Gastos públicos

O editorial de ontem da Folha de Londrina tocou no ponto principal das administrações públicas. A LRF dá parâmetros de gastos, mas não diz o quanto se deve gastar com pessoal. A profissionalização no setor público deve ser qualificada e bem remunerada para que a população tenha um atendimento satisfatório. Os políticos são passageiros, mas os servidores são permanentes, eles devem se organizar para que sua classe não seja um fardo inútil à sociedade. Os sindicatos e associações de classe não deveriam permitir que houvesse superlotação e má distribuição de pessoal no serviço público. É uma constante ouvirmos que os prefeitos abrem vagas para preencher cargos cumprindo promessa de campanha, isto porque a responsabilidade do mesmo é limitada ao seu mandato, e os problemas ficam para os próximos que virão. Terá que haver uma lei proibindo as contratações em exagero, principalmente nesses municípios de menor capacidade. O governo federal precisa de pessoal em certos setores, como o INSS, por exemplo, onde as filas são intermináveis. O servidor terá que ser bem remunerado para trabalhar com satisfação, pois não há hoje sequer uma política efetiva para a classe e muitos estão há mais de dez anos sem nenhum reajuste salarial.

ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

'Dia do Nada a Ver'

O que seria uma boa oportunidade para manifestações culturais inteligentes e criativas, acabou sendo palco de mais um espetáculo da rebeldia juvenil imatura. A proposta de se instituir o ''Dia do Nada'' poderia render boas idéias não fosse a maioria de jovens sem alma crítica que se concentrou na praça Rocha Pombo na última segunda-feira. A iniciativa de poucos artistas que tentaram expor seus trabalhos foi apagada pela maioria que ali estava simplesmente por estar, simbolizando, através de bebidas alcoólicas e de corpos nus, uma rebeldia vazia, sem causa. O ''Dia do Nada'' foi mais uma tentativa tímida dos poucos engajados contra a maioria insistente que compartilha da idéia de que tirar a roupa ainda seja sinal de protesto. Concordo que tocar violão pelado numa praça nos anos 60 tinha lá seus porquês. Mas hoje tirar a roupa em público renderia, no mínimo, comentários preconceituosos de difamação generalizada contra a juventude. Resultado: três jovens foram presos. Pelo menos renderá, na velhice, lembranças orgulhosas ou envergonhadas, tudo dependerá do grau de maturidade que alcançarão até lá. O ''Dia do Nada'' se mostrou mais um dia sem vida, sem alma. Creio que a nomeação para esse dia sem iniciativa, para não dizer comodista, poderia ser revista até o espírito crítico desses jovens ser resgatado, se é o que eles querem que isso aconteça. Ressalva aos artistas que souberam aproveitar a data com consciência criativa e responsabilidade. Toda a primeira segunda-feira do mês maio poderia ser chamada, sim, de ''O Dia do Nada a Ver''.

LEONARDO DELAI LUCAS (estudante) Londrina

Nepotismo

Parabéns à Folha de Londrina por mais este brilhante trabalho denunciando este desmando no Legislativo londrinense. Se as tais contratações de parentes pelos ilustres edis não for ilegal, conforme alguns tentam nos empurrar de goela abaixo, no mínimo é um ato imoral.

LOURIVAL BARBOSA (sociólogo) Londrina


Caso não seja nomeado outro assessor, a verba destinada para esse fim continua entrando no gabinete dos vereadores ou não é repassada? Caso não seja repassada, parabéns! Também seria interessante se isso atingisse o alto escalão da política brasileira.

ANA CAVALIN (publicitária e jornalista) Londrina


Insegurança

Londrina hoje está literalmente insegura e tive a real prova disto no dia 23 de abril. Eram oito horas da noite quando tomava o ônibus de volta para casa, muito exausto, depois de um dia cansativo. Foi quando um homem armado, sem vergonha de esconder o rosto, rendeu o cobrador do ônibus, tomou todo o dinheiro do caixa - o cobrador, coitado, só observava aflito - e saiu caminhando normalmente. Isso aconteceu a poucos metros do Detran, na Avenida Brasília, na linha 110 - Mister Thomas. Assaltos naquela região são frequentes, todos sabem disso, mas só as autoridades que não. Senti pela primeira vez que não estou seguro na minha terra natal.

PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina



Maria Luiza Rizotti

Quando uma pessoa assume um cargo público para coordenar um grande projeto em sua cidade, deve estar preparada para várias situações. A secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Amaral Rizotti, sabia disso 4 anos atrás. Ela levou consigo a bagagem teórica de uma doutora no assunto (doutora pela PUC de São Paulo). Entretanto, nós técnicos da equipe e também os membros dos conselhos não sabíamos que talvez este fosse o mais ''simples'' de seus atributos. Quem está com a Maria Luiza diuturnamente, sabe que ela entrou na Secretaria inteiramente em condições para administrar o terceiro maior orçamento do Município; que ela foi uma incansável e histórica lutadora pela implantação, em nível local e regional, da Política de Assistência Social. Hoje, a sua dedicação por esta causa se dá na academia e no dia-a-dia dos programas sociais, no árduo enfrentamento à pobreza no nosso município. Agora, o que a Maria Luiza demonstrou também foi sua sensibilidade em enxergar as injustiças e não se curvar frente a elas. Vamos, sim, demonstrar a trajetória que temos vivido com a Maria Luiza, aprendendo nas suas melhores aulas o que é desprendimento, garra, compromisso, seriedade e luta. Com a certeza de que temos entre nós um exemplo de conduta e ética profissional, que honra cada minuto de suas jornadas na busca dos ideais e ampliação dos direitos sociais.

EQUIPE DE FUNCIONáRIOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTêNCIA SOCIAL E CONSELHOS Londrina

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