CARTAS
Vale abandonado
Lendo a edição de sexta-feira (6/5) da Folha pude constatar que, assim como eu, o chefe regional do IAP e o assessor de recursos hídricos da Secretaria Municipal do Ambiente reconhecem que a deposição de entulho e as queimadas são crimes. Resta saber se pensam isso somente com relação à UEL ou se vale para o resto cidade. Pergunto isso, pois já fiz várias denúncias a estes órçãos, tendo inclusive falado diretamente com o assessor de recursos hídricos sobre a situação do fundo de vale do Ribeirão Cambé, na Rua Armando Balarotti no Portal de Versalhes 1. Naquele fundo de vale, além da deposição de entulhos e de queimadas existem, ao menos, dois depósitos de lixo. Além disso, na Rua Acylino A. do Nascimento (do outro lado vale) tem até uma casa. Essa não é a única coincidência. Este fundo de vale também é local preferencial para que os catadores de lixo façam uma ''peneira'' naquilo que recolheram durante o dia deixando o que não interessou espelhado por toda a rua. Contudo, eles não são os únicos. Tem gente que chega de carro (bom) para lá deixar seus sacos lixo, outros deixam sofá, cama, colchões, vaso sanitário, inclusive. Até caminhões depositam terra nas margens do fundo de vale. Ah, já ia me esquecendo: o fundo de vale serve também para desova de cadáveres. O que é preciso fazer para que as autoridades tomem providência? Por que somente os ''igapós'' da região central são bem cuidados e merecem investimentos milionários? Por que penalizar a UEL se nos terrenos da Prefeitura as mesmas coisas ocorrem e ninguém toma providência?
PATRÍCIA DE CASTRO SANTOS (professora universitária) Londrina
Timemania
Mais uma vez a falta de ética e respeito ao povo foram atropelados pelo governo ''popular'' do PT. A Timemania é mais uma jogatina que não resiste a nenhum análise. Por que só os times de futebol? E os padeiros inadimplentes? E os agricultores inadimplentes? E todos os demais inadimplentes do FGTS, INSS, IR, etc., também terão direito à sua 'tapeaçãomania'? O pior é que o incauto cidadão vai aderir (na vã esperança de ser o premiado) a mais esta tungada (como ingenuamente faz com as outras jogatinas oficiais), que nada mais é que um imposto disfarçado, pois visa carrear recursos do meio circulante (leia-se do bolso do cidadão) para os insaciáveis cofres públicos, e, suspeito, terá como destino a farra de gastanças intermináveis de nosso governo ''popular''. Esta é mais uma MP que não pode passar!
RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba
Farmácias de manipulação
Gostaria de manifestar, neste importante jornal, minha insatisfação quanto à consulta pública nº 31/2005 em que a Anvisa pretende diminuir a abrangência do segmento das farmácias de manipulação. Este fato trará inúmeros prejuízos para a sociedade brasileira, privando o cliente que faz uso de medicamentos a ter acesso a produtos de qualidade e com preço acessível. A mobilização nacional do nosso segmento acontecerá no próximo dia 19, trazendo esclarecimento à população, bem como as últimas decisões para que a consulta pública não impeça esse segmento de continuar a trabalhar. Conhecedores da importância que temos dentro da economia nacional e a quantidade de empregos que geramos, governo e sociedade não podem deixar que afunilem tanto nosso segmento, fazendo com que farmácias fechem suas portas por deixar de ser viável. Solicitamos que a sociedade brasileira junto com os órgãos de imprensa nos apóiem para que a população não deixe de ter os benefícios que um medicamento manipulado pode dar à economia familiar.
MARIA DO ROCIO LÁZARO RODRIGUES (farmacêutica) Londrina
Delazari responde
Em reportagem publicada ontem na Folha, o procurador de justiça Dartagnan Cadilhe Abilhôa me acusa de perseguição. Sob o título ''Abilhôa diz que não tinha provas'', a matéria traz declarações do procurador, que estaria se sentindo perseguido por mim. No texto, há uma afirmação de que os telefones da promotoria de investigações criminais (PIC) estariam grampeados.
Venho a este jornal para expor minhas considerações, frente a essas afirmações insensatas e caluniosas. Jamais fiz quaisquer acusações a PIC, para a qual trabalhei, e para a qual atualmente, como secretário de segurança, mantenho um grupo de mais de 30 policiais disponíveis para auxiliar em qualquer tipo de investigação, inclusive de grampos criminais.
Como já esclareci algumas vezes, nunca tivemos e jamais teremos nesta gestão o hábito de ouvir conversas em grampos telefônicos. A secretaria de segurança tem à sua disposição um aparelho de interceptação telefônica, que só pode ser utilizado com a autorização da própria justiça. Grampo é um recurso de criminosos, que precisam agir à margem da lei para conseguir atingir seus objetivos inescrupulosos e revoltantes. Se eventualmente nos utilizamos deste aparelho de interceptação, foi com a solene autorização e aprovação da justiça, para qual o próprio procurador trabalha.
Se há, em algum momento, um sentimento de injustiça e incerteza, peço ao procurador que se certifique, antes de acusar injustamente. Os meios para isto estão totalmente acessíveis principalmente a ele, que é um procurador de justiça.
A insensatez é sim companheira de quem teria os caminhos para provar suas afirmações, mas não apresenta as provas por não tê-las e com inverdades prejudica a imagem de quem quer desenvolver um trabalho sério e eficiente, de segurança à população.
LUIZ FERNANDO DELAZARI (Secretário de Segurança Pública do estado do Paraná) Curitiba





