Residentes do HU
É lamentável o ocorrido em nossa cidade. Gostaria de dizer à sociedade e aos profissionais que foram ofendidos que devemos manter uma postura lúcida, porém enérgica no julgamento do episódio. Temos que nos mobilizar para que sejam apurados os fatos e punidos os transgressores. Entendo que a revolta acaba fazendo com que fiquemos com raiva dos médicos residentes que nada têm a ver com os ''medíocres do Orkut'', mas devemos tomar cuidado em não generalizar a questão para que não se cometam injustiças e não façamos os pacientes sofrerem mais ainda. Eu mesmo já sofri com o descaso e o senso de superioridade de médicos no HU, no PAI e no Hospital Infantil, profissionais que acham estar prestando um favor, fazem diagnósticos a olho nu, na maioria das vezes errados (isto quando olham para a cara do paciente). Parabéns aos responsáveis pela reformulação do currículo do curso de Medicina da UEL, que prega a ''humanização no atendimento e o trabalho interdisciplinar ''. Deveríamos refletir se estamos dando o devido valor a este quesito em nossas vidas.
LEANDRO FERMINO PEREIRA (escriturário) Londrina
Lamentavelmente, Londrina presencia um fato triste praticado por um grupo de alunos do curso de Medicina. Os comentários maldosos, repugnantes, racistas e preconceituosos atingem todos nós, como um soco no estômago, com tal intensidade que nos causa dor e náusea. Os efeitos deste episódio estão se propagando de tal maneira que a figura do médico está sendo atingida e isto é preocupante. A desconfiança e o descrédito foram instalados, mancharam o avental branco dos médicos, e nós, conselheiros de Saúde, estamos em defesa dos médicos comprometidos. Quero aproveitar para pedir ao Conselho Regional de Medicina uma punição exemplar aos responsáveis por este triste episódio.
LIDMAR JOSÉ ARAÚJO (conselheiro de Saúde Jardim do Sol) Londrina
Espero que este fato não acabe prejudicando as pessoas que dependem do Hospital Universitário (HU). Temo que comece uma briga interna entre médicos e funcionários o que seria prejudicial para a população. Meu pai se formou na primeira turma de Medicina da UEL e quando vi a matéria fiquei muito triste em saber que pessoas que pensam assim podem, um dia, estar me tratando.
PAULO HENRIQUE PEGORARO DE GODOI (administrador) - Londrina
Racismo
Em 13 de maio de 1888 era aprovada a Lei Áurea que abolia com a escravidão no Brasil. Agora, precisamos de uma lei que venha extinguir qualquer tipo de racismo, principalmente contra negros e índios. ''Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele'', já dizia Martin Luther King. Parabéns à professora Mara Vitorino pelo artigo ''Racismo: de que cor é a estupidez?'' publicado ontem na Folha.
WILSON LINO SANT'ANA (contador) Ibiporã
PIC contesta
Com relação à reportagem veiculada pela Folha em 8 de maio, que envolve a Promotoria de Investigação Criminal (PIC), são necessários esclarecimentos para que não pairem dúvidas quanto à atuação do órgão durante a passagem da CPI Federal do Narcotráfico pelo Paraná. Todos os trabalhos realizados pela Comissão foram precedidos por investigações feitas pela PIC, em conjunto com o grupo FERA, da Polícia Civil. Na sequência, a Promotoria acompanhou todo o trabalho realizado no Paraná pela CPI, dando-lhe total suporte. Com o término dos trabalhos da CPI, centenas de documentos relativos às provas vieram à PIC, para investigações subsequentes, e, afinal, todos os casos em que havia provas da prática de crimes foram denunciados à Justiça. As decisões que o Judiciário deu aos processos é questão que foge ao poder de deliberação da PIC. Quanto ao tenente-coronel Valdir Copetti Neves, jamais afirmei ter sido ele a principal testemunha da CPI, nem que os trabalhos realizados tiveram sucesso por sua causa. Ele foi arrolado como testemunha pela Comissão, e não pelo MP. Há, na PIC, procedimento contra o tenente-coronel, no qual constam denúncias de que teria extorquido confissões de dois PMs do interior do Estado. Este procedimento foi por mim arquivado, por falta de provas. Entretanto, os autos de investigação foram desarquivados no período em que o doutor Luis Fernando Delazari integrava nova equipe da PIC, período em que me afastei da Promotoria. O desarquivamento ocorreu em 21 de maio de 2003 e, em mais de um ano, nada foi feito para provar a culpa do oficial. Encontrei os autos tal como os deixei, em abril de 2004. Portanto, disparatada a afirmação do dr. Delazari de que se estivesse na PIC tudo seria diferente. Quanto à minha afirmação de que meus telefones estão grampeados, além das circunstâncias indicarem isto, há procedimento, na PIC, onde consta depoimento de pessoa que trabalhou no NURCE, órgão subordinado à Secretaria de Segurança, no qual consta afirmação de que estavam realizando interceptação ilegal de meus terminais telefônicos. É lamentável que o hercúleo trabalho que foi levado a cabo pela PIC em condições absolutamente adversas - porquanto com a notória má vontade da área da Segurança Pública da época - não seja reconhecido.
DARTAGNAN CADILHE ABILHOA (procurador de Justiça e coordenador da PIC) - Curitiba
Correção
- As exposições do projeto ''Arte Londrina'', que contará com mostras individuais e coletivas de artes plásticas, vão acontecer na sede da Casa de Cultura da UEL (Rua Mato grosso, 537) e não no saguão do Teatro Ouro Verde como consta num título publicado na Folha 2 de ontem.

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