Violência policial
A morte por espancamento do jovem Jamys Smith da Silva é um fato repugnante e sintomático no que diz respeito à atuação da Polícia Militar. Um acontecimento como esse é um absurdo e mostra a forma desumana com que as autoridades policiais tratam as pessoas. Mesmo que se tratasse do mais inescrupuloso bandido, esta atitude não se justificaria. Espancar até a morte uma pessoa desarmada, por um motivo fútil, é estarrecedor. Poderíamos até admitir que os rapazes que faziam a festa tenham ultrapassado os limites e desacatado as autoridades policiais. Mas, em um procedimento normal, os mesmos deveriam ser recolhidos e encaminhados à delegacia para responderem os processos cabíveis, de forma civilizada. Mas espancar as pessoas já é, em si, um ato criminoso. Espancar até a morte é inadmissível. Que esses policiais sejam definitivamente expulsos da corporação e respondam criminalmente por seus atos. E que essas práticas exageradas e indiscriminadamente violentas sejam urgentemente revistas, pois se as coisas continuarem assim jamais teremos condições de confiar nas autoridades policiais.
ANDRÉ DE SOUZA VIEIRA (analista de sistemas) - Londrina
Ao acordar ontem de manhã e ler a Folha, deparei-me com uma triste e angustiante notícia: devido a um ''acidente de trabalho'' a polícia que deveria zelar pela nossa segurança e tranquilidade assassinou brutalmente um pai de família, um rapaz trabalhador que deixa esposa e um filho de seis meses. Estou comovido com tal situação, pois sou pai. Fico imaginando o que irão dizer para esta criança quando ela crescer e perguntar pelo pai? Será que ela um dia irá compreender que seu pai foi brutalmente assassinado devido a um ''acidente de trabalho'' da polícia? Será que este argumento ameniza a dor da mãe e da esposa deste rapaz? Acredito que não. A única coisa cômica desta situação foi o argumento utilizado pelo comandante da polícia. Nesta história merece ser dado ênfase à decisão de afastamento do comandante e a expulsão dos policiais envolvidos neste ato vergonhoso. Tal decisão foi tomada pelo secretário de Segurança do Paraná, Fernando Delazari. Parabéns secretário pela atitude, mas gostaria de mobilizar a população para que seja dada toda a assistência à família deste rapaz.
MICHEL MACHADO (analista financeiro) Londrina
Ontem de manhã sentei para tomar meu cafezinho e como sempre ler a Folha de Londrina. Qual não foi meu espanto com a primeira notícia do jornal: espancamento de um ser humano até a morte por policiais. Além de ser espancado, ele foi agredido verbalmente de ''negrinho folgado''. Quando houve aquele episódio no jogo em que o argentino Desábato ''brincou'' chamando Grafite de ''negrito'' fizeram o maior estardalhaço e sensacionalismo na mídia. E agora? Com este episódio que ocorreu aqui em Londrina, quem vai ser punido? O que as autoridades competentes vão fazer? É o que vamos ver. Estou com vergonha de tudo isso. E pensar que estou pagando meus impostos, deixando aqui nesta cidade uma parte do suor do meu trabalho e para quê? Para que ninguém faça nada para melhorar a minha querida Londrina. Às autoridades competentes meu cordial parabéns! Imagino como seria se isso tivesse acontecido com alguém de suas famílias?
MARIA REGINA MINTO REYES (secretária) Londrina
Dessa trágica ocorrência se aprende: a polícia ''brucutu'' não é treinada para defender o cidadão. E o cidadão tem que respeitar o vizinho e a polícia, senão sempre será mais uma vítima .
WALDYR MARTINS CUNHA (nutricionista) Londrina
Um tremendo absurdo a forma como tem agido os policiais na nossa cidade e nas demais. A lei tem que ser analisada e refeita. Como podemos confiar no policiamento se somos recebidos dessa maneira? Eu mesma já presenciei alguns desses atos de agressão dos policiais. Tenho vergonha do policiamento. Eles exigem respeito, mas tratam o povo como se fosse cachorro e o que acontece? Nada!
ANDREA CAROLINE ALVES DA SILVA (recepcionista) - Londrina
O tenente-coronel Manoel da Cruz Neto fez uso de palavras erradas para descrever o ato de maus policiais. O que nós, cidadãos brasileiros, esperamos da polícia é que ela respeite brancos, negros, pobres e ricos. Nesse momento em que nos preparamos para discutir o problema de armas de fogo no Brasil, poderíamos também incluir o problema do mau preparo dos policiais. Eles deveriam passar por um curso universitário. Aulas de relações humanas, Direito, talvez fizessem com que eles aprendessem a usar outro tipo de força: a da mente. Quando não tivermos mais armas nas ruas e tivermos policiais melhor preparados, talvez um dia teremos vergonha de olhar os policiais com cassetete.
CLAUDECI SOUZA (eletricista) - Boston (EUA)
Residentes do HU
O editorial da Folha, do último dia 13, abordou com muita propriedade e equilíbrio o envolvimento de estudantes de Medicina da UEL com a internet, usando-a para fazer comentários desairosos sobre funcionários, médicos e professores do Hospital Universitário. Este conceituado jornal, em 21/9/2003, produziu matéria especial sobre crimes na internet, quando então manifestei minha preocupação no artigo ''Covardia do anonimato''. O que vemos é a tentativa de ferir a honra de pessoas que estão cumprindo com responsabilidade as suas atribuições profissionais. Os autores das mensagens escondem-se covardemente na penumbra do anonimato dos meios eletrônicos de comunicação, sem medir as consequências danosas a que estão sujeitas, empresas e pessoas escolhidas. O ataque anônimo e gratuito é a infâmia oculta atrás da insinuação maldosa e, geralmente, parte de pessoas que estão sempre em guerra com os outros, justamente por não estarem em paz consigo mesma.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA (auditor fiscal da Receita Estadual) - Apucarana

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