Sessão de terror
  Não há mais sossego nem no cinema em Londrina. Isso porque no último sábado, durante um filme de suspense no cinema do Shopping Catuaí, adolescentes estavam bebendo cerveja e fazendo ‘‘gracinhas’’ dentro da sala do cine 2, tacavam pipoca e entravam e saíam da sessão sem nenhum respeito por casais e famílias que estavam no local para um momento de lazer. Sem contar uma cena lamentável que ocorreu no final da sessão, quando jovens tiraram o extintor de incêndio e acionaram a saída de emergência, causando tumulto e insegurança para o público presente. Isso tudo sem que os seguranças do local tomassem conhecimento. Mas o que se viu lá foi somente um segurança que tinha a responsabilidade de cuidar das oito salas. Onde vai parar isso? Pagamos para assistir um filme de suspense e acabamos entrando em uma cena de filme ‘‘trash’’.
GUILHERME MARCONI (jornalista) e JULIANA SOSIGAN DA SILVA (bacharel em direito) - Londrina


Sono dos justos
  Parabéns à equipe do IAP e à Força Verde pelas autuações de veículos com som alto. Nós, moradores de Londrina, agradecemos ao secretário Luiz Eduardo Cheida pela iniciativa e necessidade das autuações a estes veículos perturbadores da lei e ordem. É sentindo no bolso que aprenderemos a respeitar o próximo. Faço mais uma solicitação ao secretário: que sejam fiscalizados os veículos automotivos com escapamentos fora do permitido por lei. Com atitudes como esta, poderemos enfim ter noites mais tranqüilas. Só assim teremos o sono dos justos.
OMAR BENEDITO GOMES DE AZEVEDO (representante comercial) - Londrina

Enio Vecchi
  Quem não se lembra do Moringão lotado nas quintas à noite ou nos domingos de manhã ou à tarde? Demorou demais para os políticos perceberem a importância e o reconhecimento a essa grande pessoa chamada Enio Vecchi. Mas o melhor reconhecimento não é um diploma, é o apoio dos governantes com verbas destinadas não só ao basquete mas sim a todas modalidades esportivas. O esporte ocupa as pessoas com atividades saudáveis e alegria, não se usa drogas e não se pensa em besteira quando está praticando esporte. A população agradece as maravilhosas vezes que enchemos o Moringão para gritar, vibrar e torcer de coração por esse time de basquete que nos deixa saudosas recordações. Valeu Enio!
ALEXANDRE AUGUSTO AMARAL (professor) – Londrina

Dia do Sol
  Mais um ‘‘Dia do Nada’’’ se passou, a situação é a mesma e nada mudou. Os primatas continuam a nos rondar, andam tão ocupados que aguardam o espetáculo: esperam a jovem tirar a roupa para no ‘‘camburão’’ entrar. ‘‘Nada’’ e ‘‘liberdade’’ não se combinam, tanto é que cada qual tem o seu dia. Mas será que a nossa liberdade ainda não é condicional? Será mesmo que a ditadura teve fim? Lá na Rocha Pombo, os ‘‘fardados’’ levaram consigo um ‘‘pelado’’. Não sei se não vêem ou fazem-de-conta, mas enquanto isso os verdadeiros desocupados fazem a festa logo mais à frente. Prova disso é o Sol, lindo e esplendoroso que não me deixa mentir, saiu todo brilhante e charmoso para comemorar seu aniversário, o dia glorioso. Mas ficou um pouco triste ao saber que o mal existe. Viu lá de cima um monte de gente triste, que no Dia do Trabalho comemorava um aumento de R$ 40 no salário. Viu também trabalhadores, com muita força de vontade, mas sem honra e dignidade, sem saúde e sem emprego, passando fome com medo da ‘‘mão do homem’’ que não lhe passa segurança, muito menos esperança. Mais um Dia do Nada: ‘‘nada decidido’’, ‘‘nada resolvido’’, e nossos ilustres representantes no centro da República não sentem nem um pouco de culpa. Parece até brincadeira, mas o artista que tira a roupa na praça é considerado uma ameaça, e nessa Babilônia, o bandido que rouba e vicia nossos filhos – como o Sol –, assiste de camarote a luta do bravo trabalhador que neste mundo só tem a certeza do dia da morte.
ANDRÉ DE PAULA FERREIRA (estudante) - Londrina

Brasil potência
  A ministra de Defesa dos Estados Unidos, Condoleeza Rice, reafirmou aquilo que nós sentimos: dentro de pouco tempo seremos reconhecidos pelo mundo ocidental como uma grande potência. Isto porque o Brasil acordou do sono prolongado. O país cresceu, tornou-se adulto, agora demonstra seu vigor, conquistou o interland com o bandeirantismo, conquistou a terra e fê-la produzir. Em novas fronteiras agrícolas atigiu o norte do país, e inunda o mundo com seus produtos. Eis por que nossos candidatos estão perplexos, porque os requisitos atuais são: estradas asfaltadas ligando os pólos de produção com os portos.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina

Reforma sindical
  A respeito da reforma sindical, é oportuno lembrar o velho jargão: o Brasil talvez seja o único país que mantém a tradição de sindicatos de cofres cheios e assembléias vazias. Afinal, para que tanto temor das atuais lideranças com o fim do sindicato único? Por que temem tanto o fim da cobrança compulsória, se o órgão sindical é atuante e tem dado conta da efetiva gestão? Afinal, não estamos ingressando na democracia participativa, por que setores sindicais lutam desesperadamente em manter essa reserva de mercado, esse monopólio exclusivo da representação única? A era Vargas do sindicalismo forte não tem mais razão de existir. A ideologia do sindicalismo forte não cumpriu sua tarefa nem na era Vargas. Cadê a mobilização para impedir as privatizações criminosas do período pós-Collor? Essas lideranças venderam a alma para o diabo e agora querem o que mais.
DERMEVAL RIBEIRO VIANNA – Assis Chateaubriand

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