Exame da OAB
  A reprovação recorde no último exame da OAB-Paraná com mais de 91% de reprovados é apenas o reflexo de um sistema educacional falido, que começa lá no ensino fundamental e se arrasta durante todos os anos letivos subseqüentes. Essa fragmentação e desmantelamento educacional não foi procedida ao acaso. Foi uma escolha política iniciada nos tempos da ditadura pelos militares e políticos corruptos, que acabaram com a escola pública. Com isso, conseguiram uma legião de semi-analfabetos, sistema este perpetuado e implementado com sucesso até ao presente. Há muito o sistema educacional brasileiro está podre e é lamentável que instituições como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) usem de critérios seletivos para credenciar somente gênios bacharéis como advogados. Deveria tal Ordem, primeiramente, levar em consideração a estratégia milagrosa com a qual se valeu o bacharel, um digno sobrevivente, para chegar ao topo da formação superior sob a atual e decadente política educacional. Além do mais a aprovação na Ordem não implica necessariamente em certificação de garantia de competência para o sucesso no exercício profissional. Deveria ser obrigação da OAB, entre outras coisas, atentar para o zelo no ensino fundamental, agindo junto ao Ministério da Educação no sentido de implementar políticas educacionais garantidoras de ensino básico fundamental digno.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) e CARLOS ALBERTO SALGADO (bacharel em Matemática) – Londrina

Voto perdido
  Como profissional da área biólogica, me sinto indignado e triste por ter tido a certeza de ter perdido meu voto nas três instâncias em que votei (município, Estado e União). A questão ambiental nunca foi tão negligenciada como agora. Parece que os governos do PT e os simpatizantes (governo do Paraná) acreditam que somos idiotas plenos. Recentemente, o governo do Estado informou aos quatros cantos a falácia de ser um governo preocupado com a questão de qualidade de vida e meio ambiente, porém está viabilizando um dos maiores desastres ambientais do Estado: a construção de usinas hidrelétricas no Rio Tibagi. O pior é que a própria Secretaria Estadual de Meio Ambiente conhece que tal proposta já foi refutada pela população em 2000/2001 durante audiência pública feita pelo Ibama como consulta legal. O Rio Tibagi hoje tem importância fundamental e estratégica como um dos últimos recursos naturais vivos do Paraná e é detentor das maiores diversidades biológicas do Sul do País, além de ter uma das melhores qualidades de águas do Estado. Mas parece que interesses outros estão por, mais uma vez, sobrepor os do povo do Paraná. Por isso, peço que as pessoas que lerem esse humilde desabafo tomem para si a campanha de negar essas usinas hidrelétricas no Tibagi. O Estado não precisa mais gerar energia, ele já abastece 50% do País.
MÁRIO LUÍS ORSI (biólogo) – Londrina

Loteria timemania
  É mais que lamentável a mediocridade (e iniqüidade) confessa do governo federal em buscar, em mais uma sangria no bolso do povo, a solução para a crise financeira do nosso futebol profissional, nascida de má gestão, quando não de malversação de fundos. É o viés confiscatório oficial, sobejamente conhecido, que agora para ajeitar déficit previdenciário e furos de caixa dos times vai tirar o pão e o leite da boca de muita criancinha. Viva a competência do Lula e da sua criativa equipe! Assim é fácil.
WALTER DE OLIVEIRA (serventuário aposentado) – Bandeirantes

Desculpas
  Até quando a população de Londrina vai ter que conviver com desculpas da CMTU, Secretaria de Obras, Ippul e empresas de transporte coletivo? Demora na conclusão da Avenida Ayrton Senna - culpado: um morador que não concordou com a desapropiação; matagal por toda a cidade - culpado: muita chuva; ônibus lotados - culpado: passageiros que não se programam para usar o transporte coletivo; escuridão no Calçadão - culpado: falha técnica ou vandalismo; problemas de trânsito na Rua Gomes Carneiro - culpado: ‘‘a quantidade de veículos em Londrina é superior à média nacional’’, pérola de Cristiane Biazzono Dutra (Ippul); flanelinhas - ‘‘não tem solução, temos que conviver com esta realidade’’, pérola de Alvaro Grotti Junior (CMTU). Sugiro aos administradores desta gestão municipal seguir o conselho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: levantem o traseiro e vamos resolver os problemas.
RUDIMAR NUNES (representante comercial) - Londrina

Lixo e trânsito
  Será possível que nenhum órgão – que nos cobra tanto – não consiga fazer fluir o trânsito nesta cidade? Na segunda-feira, houve um acidente na travessa da Higienopólis (quem sobe o Zerão para o Catuaí). Lógico que não se tem visão alguma. Fazem uma travessia em uma subida. Na terça-feira, um outro acidente na Souza Naves que é o único acesso para quem vai do centro aos bairros (zona Sul). Não notificaram a mídia por que era coisa de cinema: engavetamento de três veículos em uma só quadra! Quem passa nos horários de pico naquela rua enfrenta fila de 2 quilômetros. Será que não tem alguém nesta cidade para tentar arrumar este trânsito?
CARLOS ALBERTO SILVA LOPEZ (empresário) - Londrina

Correção
- Uma frase do coordenador institucional da ONG Liga Ambiental, Tom Grando, foi publicada com erro no último parágrafo da matéria ‘‘CNEC aprova usina entre Ortigueira e Telêmaco’’, na página 7 do Primeiro Caderno de ontem. A frase correta é: ‘‘O Brasil não precisa de novas hidrelétricas. Se fossem repotencializadas as que já existem, não haveria necessidade de construir outras’’.

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