CARTAS
Exame da OAB
Em matéria publicada neste jornal (5/5), o presidente da OAB-PR, Manoel Antonio de Oliveira Franco, declarou que está indignado, surpreso e incomodado, com o baixo índice de aprovação no último exame da OAB. Afirma que a OAB não sabe o motivo do fraco desempenho dos candidatos, porém, sugeriu que as instituições é que não estão preparando adequadamente seus alunos. Também, nega que a prova seja excessivamente rigorosa, alegando que é necessário conhecimento para ser advogado. Na minha opinião, a justificativa para o baixo índice de aprovação são: o rigor excessivo da prova atual, embora a OAB não admita; o tempo de prova, principalmente na segunda fase do exame, quando o candidato tem 4 horas para a produção de uma peça processual de extrema complexidade, e ainda, responder 4 questões dissertativas não menos complexas. O presidente da OAB alega ainda que o exame tem por finalidade colocar no mercado de trabalho somente os profissionais qualificados para exercer a advocacia, também mencionou que o exame foi regulamentado e passou a ser exigido somente em 1996. Portanto, os advogados formados antes de 1996 não fizeram o exame, mesmo assim estão no mercado de trabalho. Aparentemente o dr. Manoel considera que o exame da OAB é fácil, e que é a única maneira de medir conhecimento para o exercício da profissão de advogado. Gostaria de sugerir, para o bem da advocacia, que todos aqueles advogados que não fizeram o exame sejam obrigados a fazer sob pena de perderem o registro na OAB. Por que se isto não for feito, vai parecer que o exame serve para cercear o direito dos novos bacharéis de exercer a profissão de advogado, assim como para criar uma reserva de mercado para os advogados que já possuem o registro na OAB.
JOSÉ GILSON JAVORSKI (bacharel em Direito) Londrina
Crime ambiental
Finalmente alguma autoridade verificou o que os moradores da região já constataram faz alguns meses. O Lago Igapó 2 está sendo destruído gradativamente. Uma perguntinha: para que serve o IAP e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente?
DAVID REINALDO BARROS DE ALMEIDA (funcionário público) - Londrina
Alevinos em rios
Toda medida de preservação tomada, quer seja pelo governo do Estado ou a iniciativa privada, é sempre muito bem-vinda, principalmente quando se trata de repovoamento de nossos rios e represas. Agora, é necessário que as autoridades invistam um pouco mais também em fiscalização, principalmente, no Rio Tibagi e na Represa de Capivara. Ainda há muitos daqueles que se dizem pescadores e na realidade são predadores que limpam os rios com suas redes.
EUCLIDES STORTI JÚNIOR (superintendente de produção) Londrina
Cão ou gato
Em artigo publicado na quinta-feira (''Uma história de dois gatinhos''), o jornalista Walmor Macarini saiu em defesa do gato na comparação feita em relação ao cão. Não tenho a competência e a inspiração que animam a criação e o desempenho desse brilhante e inteligente jornalista, contudo, vou tentar fazer a defesa do cão. Enquanto o cão abana o rabo para nos cumprimentar e dizer da nossa importância para ele, o gato, nos ignora, arrogante, sempre indiferente à nossa presença. Quando alguém tenta invadir a nossa casa, o cão procura defendê-la, alertando-nos com o seu latido. O gato, ao contrário, sai de mansinho, como querendo dizer: pode levar tudo, que não me importo! Quando chegamos, na madrugada, chuvosa e fria, o cão sai do seu lugar seco e quente e vem em nosso aconchego. O gato, nem pensar. Certamente, ao adentrarmos o nosso quarto o encontraremos em nossa cama, envolto nos lençóis e cobertores macios, em sono profundo. Aí está a resposta à sua pergunta de o porquê das pessoas, na sua maioria, rejeitarem os gatos.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA (auditor fiscal) - Apucarana
Vereadores
Quando as coisas acontecem de forma que prejudique nosso bolso (contribuintes), devemos levantar, espernear, criticar e expor nosso pensamento a público para que haja uma reversão no prejuízo. Foi essa minha idéia expressada em outras cartas enviadas a esta seção. Mas, quando ocorre. o inverso devemos elogiar e até agradecer àqueles que reconhecem o erro e consertam de imediato, fato que ocorreu nesta semana em que alguns vereadores de Londrina, após denúncia da Folha, exoneraram parentes assessores. Parabéns pela atitude tomada rapidamente e que isto sirva de lição para o resto do País.
NILDO RABONI (empresário) Londrina
Corpo nu
O corpo esteve em evidência na última segunda-feira (2/5) em Londrina. Na manifestação do ''Dia do Nada'', em que artistas ficaram nus, um transeunte sentiu-se ofendido e acionou a Polícia. Questiono em que sentido o corpo nu é obsceno. Compartilho da opinião de um promotor de Justiça do Distrito Federal quando diz que ''o corpo humano, in natura, não é obsceno. O nu não é obsceno''. É certo que Woodstock passou, porém o sonho de ''sou livre'' será repetido em cada nova geração, pois esse não é privilégio de 1960. É certo que o ócio desse último ''Dia do Nada'' foi bem diferente do ócio da filosofia clássica, mas demonstrou que ''nada para fazer'' pode ser destrutivo, tanto que alguém passando pela praça ''não tendo nada para fazer'' chamou a Polícia e berrou: ''aquilo é obsceno!'' Saliento que o objetivo do ato obsceno é a ''conotação sexual'', o que não ocorreu nesse caso.
MARA RÚBIA MARQUES (funcionária pública) Londrina
Correção
- A foto publicada na edição de ontem na página 1 da Folha Esporte é do atacante Alex Paulista, e não do zagueiro Alex, como indicava a legenda.





