Células-tronco

Até que ponto a pesquisa com células-tronco é legal ou ética? Até que ponto ela fere a dignidade da vida? O tema, muito discutido hoje, é complicado e divide opiniões no mundo inteiro. Longe de querer ser o dono da verdade diria que todos que discutem estão certos, dependendo do ponto de vista. A ciência evoluiu muito e os cientistas, em sua grande maioria, pesquisam, experimentam, com o fim principal de produzir melhor qualidade de vida ou cura de determinadas doenças e a pesquisa com células-tronco não é diferente. Porém, aqui começa outra parte da discussão: ''Ninguém tem o direito de manipular a vida''. Pois bem, se entendermos que todos os remédios têm a finalidade de aliviar sofrimentos, de curar ou prolongar a vida, veremos aqui uma manipulação: quando se pesquisa, quando se fabrica ou quando administramos o remédio. Não é intenção comparar célula-tronco com remédio, mas no fundo a pesquisa com os dois levam ao mesmo fim: curar ou prolongar uma vida. Diante da crítica da manipulação das células-tronco embrionária, reportemos a um dos maiores dogmas da Igreja Católica: a concepção de Maria sem ter relação sexual com José. Não teria sido aí a primeira concepção ''in vitro''? Não teria Deus manipulado a vida fora do processo normal ou natural? Pergunto: por que Deus fez isso? Para que Ele pudesse enviar seu Filho, Jesus, a este mundo e que Ele morresse, como morreu, para salvar a humanidade. Por este prisma podemos admitir que uma ''vida'' sacrificada para salvar outras vidas tem seu mérito. A história do boi-de-piranha, onde sacrifica-se um boi para salvar o restantee do gado, explica a validade da pesquisa com células-tronco. Ademais, pergunte a uma mãe cujo filho é portador de Síndrome de Duchene, distrofia muscular progressiva, sobre o que ela acha da pesquisa com células-tronco.

LUIZ GONZAGA DE MELO (professor) - Ibaiti


Vacinação

Causou-me espanto e indignação ao procurar três unidades de saúde pública de Londrina (Avenida Duque de Caxias, Vila Brasil e Avenida São Paulo), me foi negado, mesmo sob prescrição médica, a vacinação antipneumológica. Há lá uma ordem de preferência para os casos mais graves e acamados. Em se tratando de uma vacina, que vai prevenir a doença, não entendo por que essa preferência para aqueles que já estão doentes. A desculpa é que tem poucas vacinas em estoque.

ANTONIO PEREIRA (aposentado) - Londrina


Condições de vida

As condições de vida da maior parte da população não têm melhorado nos últimos anos. Nas cidades, como Londrina, Cambé, Ibiporã, Curitiba e outras do nosso país o que vemos são cenas repetitivas: crianças pedindo esmolas nas ruas, centenas de vendedores ambulantes que tentam ganhar a vida de forma precária. No fim das feiras-livres as pessoas recolhem o que sobrou. Praças e calçadas são ocupadas por jovens, moças, velhos, crianças e até mesmo famílias inteiras que dormem ao lado de lixo ou aqueles que vasculham para procurar alimento. Cadê as condições de vida?

JOSÉ ROBERTO DA SILVA (motorista) Londrina


Combate ao vício

É preciso que haja um debate sério, educativo, um esclarecimento pela Secretaria da Saúde e órgãos competentes sobre os malefícios da propaganda charmosa e convidativa às bebidas. As novelas da Globo são as maiores incentivadoras. A bebida é apresentada como algo chique, de classe, de status e, o que é pior, como atenuante de tensões e conflitos. Quanto ao fumo, um vereador aqui de Londrina tomou a iniciativa de fazer algo nesse sentido, e espero que leve a idéia avante, embora saibamos que fumo e bebida são fontes geradoras de muitos impostos, que enriquecem sobremaneira os que não pensam e não atentam que os mais prejudicados são os jovens. Será que esses ''patrioteiros'' não têm filhos, netos? Consta que o teor de cinco graus da cerveja será permitido. Quantos tomariam apenas um copo? Teremos no futuro uma plêiade de beberrões, obesos e barrigudos? Onde estão os que dizem que o Brasil precisa de cultura, de educação e não fazem nada para que isso se torne realidade? Esses que têm as rédeas do poder nas mãos, deixem de demagogia, de discursos e promessas de palanques, desempenhem suas funções, aliás muitíssimo bem remunerados, cumpram com o seu dever e invistam em obras e nas inúmeras necessidades que se fazem cada vez mais prementes. Cada novo governo sempre se propõe a fazer melhor que o antecessor, realmente faz o melhor sim, mas em proveito próprio. O atual se preocupa com a miséria de outros países. Aqui no Brasil embora haja tanta gente morrendo de fome, na mais extrema miséria, não há recursos. Nós precisamos de aviões luxuosos, confortáveis, temos que demonstrar aparências, o povo não pode entender dessas coisas, não é mesmo?

IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) Londrina


Fechamento de bares

Fechar bares de uma forma generalizada como querem alguns é realmente uma forma simplista como a do corno que troca o sofá da sala. Sugiro que os bares sejam dotados de portas com detectores de metais e que cada um mantenha um bafômetro: assim, quando o dono do botequim constatar dosagem superior de álcool no bebum, suspenda o fornecimento da bebida. Fechar bares, pura e sistematicamente é medida que parte, imagino, daqueles quem têm bares bem sortidos em casa e desconhecem os prazeres de uma boa rodada de cachaça para molhar o exercício de se jogar conversa fora, na qual mudamos as leis, escalamos times de futebol, criticamos os preços do leite e do pão, nunca o da cerveja.

PARREIRAS RODRIGUES (funcionário público estadual) Curitiba

mockup