um país como o nosso onde a grande maioria das pessoas não tem dinheiro para pagar pelos remédios de que precisa) e não sobre as normas que resultem em maior qualidade e segurança para os produtos manipulados. A RDC 33 de 2000 que normatiza a produção de manipulados e será reformulada ao final desta consulta pública, significou um enorme avanço em qualidade e segurança para o setor. Sofremos agora pressão semelhante à da época da votação da lei dos genéricos, que resultou em opção que até então não havia aos brasileiros, de pagar menos por produto sem grife, mas de qualidade. Se ficar como está a consulta pública, a nova resolução irá inviabilizar as farmácias de manipulação, tirando esta importante opção de tratamento, principalmente aos que fazem uso continuado de remédios ou necessitem de fórmulas personalizadas.
ROSANGELA SPERANDIO CHAMMÉ (farmacêutica) - Londrina
Preconceito
Foi com surpresa que, em um artigo (17/5) de autoria do sr. Domingos Pellegrini Júnior, jornalista e escritor, encontramos que uma das supostas causas dessa ação preconceituosa no HU está no ''sistema educacional que exige de um candidato a médico, por exemplo, conhecimentos de Matemática e Física. Para que um médico precisa saber isso?'' Se o sr. Pellegrini quis dizer que o médico deveria ser melhor preparado no trato dos seres humanos, fazemos coro com sua preocupação, mas, ao dar como exemplo de ''deformação e castração'' o ensino da Matemática e da Física a médicos, ele está sendo tão preconceituoso como aqueles a quem acusa. O sr. Pellegrini não estaria fazendo confusão entre matemática e aritmética? O sr. tem idéia do que seja um aparelho de Raios-X, um tomógrafo, um aparelho de ultrassom, um aparelho de ressonância magnética? O sr. tem conhecimento do que é um tratamento por radioterapia? Sabe o que é dinâmica de fluídos e de como o coração impulsiona o sangue pelo corpo? O sr. já ouviu falar que os impulsos nervosos são transmitidos pelo corpo através de sinais elétricos? O sr. procuraria um médico que não soubesse nada disso? Sr. Pellegrini sirva de exemplo a esses jovens que ainda têm muito a aprender. Reconheça que, através deste artigo, o sr. demonstrou ter opinião preconceituosa.
MANUEL SIMÕES FILHO e MARCOS DE CASTRO FALLEIROS (professores de Física da UEL) Londrina

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